domingo, 29 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Centrais Hidroeléctricas da Ribeira da Praia (São Miguel)
Vídeo produzido pela Escola Secundária das Laranjeiras
quinta-feira, 29 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
Pelo Fim dos Subsídios às Tourtadas
Petição pelo Fim dos Subsídios Públicos à Tauromaquia nos Açores
Sua Excelência Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores,
Suas Excelências Presidentes dos Grupos Parlamentares à ALRAA,
Sua Excelência Presidente do Governo Regional dos Açores,
Ex.mas/os Senhoras/es,
Vimos, através deste instrumento de participação cívica, apelar à classe política e governativa da Região Autónoma dos Açores que se legisle o fim de subsídios públicos a práticas tauromáquicas.
Considerando o contexto socioeconómico do país e região, que através do desinvestimento na educação, no apoio social, na saúde, no emprego e salários, nos transportes, na habitação, numa cultura educativa, têm contribuindo para a degradação da qualidade de vida das populações, sendo muitas as famílias e pessoas que perderam emprego e apoios sociais e que têm dificuldades em cumprirem o pagamento de todas as suas despesas destinadas à sua sobrevivência com dignidade;
Considerando que os milhões de euros do erário público cedidos à tauromaquia nos últimos anos, nos Açores, não dinamizaram a economia nem o turismo regional, não produziram bem-estar social, tendo sido um “investimento” que beneficiou apenas um pequeno lobby;
Considerando que a ciência comprova e reconhece inquestionavelmente que os animais, como o touro e cavalo, são seres capazes de sentir emoções, medo, humilhação, dor física e psicológica, tal como angústia, stress e ansiedade;
Considerando que práticas tauromáquicas são uma expressão de insensibilidade e violência que deseduca e em nada dignifica a humanidade, sendo que estudos recentes comprovam que crianças e adultos que assistam a práticas tauromáquicas desenvolvem tendências de agressividade e violência;
Considerando que as tradições não são inamovíveis, sendo objecto de contínuas mudanças, nem podem constituir um argumento válido para justificar a continuação de práticas cruéis e violentas.
Considerando que uma sociedade que se diverte perante o sofrimento alheio não pode ser considerada uma sociedade saudável e que são cada vez mais os países, regiões e municípios por todo o mundo que estão a proibir a prática da tauromaquia e outros espectáculos violentos com animais.
Considerando que se quer que os Açores seja uma sociedade moderna, respeitada no mundo pelo seu apego e proximidade aos valores naturais, entre os quais o cuidado e bem-estar dos animais, aspecto de especial importância para fomentar um sector estratégico para a região como é o desenvolvimento do turismo de natureza.
Solicitamos que a Região Autónoma dos Açores tome as devidas medidas legislativas para dignificar as pessoas, o bom uso do dinheiro público e o bom nome da nossa região proibindo qualquer apoio financeiro ou logístico por parte de entidades públicas a qualquer prática tauromáquica, à semelhança do que foi feito pelo socialista Defensor Moura, pioneiro em Portugal ao declarar Viana do Castelo concelho livre de touradas.
Solicitamos ainda que a Região invista acima de tudo, e antes de mais, nas necessidades básicas dos Açorianos, como é a educação, saúde, habitação, acção social, transportes e criação e fixação de postos de trabalho, considerando sempre a preservação, defesa e respeito pela natureza, e pelo próximo, nos Açores.
Assinar em: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N22530
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Professores são discriminados
O Movimento dos Professores e Educadores Precários
e Desempregados dos Açores (MPEPDA) criticou
ontem o regulamento do concurso lançado a nível nacional,
considerando que discrimina os professores das
regiões autónomas.
“O regulamento do concurso do continente discrimina
os professores contratados e que trabalham nas regiões
autónomas. A situação é flagrante, os professores
dos Açores e da Madeira não podem concorrer por via
do concurso nacional através da primeira prioridade”,
afirmou Fernando Marta, do MPEPDA, em declarações
aos jornalistas durante uma acção de protesto em Ponta
Delgada.
Fernando Marta lamentou que a secretária regional
da Educação, Cláudia Cardoso, não tenha assumido
qualquer posição relativamente a esta situação, nomeadamente
“fazendo alguma pressão junto do Ministério
de Educação”.
Secretária “mais preocupada em fazer
vida negra a alguns professores”
“A verdade é que não vimos por parte da secretária
regional da Educação qualquer tipo de repúdio ou
intervenção em relação a esta matéria. O que nos parece
é que a secretária anda mais preocupada em fazer
a vida negra a alguns professores deste movimento do
que com a questão da educação e contratação dos professores”,
frisou.
O MPEPDA promoveu uma concentração junto ao
Palácio de Santana, residência oficial do presidente do
Governo dos Açores, para condenar a abertura de 30
vagas para docentes na região, que, segundo este movimento,
não resolve a situação dos professores em precariedade
ou desemprego.
“Parece que é fantástico que, numa altura tão difícil,
abram 30 vagas mas, na verdade, serão totalmente
absorvidas por professores que já pertencem aos quadros,
ou seja, como todas as escolas, segundo a Secretaria
Regional da Educação, estão com vagas negativas
(com professores a mais), quando chegar à fase de
contratação, não terão vagas para nós”, afirmou Sónia
Martins, que também pertence ao movimento.
Nesse sentido, considerou que “esta medida é, nada
mais nada menos, que ‘show off’ como todas as outras”.
O MPEPDA estima que existam nos Açores cerca
de 600 professores e educadores em situação precária
ou de desemprego.
Correio dos Açores, 24 de Fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Maçãs Podres
A existência de maças podres que contaminam todo um cesto de fruta não começou e pelos vistos não acabou com João Moutinho, o jogador do Sporting Clube de Portugal que, depois de se ter transferido para o Futebol Clube do Porto, passou, pelo menos para alguns, de bestial a besta.
Na vida em sociedade todos nós estamos a tropeçar, no dia-a-dia, com maçãs que, para não ferir susceptibilidades, dizemos que estão ligeiramente tocadas, embora o cheiro a podridão seja nauseabundo.
É por demais evidente que nem sempre a maçã tem consciência do seu estado e muitas vezes, pelo menos para ela e para quem a rodeia, ela é a única pessoa no mundo e arredores que está certa, todos os outros andam com o passo trocado.
Esta introdução vem a propósito de situações que são do meu conhecimento e que ocorrem um pouco por toda a Região.
A situação que vou referir está relacionada com o mau clima criado numa sala de aula pelo facto de dois ou três alunos, não só por não estarem interessados em aprender, mas também por fazerem intervenções descontextualizadas e por não serem pontuais, perturbarem o normal funcionamento das aulas, o que constitui um desrespeito para o docente e para os restantes alunos, que por acaso estão muito motivados e são muito trabalhadores.
Mas, tão ou mais grave que o comportamento dos alunos é a atitude dos pais e encarregados de educação que, primeiro acreditam piamente na versão dos seus educandos, desconfiando dos relatos dos professores e depois acham que, por serem jovens, o que eles fazem deve ser tolerado. Além disso, quando um dos docentes exemplificou o que se passava falando no facto de uma só maçã poder contaminar toda uma fruteira ficaram escandalizados, considerando que a comparação não fazia sentido e era um desrespeito para com os alunos prevaricadores.
Como a classe que se diz dirigente, não é capaz ou não está muito interessada numa verdadeira educação para a cidadania, em promover a autonomia de cada um e a participação de todos na vida política e social, transfere para a escola, nomeadamente para os professores, que mal têm tempo para cumprir programas, alguns deles repetitivos, a responsabilidade de incutir alguns valores que já deviam ter sido “bebidos” no berço.
Se na escola há quem, remando contra a maré, ainda acredite que ela possa contribuir, para a além da transmissão de conhecimentos, para a transmissão de valores como o respeito pela diversidade, o apreço pela vida de todos os seres sencientes, a justiça e a solidariedade e seja um meio de mobilidade social, também há quem ache que ela deva apenas cumprir a sua, talvez, principal função: a de reproduzir as desigualdades existentes.
Daí, o saudosismo de alguns pela escola salazarenta ou pelas escolas industriais para os filhos dos mais pobres. Eu neste aspecto até sou mais radical, para além de condenar a escola do passado e de já há alguns anos estar descrente com a escola que nós temos, acho que a escola do presente e do futuro deve ser um espaço de transformação da sociedade, cabendo lá todos os que querem aprender, independentemente das origens sociais e do facto dos seus pais terem as algibeiras mais ou menos recheadas ou vazias. Os que andam lá apenas porque adoram os recreios, que abominam os professores e os conteúdos quaisquer que eles sejam, que existem para perturbar, para desobedecer, para chamar nomes, que tenho vergonha de repetir aqui, aos colegas, docentes e funcionários, deviam ter o acesso vedado a qualquer estabelecimento de ensino.
Não se pode acabar com as maçãs podres se não as isolarmos das sãs e estas só se conseguem tratando bem o terreno, adubando com conta peso e medida, regando sempre que for necessário e podando sempre e só quando for necessário e no período indicado.
Teófilo Soares Braga
(Correio dos Açores, 15 de Fevereiro de 2012)
sábado, 26 de novembro de 2011
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