terça-feira, 4 de outubro de 2016

Os Açores vistos por um continental “com maus fígados”.


Os Açores vistos por um continental “com maus fígados”.

Leonel das Dores Ferro Alves é um nome que nada diz à esmagadora maioria dos açorianos. Contudo, a sua vida está ligada à história dos Açores, pois cá esteve como deportado, tendo participado na “Revolta nos Açores e Madeira”, em 1931.

Leonel Ferro Alves foi um jornalista e advogado que nasceu, a 2 de fevereiro de 1904, no lugar de Carvalhal, freguesia de Souto, no concelho de Abrantes e faleceu em Lisboa no dia 8 de janeiro de 1963, encontrando-se sepultado no cemitério do Alto de São João.

Há muitos aspetos da vida de Ferro Alves que ainda não estão bem esclarecidos. Assim, sabe-se que, em 1929, foi preso, por razões políticas, acabando por ser deportado para os Açores, depois de ter saído da cadeia do Aljube. Após ter passado pela ilha Terceira onde chegou a 24 de julho de 1930, veio para a ilha de São Miguel onde, aquando da revolta mencionada, assumiu a direção do jornal “Correio dos Açores”.

Mais tarde, Ferro Alves ter-se-á zangado com os opositores da ditadura tendo, segundo Manuel Paula Maça, embora não haja qualquer prova escrita, sido “conselheiro de Salazar” ou “espião do governo de Salazar sobretudo (mas não apenas) por causa da intriga em torno de uma operação de contrabando de armas, no período da II república espanhola, que dá o mote ao seu livro “Os Budas”.

Sobre os Açores, quer acerca das suas belezas paisagísticas, quer acerca do viver das suas gentes, já tivemos a oportunidade de ler a opinião de diversos visitantes, quer nacionais quer estrangeiros. Mas, nunca lemos nada tão desfavorável como o que escreveu Ferro Alves, como o leitor poderá ter a oportunidade de ajuizar pelos exemplos que a seguir apresentamos.

Sobre o Correio dos Açores, que Ferro Alves nos primeiros dias terá chegado a escrever sozinho, diz a dado passo: “ Ali deparei com um flamante artigo dum professor do liceu cujo nome não me recordo…Nele, o seu autor, que é um soba importantíssimo fulminava com rotundos adjetivos o cinema sonoro, que aliás nunca tivera ocasião de apreciar. Receoso de que tal catalinaria pusesse em perigo os capitais empregados nessa indústria, não o publiquei….Sem mim o tal professor teria afundado irremediavelmente a sétima arte, no seu aspecto sonoro, pois convém aclarar que o grotesco soba era partidário do cinema mudo”.

Sobre a cidade de Ponta Delgada, Ferro Alves escreveu o seguinte:” …o que posso afirmar, porque residi oito meses em Ponta Delgada, é que não conheço cidade mais sonolenta e insípida. Nas suas ruas calçadas dumas pedras duras, que deformam os sapatos e obrigam a um passo bamboleante de marinheiro embriagado, os transeuntes caminham vagarosamente …”

Sobre as Sete Cidades como ponto de atração turística, Ferro Alves escreve que é “um disparate sem classificação” argumentando do seguinte modo: “Pode um cidadão permanecer um més inteiro em Ponta Delgada, ir diariamente ao sítio da Lagoa e a bruma persiste durante todo esse tempo, impossibilitando-o de contemplar o fenómeno. Como é possível fazer turismo à base duma coisa que, só por si, por um acaso fortuito, se pode admirar? Pensá-lo, já de si, é uma rematada tonteria”.

As Furnas, também são arrasadas por Ferro Alves que escreve que a sua “única utilidade” é “poder ser um balneário magnífico, para que os indígenas curem o reumatismo, já que para a mornaça não há remédio possível”.

Termino com a opinião de Ferro Alves, que por vezes põe alguns dedos em algumas feridas que ainda hoje não estão curadas, sobre as relações entre os Açores e o continente. Segundo ele, “o açoreano não é patriota, nem a sua reduzida cultura mental lhe permite manter relações espirituais com a metrópole” e acrescenta: “Como elemento de observação reputo importante atentar no analfabetismo, que corroe as ilhas com um carácter endémico”.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31048, 5 de outubro de 2016, p.6)

No Dia do Animal



NO DIA DO ANIMAL

“É bendita a propaganda que se faça a favor dos animais; e é bendita, porque significa Bondade, porque sobretudo tende a minorar o sofrimento dos maiores amigos do homem” (Alice Moderno)
Hoje, 4 de Outubro, celebra-se, uma vez mais, o Dia Mundial do Animal que, de acordo com algumas fontes, terá sido declarado em 1929, num Congresso de Proteção Animal realizado na Áustria.
A escolha do dia está relacionada com a data da morte de São Francisco de Assis, 4 de Outubro de 1226, que em sua vida amou e protegeu os animais, tendo chegado a comprar aves engaioladas apenas com o objetivo de as soltar e de as ver de novo em liberdade.
Nos Açores, quando se comemora o Dia do Animal não se pode esquecer todos os que ao longo da sua vida tudo fizeram para que os animais tivessem uma vida mais digna. Entre estas pessoas, destaca-se a figura de Alice Moderno, uma das fundadoras e grande dinamizadora da SMPA- Sociedade Micaelense Protetora dos Animais, de 1914 a 1946.
A maioria das associações e das pessoas que se dedicam à causa animal têm com o seu ativismo um duplo objetivo, defender os animais e educar os humanos. Este desiderato, que não é recente, é bem evidenciado no extrato seguinte, publicado no Zoophilo em 1877: “(…)minorar as sevecias inuteis contra os animaes prestadios, melhorar as condições da sua, forçadamente curta e precaria existência entre nós, seus senhores naturaes, e em summa, e principalmente, por meio do irracional civilisar o homem; essa é a nossa questão; a isso tendem os nossos esforsos (…) levantar o seu nível moral”.

Apesar do Dia do Animal já ser comemorado há cerca de 90 anos e da (pretensa) evolução das mentalidades, hoje os militantes da causa animal continuam a ser vítimas da incompreensão por parte de um sector da sociedade, que por vezes nada faz para que tanto pessoas como animais tenham uma vida mais digna.

O principal argumento usado por alguns políticos, aos mais diversos níveis, para humilhar os defensores dos animais e para menosprezar a causa é o de sempre, isto é considerar que há sempre outra causa que merece ser defendida e que é prioritária. Dar-lhes-ia o benefício da dúvida se eles não fossem os principais responsáveis pelas dificuldades e injustiças de que são vítimas os humanos, para além de também serem corresponsáveis pela falta de civismo e de educação.

Uma resposta a estes ataques já foi dada, em 1909, pela SPAP-Sociedade Protetora dos Animais do Porto que respondeu da seguinte forma: “a proteção contra os maus tratos dos animaes não humanos não prejudica a prática da caridade, antes educa para a bem exercer”. Não sei em que sentido a SPAP usou a palavra caridade, mas apenas concordo com ele se for o que é atribuído por Agostinho da Silva que escreveu: “tempo virá de caridade, entendendo-se caridade não como aquele suplemento de humilhação que se leva aos que caíram na luta, mas como amor irrestrito que, embora consciente dos defeitos do amado, o ama sem pensar em saldo positivo ou negativo”.

Teófilo Braga
( Correio dos Açores, 31047, 4 de outubro de 2016, p.13)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Ulmeiro e os Açores


A Ulmeiro e os Açores

Tal com tem acontecido ultimamente, sempre que por algum motivo me desloco a Lisboa, visito a Livraria Espaço Ulmeiro que foi fundada em 1969.

Desta vez, para além da aquisição de revistas, que nunca tiveram circulação nos Açores ou que chegaram cá apenas para meia dúzia de interessados, e de livros de autores açorianos ou sobre a nossa terra que se encontram esgotados, procurava informações sobre o conceito de Escola Comunitária que terá sido implementado em Portugal na década de 60 do século passado.

Der acordo com informação colhida até ao momento, nos Açores, terão funcionado algumas Escolas Comunitárias no Faial, em São Jorge, na Terceira, em São Miguel e em Santa Maria. Do grupo central “dirigente” das Escolas Comunitárias fez parte a faialense Yolanda Corsépius e como colaborador figurava José Antunes Ribeiro então ligado à ITAU e hoje editor e livreiro da Livraria Espaço Ulmeiro.

No que diz respeito à ligação entre a Ulmeiro e os Açores tomei conhecimento de que a mesma editou, entre outras, algumas obras de Antero de Quental, como “O que é a internacional (1980), “Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX” (1982) e “Causas da decadência dos povos peninsulares” (1987), de Teófilo Braga editou “História do Romantismo em Portugal” (1984), de Álamo de Oliveira editou “Triste Vida Leva a Garça”(1984) e de Ivone Chinita editou “Peste Malina” (1983).

Durante a minha visita à Livraria descobri a revista “Pensamento” que, em 1932, no terceiro ano da sua publicação se apresentava como órgão do Instituto de Cultura Socialista, sendo propriedade do Grupo Editor “Pensamento” e mais tarde, em 1938, se anunciava como “revista quinzenal de divulgação social e científica, arte e literatura”, sendo seu proprietário António Martins., embora mantivesse a mesma linha editorial.

O número 27 da revista trazia, entre outros artigos, um extrato das Conferências do Casino, de Antero de Quental, e o número cento e quatro um texto de Júlio de Almeida Carrapato intitulado “Em torno da arte social de Antero”.

Neste texto, o autor escreve que, segundo Antero de Quental, “não é de Poesia que a humanidade precisa: é de ideias” e cita “Afinal, aquilo de que o mundo mais precisa, nesta fase de extraordinário obscurecimento da alma humana, é de ideias, é de filosofia”…”e a Poesia, voltando a adormecer nos recessos mais misteriosos do coração do homem, tem de ficar à espera até que o novo símbolo se desvende e novas Ideias lhe forneçam um novo alimento, lhe insuflem nova vida… e então voltará a cantar.”

Em Antero há quem queira destacar o santo. O autor referido escreve, citando o próprio Antero, que o grande homem vale mais do que o santo” e também refere: “Para a mocidade, creio-o profundamente, a faceta de mais interesse na complexa personalidade de Antero não é a do schopenhauriano pessimista mas outrossim a do revolucionário e herói altruísta e profundo”.

Nesta minha visita, que é quase uma peregrinação periódica, também fiquei a saber que a Ulmeiro manteve relações com a cooperativa Sextante. Esta foi fundada em 1970 por Eduardo Pontes, Jorge Lopes e Manuel Barbosa e foi extinta em 1971, segundo a historiadora Irene Pimentel, por decisão do Conselho Superior de Segurança Publica, por proposta da Direção Geral de Segurança, acusada, tal como as restantes que também foram obrigadas a fechar a porta, de “instigação a desobediência coletiva às leis”.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31049, 28 de setembro de 2016, p.18)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Thomaz Hickling e a proteção às aves (II)


Thomaz Hickling e a proteção às aves (II)

Neste texto, continuarei a apresentar as razões que levaram Thomaz Hickling a não estar de acordo com o combate aos chamados “pássaros daninhos”.

Depois de ter citado um autor norte-americano, Thomaz Hickling menciona o agrónomo
Bernardino de Saint Pierre que depois de referir que os insetos daninhos podem arruinar os grãos e os frutos e as próprias pessoas acrescenta que “os pássaros dos bosques são suficientes para limpar os campos, contanto que se proíba os passarinheiros apanhá-los”

Thomaz Hickling na segunda parte do seu texto, apresenta, por ordem decrescente as dez principais causas dos prejuízos agrícolas, na ilha de São Miguel, que são as seguintes:
1- O Homem, que corta e arranca e não replanta;
2- A alforra;
3- A seca;
4- As chuvas;
5- Os ventos;
6- O rocio;
7- Os bichos (insetos);
8- Os ratos;
9- A ignorância, considerada dez vezes mais prejudicial do que os pássaros;
10- Os pássaros.
Thomaz Hickling, não negando os danos causados pelos pássaros, não admite “a impropriedade d’eleger um mal maior para evitar um menor” e acrescenta que não conhece nenhum meio tão eficaz como os pássaros “para a extinção de bichos e insetos”.

Por último, Thomaz Hickling lançou o seguinte desafio, que terá caído em saco roto:

“Á vista de todo o sobredito, quisera eu que se convocassem de dez até vinte lavradores de todos os pontos da ilha perante uma Comissão formada d’alguns Senhores Membros da Associação Agrícola Micaelense, para responderem separadamente, e sem uns ouvirem os outros, aos dez quesitos apontados, insistindo-se com especialidade no décimo, e exigindo d’eles que declarem em suas consciências, se entendem que o mal produzido pelos pássaros é ou não extenuado por alguma utilidade. Por este modo ou será confirmada a Sentença contra os pássaros, ou serão absolvidos, poupando-se tanto trabalho e tantas despesas.”


Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31048, 27 de setembro de 2016, p.18)

Fotografia: Diogo Caetano

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A ilha Verde de Maria Lamas


A ilha Verde de Maria Lamas

Acabei de ler o romance “A Ilha Verde” da autoria da escritora Maria Lamas, bem como extratos do seu livro “As mulheres do meu país”. Em ambas as obras a autora, que conheceu muito bem os Açores, onde foi sempre muito bem recebida, fala da nossa terra como uma açoriana que sente orgulho na sua terra, não ignorando aquilo que merece ser melhorado.

Antes de fazer algumas referências ao citado romance, apresento uma breve nota biográfica da autora.

Maria da Conceição Vassalo Lamas foi uma escritora, tradutora, jornalista e uma cidadã que interveio quer cívica quer politicamente tanto durante o Estado Novo quer após o derrube deste. Nasceu em Torres Novas, a 6 de outubro de 1893 e faleceu aos 90 anos, em Lisboa, a 6 de dezembro de 1983.

De acordo com João Mário Mascarenhas, antigo diretor da Biblioteca-Museu República e Resistência, Maria Lamas foi “uma Mulher que nunca vacilou na defesa dos direitos humanos e políticos em Portugal e se bateu – de forma energética – pela plena assumpção da igualdade de oportunidades – num Portugal retrógrado que penalizava os seus melhores e perseguia politicamente com o exílio, o desterro e a prisão aqueles que ousavam levantar a sua voz contra a guerra, as torturas, as indignidades, o analfabetismo e a discriminação social, sobretudo das mulheres”.

Tendo vivido intensamente o 25 de abril de 1974, depois daquela data aderiu ao PCP. Foi presidente honorária do Movimento Democrático das Mulheres, desde 1975, e dirigiu a revista “Mulheres”, criada em 1976. A 25 de abril de 1980 recebeu, das mãos do presidente da República, General Ramalho Eanes, a Ordem da Liberdade.


O livro “A Ilha Verde”, editado em 1938, pela Editorial “O Século”, para além de ser “um romance de amor intenso que decorre no cenário maravilhoso da ilha de S. Miguel” é um autêntico roteiro do património cultural e natural, onde a autora refere os principais pontos turísticos da ilha, menciona algumas tradições e aborda, ao de leve, alguns aspetos da sociedade micaelense, como a pobreza, a emigração, a relação entre os “senhores” da ilha e os restantes habitantes, etc.

Sobre os Açores, Maria Lamas escreve: “ilhas de fantástica beleza, adormecidas ainda na serenidade do mistério inicial, quási ignoradas do grande turismo que tudo vulgariza”.

Os romeiros são, segundo a autora, “figuras primitivas, arrancadas a velhos retábulos, evocações vivas dos peregrinos de antanho, a correr mundo em romagem de penitência e humildade”.

A procissão dos enfermos do Vale das Furnas é também descrita com pormenor. Sobre o assunto, Maria Lamas escreve: “Cada morador toma a seu cargo a extensão de rua correspondente à casa em que habita, e as azáleas de todas as cores, que mal desponta abril, transformam o Vale das Furnas em jardim magnífico, vêm, aos braçados, cobrir o chão por onde há-de passar Aquele que, um dia, ensinou aos homens o sentido universal da palavra irmão”.

Muito mais poderia mencionar neste texto, como a procissão do Senhor Santo Cristo, um império do Espírito Santo em Rabo de Peixe ou uma subida à Lagoa do Fogo de burro, a partir de Água de Pau, mas por razões de espaço termino com a seguinte referência ao ilhéu de Vila Franca do Campo: “A caldeira circular, que lhe fica no interior e onde a água do mar tem a serenidade e a transparência de um lago, tudo suplanta. O entusiasmo foi geral. Mais bela piscina natural ninguém tinha visto”.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31043, 21 de setembro de 2016, p.18)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Thomaz Hickling e a proteção às aves (I)



Thomaz Hickling e a proteção às aves (I)

Em texto anterior fiz referência à iniciativa da Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense (SPAM) de combater os “pássaros daninhos”. Na altura, o Padre João José do Amaral divulgou, no jornal daquela organização “O Agricultor Micaelense”, dois textos de publicações estrangeiras contra aquela prática.

No mesmo jornal, também, se manifestou contra Thomaz Hickling que apresentou vários argumentos para justificar a sua opinião baseada em reflexões pessoais “corroboradas com autoridades não suspeitas”.

Depois de afirmar que tinha “por indubitável que, em vez de deverem reputar-se “Praga” os habitantes do ar, a eles somos devedores da maior, e até da melhor parte de nossas colheitas”, Thomaz Hickling sintetiza as suas razões no texto seguinte:

“Os pássaros, além da deliciosa harmonia dos seus gorjeios, em que desde a primavera até certo tempo nos enlevam, e mimoseiam, parecendo proclamarem as obras maravilhosas da criação, e a glória excelsa do Criador, ocasionando ao homem a elevação da sua alma à contemplação das cousas Divinas, alimpam os campos da inumerabilidade d’insetos, e vermes, que os infestam; compensando d’esta arte, e mui abundantemente, o insignificante mal, que produzem, o qual nunca é tanto como o que d’ outras causas é proveniente”.

O primeiro perito na matéria citado por Thomaz Hicking é o americano Jorge Emerson que refere que os pássaros são aliados do homem, nos seguintes termo: “Há muitas espécies de pássaros, cujo auxílio é indispensável à subsistência humana, e aos quais, por nossa ignorância, e perversidade, fazemos guerra, como se fossem nossos inimigos”.


Outro autor norte-americano, cujo nome não é referido, depois de afirmar que “se não houvesse aves, que refreassem esses enxames d’insetos vorazes, que nos circundam, é crível que seria inabitável o nosso país”.
(continua)

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31042, 20 de setembro de 2016, p.18)

domingo, 18 de setembro de 2016

Eclipse parcial do Sol


Açoriano Oriental, 12 de agosto de 1999