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domingo, 30 de julho de 2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

terça-feira, 19 de julho de 2016

O Padre João José do Amaral e a perseguição às aves


O Padre João José do Amaral e a perseguição às aves

A primeira sociedade agrícola portuguesa, a Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense (SPAM), criada a 11 de janeiro de 1843, foi aprovada por Decreto de 24 de abril de 1844. Entre outros objetivos, a SPAM pretendia promover o desenvolvimento da agricultura, o melhoramento dos gados insulares e a divulgação dos mais adiantados princípios da agrologia.

Noutro espaço e noutra ocasião terei oportunidade de fazer referência ao trabalho meritório da SPAM que pretendia fazer “uma revolução regeneradora, pacífica, e vagarosa” que consistia, entre outros pontos, em “suprir pela produção própria, quanto possível, a importação estranha”.

Uma das iniciativas da SPAM que não foi consensual na altura foi a do combate aos “pássaros daninhos”. Sobre o assunto, foi publicado no jornal “O Agricultor Micaelense”, órgão daquela instituição, um anúncio onde era pedido aos párocos para fazer chegar a todos os “fregueses” a notícia da criação de dois prémios destinados a todos os indivíduos que demonstrassem ter morto o maior número de pássaros daninhos.

Sobre o combate às pragas, o Padre João José do Amaral (1872-1853), no Agricultor Micaelense, deu a conhecer extratos de dois textos divulgados por duas publicações estrangeiras.

No primeiro, é mencionada a perseguição pelos agricultores à gralha acusada de prejuízos que ela não podia causar em virtude do seu regime alimentar e no segundo, um correspondente da “Gardner’s Chronicle” escreveu que não consentia que nas suas hortas e herdades se matasse qualquer pássaro pois como resultado da presença dos mesmos evitava os danos causados por lagartas. A mesma pessoa afirmou que nos locais vizinhos, onde criaram comissões para a destruição da praga, era “incrível o estrago causado por lagartas e caracóis”.
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Hoje, como sabemos a Química resolve (quase) tudo. Com que custos?

Teófilo Braga
(Correio dos Açores 30988 de 19 de julho de 2016, p. 10)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sujam o Verde


Verde, mas sujo

Depois de um longo período em que o ambiente, ou melhor a natureza, era uma preocupação de uns poucos que eram apodados pelos donos disto tudo de lunáticos, alguns problemas ambientais, nomeadamente catástrofes, como as de Seveso, Bophal ou Chernobil, fizeram com que crescesse o número de pessoas que se envolveram em movimentos criados para lutar pela defesa do ambiente e consequentemente por uma melhor qualidade de vida para todos os seres que com os humanos partilham a vida na Terra.
Para os mais esquecidos ou para quem nunca teve conhecimento, abaixo apresenta-se uma síntese do que foi cada uma das catástrofes.
A 10 de Julho de 1976, na cidade de Seveso, na Itália, uma instalação industrial libertou alguns quilos de uma dioxina que para além de contaminar os solos causou a morte direta de cerca de 3000 animais e fez com que outros 70 000 tivessem de ser abatidos para evitar a contaminação das cadeias alimentares. Além disso, desconhece-se se houve vítimas mortais humanas, mas sabe-se que no ano seguinte a taxa de defeitos congénitos aumentou mais de quarenta por cento.
Considerado como o mais grave desastre industrial ocorrido até hoje, a catástrofe de Bophal ocorreu a 3 de Dezembro de 1984 quando uma fábrica de pesticidas da Union Carbide, em Bhopal, na Índia, libertou 40 toneladas do gás isocianato metílico. Não se conhece exatamente a dimensão dos danos económicos e ambientais e o número de vítimas, mas Edward Goldsmith e Nicholas Hildyard estimaram o seguinte: pessoas mortas, entre 2 352 e 10 000; incapacitadas, 17 000 a 20 000, expostas, 200 000, evacuadas, 70 000.
A empresa, como é quase tradição, procurou fugir com o rabo à seringa, mas, segundo um relatório, o ocorrido deveu-se a “uma combinação de erros de gerência, equipamento mal concebido e má manutenção”.
Contrariando a propaganda da segurança infinita das centrais nucleares propalada pelos cientistas e dirigentes do capitalismo de estado russo, ou melhor soviético, a 26 de Abril de 1986, relativamente perto de Kiev, na Ucrânia, ocorreu um acidente numa central nuclear.
Como é habitual nestes casos onde as tecnologias são seguríssimas, nunca se saberá o número exato de vítimas, havendo uma previsão do professor John Gofman, da Universidade da Califórnia, que fala em mais de um milhão de vítimas.
Entre nós, não querendo ser alarmista, em breve vamos ter em funcionamento uma tecnologia também extra segura, que é a queima de resíduos para produção de energia elétrica que, pelo menos em parte do dia é desnecessária. Além disso, tem a vantagem de ser renovável, dizem eles, e verde, se pintarem as instalações de tal cor.
Verde também é a taxa que foi criada, pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, para penalizar o uso de sacos de plástico e que se traduzirá no saque de mais uns cobres a uma população que desinformada, deseducada, consumista e conformista irá pagar mais, em vez de mudar as suas atitudes e seus comportamentos. Se o que se pretende é reduzir até zero os sacos de plástico por que não se proíbe, de uma vez por todas ou gradualmente, o seu fabrico?
Verdes são também as taxas que vão inventando para sacar o máximo possível aos bolsos já depauperados de uma população que está exangue e exausta de tanto alimentar uma casta que se diz democrática, mas que não presta contas pela má gestão que levou o país à ruina.
Por que razão os nossos ambientalistas oficiais, defensores do aceite universalmente desenvolvimento sustentável que tanto gostam de louvar o princípio do poluidor- pagador, não alargam o conceito e criam o princípio do fazedor de dívida pública - pagador da mesma?
Se assim acontecesse, todos os políticos profissionais, ou afins, responsáveis por projetos megalómanos, inviáveis ou inúteis, todos os autarcas que derreteram as finanças das suas autarquias em obras de Santa Engrácia ou em aberrações de impossível manutenção, ficariam responsáveis, pessoalmente, pelo pagamento das dívidas que fizeram.
Só por si não era democracia a sério, mas era um bom começo.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 30532, 14 de janeiro de 2015, p.17)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

As festas, os animais e o ambiente

As festas e o respeito pelos animais e pelo ambiente


A presença da cabeça de uma cabra num cortejo realizado, no passado dia 1 de setembro, no âmbito das festas em honra da padroeira da freguesia da Lomba da Maia, Nossa Senhora do Rosário, suscitou protestos diversos numa conhecida rede social por razões diversas, entre as quais se destacam, o facto da mesma poder estar relacionada com a falta de respeito pelos animais que servem de alimento e por poder constituir um mau cartaz turístico para a ilha, já que uma parte significativa de quem nos visita é sensível à causa animal.
Quando vi, pela primeira vez, a fotografia em questão, também achei que a presença da cabeça da cabra, para além de em nada contribuir para enriquecer o quadro em que estava inserida, podia dar, a quem nos visita, sobretudo aos estrangeiros, uma imagem dos micaelenses como a de um povo bárbaro.
Infelizmente, pelo que tenho visto, quer presencialmente, quer em imagens que têm chegado à minha caixa de correio, estamos muito longe de sermos um povo civilizado. Com efeito, são cavalos famintos, ou amarrados com correntes a trespassar-lhes a carne, são cães e gatos abandonados por toda a parte, com destaque nos miradouros, são os canis de abate superlotados, são os cães enforcados, etc…
Pensávamos que com o aumento da escolaridade, com a transmissão de programas nos vários canis de televisão sobre animais, com a proibição de abate de animais, sem ser nos matadouros, a situação se alterasse e as barbaridades cometidas no passado deixariam de estar presentes nos nossos dias.
Estávamos redondamente enganados. Com efeito, o aumento da escolaridade não significa aumento de conhecimentos, pois uma parte cada vez maior dos alunos nem aproveitamento consegue no ensino regular, as escolas deixaram de ser locais de transmissão de saber e passaram, para muitos alunos, a locais de entretenimento. Na televisão os programas educativos são preteridos a favor de outros de qualidade mais do que duvidosa e as leis ficam-se muitas vezes pelo papel.
Como resultado de tudo isso, nas festas ou fora destas, nem pessoas nem animais são respeitados e poucos são os que se atrevem a denunciar o que está mal com medo de represálias.
O desrespeito pelos animais, como sabemos vem de longe e, pelo que tenho lido, eram aceites com toda a naturalidade noutros tempos.
Eram nas festas do Espírito Santo que mais animais eram mais sacrificados. Abaixo, apresento um relato de como eram mortos os gueixos, em 1937, nas Furnas: “ o animal, forçado a ajoelhar, recebe entre os chifres a pontilha do improvisado magarefe e logo novo e enorme golpe entre as patas dianteiras. Enquanto garotos montam sobre is quatros da rês para precipitar a hemorragia, outros acorrem com malgas, tigelões, alguidares e marmitas ao chafariz de sangue”.
Cerca de 50 anos depois, na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, a situação era um pouco semelhante e o mais degradante era o facto de os animais por vezes serem abatidos por quem não tinha prática e não morrerem à primeira.
Hoje, penso que se aceita que o homem ao utilizar os animais na sua alimentação deverá “fazê-lo com gratidão e sem sadismo”.
Não vou ser exaustivo a descrever a sujidade com que os espaços são deixados após os arraiais, o que apenas vem provar que a mentalidade de atirar tudo para o chão ainda prevalece entre a maioria das pessoas.
Também não tenho dados sobre o fogo-de-artifício que é usado em cada festividade por mais pequena que seja. O que posso testemunhar é que este é atirado muitas vezes a horas impróprias para quem está a gozar o merecido repouso e que parece estar a aumentar, pelo menos o número de foguetes caídos no meu quintal este ano foi muito superior ao caído em anos anteriores.
Já agora quem tiver dados e quiser fazer contas, por cada mil foguetes de um determinado tipo lançado são espalhados pelos terrenos cerca 24 kg de plástico.
Por último, quero que fique claro que não estou a sugerir que se acabe de uma vez por todas com as roqueiras e muito menos que se crie mais uma taxa verde ou esverdeada para refrear alguns ânimos.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores 30446, 24 de Setembro de 2014, p.14)

terça-feira, 30 de julho de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2012: O POSITIVO E O NEGATIVO NO AMBIENTE




Como é habitual, sempre que se inicia ou termina um ano a comunicação social costuma fazer um balanço ao ano que está a terminar ou que já terminou e como é da praxe enumeram-se aspetos positivos e aspetos negativos.

Para quem, como eu, entende que ambiente é um conceito que é muito mais amplo do que natureza e que as questões ambientais são questões sociais e que portanto os problemas ambientais só terão solução se houver profundas mudanças sociais, tanto a nível da produção como do consumo e no modo de organização das sociedades, fazer o exercício que me foi solicitado – indicar três pontos positivos e três pontos negativos relacionados com o ambiente não é tarefa fácil e as escolhas são carregadas de muita subjetividade. Apesar do exposto, foi com agrado que aceitei o desafio, esperando não desiludir por não satisfazer na íntegra o pedido.

Vou começar por apresentar a grande preocupação ou aspeto negativo que está relacionada com a orgânica do governo regional recentemente empossado. A junção de várias áreas, como a agricultura, a pecuária, a conservação da natureza, as florestas, o mar, etc. sob o chapéu dos recursos naturais não é mera distração. Trata-se, sim, da opção de desvalorizar um dos pilares do mais que duvidoso conceito de desenvolvimento sustentável. Com efeito, sabendo-se que como reflexo das más políticas seguidas a nível nacional e regional, resultantes da adesão fervorosa ou titubeante ao neoliberalismo económico, o pilar “social” tem vindo a ser corroído e o pilar “ambiente” tem vindo a ser menosprezado, restando apenas o incentivo ao pilar “economia”, este ao serviço dos grandes grupos económicos.

Embora o dinamismo das secretarias dependa da política global adotada pelos governos, é inegável que aquele está fortemente associado às capacidades e motivações dos respetivos titulares. Apesar disso, o ambiente pelo menos institucionalmente teve mais peso na orgânica dos governos dos Açores, entre 15 de Novembro de 2000 e 16 de Novembro de 2004, durante a vigência do VIII Governo Regional dos Açores. Depois desta data, o seu peso foi declinando e com o atual governo assistiu-se ao culminar do retrocesso que foi iniciado em governos anteriores que exageraram na construção de infraestruturas “sobredimensionadas” ou em projetos de utilidade duvidosa, como os “arranjos” nas margens da Lagoa das Furnas ou o que está a ser feito nas Sete Cidades, embora não saiba se é ou não para avançar a “famosa” praia fluvial.

A recente reconfirmação por parte do Secretário Recursos Naturais de que a famigerada valorização energética de resíduos é um projeto para avançar por parte da AMISM é um dos maiores atentados ambientais e à economia dos Açores. Com efeito, como já por diversas vezes afirmamos, trata-se de um modelo de eliminação de resíduos que não serve à região, porque apesar da evolução as incineradoras são um método
obsoleto e insustentável de tratar os resíduos.

Num artigo publicado recentemente no Diário de Notícias, sobre o caso da Madeira, cujo incinerador já foi referido como exemplo pelo Dr. Ricardo Silva, o Doutor Hélder Spínola, depois de mencionar os prejuízos económicos para aquela região por ter optado por aquele modelo de “tratamento de resíduos”, referiu-se que aquele “nunca conseguirá competir com este potencial de obtenção de dividendos financeiros e criação de empregos que a reciclagem e a produção de biogás permitem”.

Enfim, nesta terra continuamos com a mania das grandezas e não se aprende com os erros dos outros. Até quando?

Por economia de espaço passo de imediato a referir ao que de positivo aconteceu ao longo de 2012.

Um dos maiores problemas com que se debate a sociedade açoriana, e não só, é a apatia ou mesmo o medo que leva a que a maioria das pessoas não participe mesmo em questões que lhe dizem diretamente respeito, como a defesa de regalias sociais que foram conquistadas com muito sacrifício, pelo que é extremamente positiva a adesão de voluntários, ano após ano, à campanha SOS-Cagarro.

A contrastar com a, pelo menos aparente, inatividade das associações ambientalistas, verifica-se que um crescente setor da sociedade está a despertar para a causa do bem-estar animal/direitos dos animais, nomeadamente dos animais de companhia. É extremamente positivo o trabalho das associações animalistas e a adesão às mesmas ou às suas campanhas por parte da juventude.
Outra medida que só a sua aplicação dirá se será positiva ou negativa foi a aprovação de legislação que proíbe as culturas comerciais de transgénicos, nos Açores. A grande objeção que levanto é acerca da porta aberta que a lei deixa para eventuais ensaios e testes de campo.

Espero que, em 2013, os cultivadores de milho transgénico não adquiram o estatuto de investigadores científicos e que não troquem a agropecuária pela “ciência” de aproveitar as falhas ou omissões não pensadas ou propositadamente deixadas nas leis para que estas possam ser contornadas.

Teófilo Braga

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Entrar com o pé esquerdo



Nunca me pronunciei, nem o vou fazer aqui, sobre as pessoas que ocupam cargos políticos porque mais importante do que elas são as políticas que são implementadas e estas, a maior parte das vezes, não são da responsabilidade de quem as implementa, mas dos partidos políticos e dos interesses económicos e outros que estes são obrigados a satisfazer. Mas, uma coisa é certa, a composição do novo Governo Regional dos Açores, liderado pelo meu antigo aluno da Escola Secundária Antero de Quental, Dr. Vasco Cordeiro, apanhou de surpresa muito boa gente.
O elenco do atual governo causou pasmo a muitas das pessoas que comigo convivem ou partilham opiniões sobretudo porque, disseram elas, alguns dos atuais secretários podiam também o ser se as eleições tivessem sido ganhas pelo Partido Social Democrata (PSD).
A mim, nada me espanta. Se é grande a tentação para a “vã glória de mandar” também é uma caraterística do Partido Socialista (PS) a sua capacidade para a reutilização e reciclagem de pessoas de todos os quadrantes político/partidários, da esquerda extrema à extremada direita.
A aptidão referida não é apenas do PS mas sim de todos os partidos que ocupam ou são do arco do poder. Assim, a nível nacional, o PSD tem sido o partido âncora para vários ex-militantes da extrema esquerda com destaque, pelas posições que ocupam, para Durão Barroso e Nuno Crato.
Hoje, para além das pessoas, nada distingue os dois mais votados partidos políticos regionais, o PS e o PSD. Longe, vão os tempos em que o PPDA considerava a “social-democracia, situada no centro-esquerda das tendências políticas possíveis” como sendo a orientação com capacidade para “vencer o atraso económico com que nos debatemos e corrigir as situações existentes de profunda injustiça social” (Documentos Preliminares do PPDA, Julho de 1974) e o PS combatia “o sistema capitalista e a dominação burguesa” e estava “certo de que, em parte alguma, o neocapitalismo conseguirá instaurar uma sociedade inspirada pelos ideais de igualdade social, antes vai agravando, sob formas insidiosas, a exploração do maior número pela minoria” (Declaração de Princípios do Partido Socialista, Setembro de 1973).
Depois desta longa introdução, queria fazer uma referência à Secretaria Regional dos Recursos Naturais que é liderada pelo meu antigo colega da Escola Secundária Antero de Quental, Luís Nuno Ponte Neto de Viveiros, desejando-lhe, com toda a sinceridade, os melhores êxitos pessoais.
Propositadamente não lhe desejei sucesso a nível governativo porque considero que alguém lhe armou uma cilada, tendo muitas dúvidas sobre a sua capacidade para dela se desvencilhar com sucesso.
A designação da Secretaria tem muito que se lhe diga. Com efeito, depois de ter criado a Secretaria Regional do Ambiente, o Partido Socialista após colocar o socialismo na gaveta, agora arrumou o ambiente num armário onde ele não cabe. Assim, para esclarecer o mencionado, abaixo apresento os conceitos de recursos naturais (mas restrito) e de ambiente, extraído de um Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente:
Recursos naturais- Denominação aplicada a todas as matérias-primas, tanto aquelas renováveis como as não renováveis, obtidas diretamente da natureza, e aproveitáveis pelo homem.
Ambiente - Conjunto dos agentes físicos, químicos, biológicos e dos fatores sociais suscetíveis de exercerem um efeito direto ou mesmo indireto, imediato ou a longo prazo, sobre todos os seres vivos, inclusive o homem.
A segunda questão que levanto é a da dimensão da secretaria. A não ser que se transforme o ambiente num mero adorno, juntar “as políticas relativas à agricultura, ambiente e mar, quer no âmbito mais específico das pescas, quer no âmbito mais vasto de aproveitamento das potencialidades deste recurso natural que é o Mar dos Açores” é demais para um só secretário.
Por último, não podia deixar de mencionar o facto do Eng. Luís Viveiros, que não tem a obrigação de dominar todas as áreas, mas que para um bom desempenho tem de estar bem assessorado, ter cometido uma gaffe monumental quando pela primeira vez falou sobre o tratamento de resíduos sólidos e disse que nos Açores não está prevista a construção de incineradoras mas sim "unidades de valorização de resíduos não recicláveis".
De um recém-chegado à política esperava que apresentasse a opção do seu governo, mesmo não concordando com ela, e que não se escondesse atrás de sinónimos. Assim, não!
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, nº 27297, 28 de Novembro de 2012)