sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Virusaperiódico (163)

 


Virusaperiódico (163)

15 de fevereiro

Hoje estive a mapear algumas plantas no Jardim Botânico José do Canto. Mais tarde, trabalhei um pouco no quintal: podei um diospireiro e uma romãzeira e coloquei na terra algumas estacas de roseiras, na esperança de que enraízem com vigor.

Aproveitei ainda para montar mais uma armadilha para a vespa asiática, cuja presença continua a exigir vigilância atenta.

Ao longo do dia, fiz também algumas pesquisas sobre o ano de 1976 e iniciei a leitura do texto “Vida e morte da extrema-direita”, de António Cândido Franco, publicado na revista A Ideia (2025).

16 de fevereiro

Logo pela manhã recebi a triste notícia do falecimento da sindicalista Manuela Medeiros, que muito me abalou.

Depois, passei pela Ribeira Nova, onde coloquei mais uma armadilha para a vespa asiática. Segui para a Courela, onde apanhei meia dúzia de laranjas maduras.

O resto do dia foi dedicado à leitura de um texto sobre ecofascismo e a algum trabalho relacionado com plantas herbáceas.

17 de fevereiro

De manhã, transplantei poejo e tomilho, reorganizando alguns canteiros.

Terminei a leitura da novela gráfica A Vida Secreta das Árvores, baseada no livro homónimo de Peter Wohlleben. Uma leitura que reforça a ideia de interdependência e comunicação no mundo vegetal.

Este ano não houve paciência para carnavais.

Durante o dia, dediquei-me ainda à redação de um texto sobre abelhas para o próximo número da Voz Popular, jornal da Casa do Povo do Pico da Pedra.

18 de fevereiro

Passei o dia a trabalhar em dois livros que aguardam ainda revisão e aperfeiçoamento antes de seguirem para a tipografia.

Ao final da tarde, iniciei a leitura de A Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm, uma obra fundamental para compreender o turbulento século XX.

19 de fevereiro

Voltei a Vila Franca do Campo, onde estive a limpar algumas bananas e bananeiras. Observei que os incensos estão floridos, mas notei que as abelhas demonstram maior preferência pelas flores da pitangueira ali existente.

Depois do almoço, coloquei na terra estacas de uma cameleira (taça-de-formosura). Espero que pelo menos uma enraíze.

No final do dia, tomei conhecimento de que a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo aceitou uma proposta para uma homenagem a Simplício Gago da Câmara — uma notícia que me deixou satisfeito.

 

19 de fevereiro de 2026

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