terça-feira, 10 de março de 2026

Virusaperiódico (166)


 


Virusaperiódico (166)

 

6 de março de 2026

 

Hoje denunciei publicamente o mau serviço prestado pelos CTT – Correios de Portugal no Pico da Pedra, situação que afeta sobretudo os mais frágeis, em particular os idosos, que muitas vezes dependem deste serviço essencial.

 

Ainda no Pico da Pedra, passei pelo Parque Maria das Mercês, onde fotografei as primeiras flores a anunciar a primavera. Apesar desse sinal de renovação, saí de lá com alguma tristeza. Há alguns meses escrevi à Junta de Freguesia a alertar para o facto de a ponte móvel do parque se encontrar danificada, mas tudo continua exatamente na mesma.

Fica também a constatação de que alguma formação — ou pelo menos informação — seria útil para quem opera roçadoras: cortar erva é uma coisa; mutilar os troncos das plantas é algo bem diferente.

 

7 de março de 2026

 

Passei grande parte do dia em Vila Franca do Campo, em trabalhos de limpeza de bananas e bananeiras, além de plantar alguns ligustros.

 

Passei também pelo centro da vila e fotografei a Casa da Balança. Não consigo compreender por que razão aquele espaço não está a ser devidamente aproveitado. Parece-me um desperdício evidente de um edifício com potencial.

 

8 de março de 2026 (domingo)

 

O dia foi dedicado à leitura da regulamentação do Decreto Legislativo Regional n.º 27/2022/A, de 28 de novembro, que estabelece o regime jurídico de classificação de arvoredo de interesse público na Região Autónoma dos Açores.

 

Não deixei de notar — com algum desalento — que o Governo Regional levou cerca de três anos para produzir um documento que, em grande medida, replica um diploma nacional. Fica a interrogação sobre a eficácia e o sentido prático de certos discursos autonomistas.

 

9 de março de 2026

 

Hoje tratei de várias bur(r)ocracias e fiz algumas pesquisas sobre plantas.

 

Passei também pelo Jardim Botânico José do Canto, onde entreguei algumas plantas que já existiam no tempo de José do Canto.

 

Retomei ainda a leitura de um livro de depoimentos sobre Agostinho da Silva. Continuo a tentar compreender melhor o seu pensamento e a sua obra, que permanecem profundamente estimulantes.

 

Terminei o dia com uma notícia que me deixou satisfeito: os livros “A Família Miranda e os Açores: Resistência e Multiculturalismo” e “Mata do Dr. Fraga – herança viva de um madeirense” foram integrados no Plano Regional de Leitura dos Açores 2025-2026, na categoria Outros Públicos.

 

9 de março de 2026

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