terça-feira, 7 de abril de 2026

Virusaperiódico (171)

 



Virusaperiódico (171)

3 de abril

Hoje faltaram-me as forças para ir ao quintal fazer algumas mondas, tarefa já necessária. Fiquei por casa e dediquei-me à leitura. Terminei o livro “Caso Insólito: Igreja ou Centro de Subversão?”, de Octávio Medeiros. Li ainda o primeiro conto de “Árvore Anciã – Contos”, de Ricardo Barros. Um texto notável, que, a meu ver, deveria ser leitura obrigatória nas aulas de cidadania — ao contrário de certos conteúdos que prefiro nem enumerar.

4 de abril

Graças ao paracetamol, consegui passar o dia inteiro a trabalhar na Courela e na Ribeira Nova, na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo.

Na Courela, limpei bananeiras e tratei das bananas, além de fazer algumas mondas. Já na Ribeira Nova, para além das últimas colheitas, visitei as colmeias: as abelhas estão saudáveis e a aproveitar bem a abundância de flores desta época. Fiz também algumas mondas e semeei os primeiros girassóis do ano.

No final do dia, ainda tive energia para ler o segundo conto do livro de Ricardo Barros.

5 de abril

Comecei o dia a rever textos antigos sobre a Ribeira Seca e a rascunhar novas notas. Espero que venham a ter interesse para os habitantes da localidade, sobretudo para os mais velhos, guardiões de tantas memórias.

Dediquei ainda algum tempo ao ativismo ambiental e à resposta a várias solicitações. Contudo, devido ao cansaço e à necessidade de concluir projetos em curso, vi-me obrigado a recusar alguns pedidos — pelo menos durante os próximos três meses.

6 de abril

Dia atípico. Visitei uma exposição de pintura de Florinda Pinheiro, na Junta de Freguesia do Pico da Pedra. Foi gratificante descobrir mais um talento naquela freguesia.

Por motivos familiares, não consegui fazer nada de significativo que mereça maior registo. A vida segue, nem sempre como desejamos.

7 de abril

Passei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada, onde consultei o jornal “A Vila”. Fiz depois uma breve visita ao Jardim Botânico José do Canto, apreciando algumas plantas em flor.

O resto do dia foi dedicado à escrita e à reflexão, enquanto aguardava, com inquietação, notícias do cenário internacional. É difícil compreender como um país que se afirma democrático pode eleger líderes responsáveis por decisões que conduzem ao sofrimento de tantos. Infelizmente, a história mostra que não se trata de um caso isolado.

7 de abril de 2026

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Virusaperiódico (170)

 


Virusaperiódico (170)

29 de março (domingo)

Regressei à terra e dediquei parte do dia ao trabalho no quintal. Fiz mondas e envasei algumas plantas ornamentais de interior, num contacto simples, mas reconfortante com a terra. Reservei ainda algum tempo para o ativismo ambiental e social, numa fase em que sinto uma preocupante apatia generalizada, como se muitos aguardassem passivamente por soluções que nunca chegam por si mesmas.

30 de março (segunda-feira)

Iniciei o dia com a leitura de textos sobre Agostinho da Silva e com o Diário de Notícias, que trazia uma reportagem marcante sobre o assassinato do Padre Max e da estudante Maria de Lurdes, ocorrido em 1976 às mãos da extrema-direita.

 

Mais tarde, estive em Vila Franca do Campo. Passei pela Ribeira Nova e pela Courela, onde colhi alguma fruta. Visitei também o Jardim Antero de Quental, onde contemplei, entre outras espécies, duas magnólias imponentes que me deixaram particularmente impressionado.

31 de março (terça-feira)

De manhã, dirigi-me à Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, onde requisitei um livro sobre a ação do Padre Avelino Soares na Paróquia de São Pedro, em Angra do Heroísmo, durante o período do marcelismo.

 

Passei ainda pelo Jardim Botânico José do Canto, onde, uma vez mais, me detive a observar as árvores centenárias, verdadeiros testemunhos vivos do tempo.

1 de abril (quarta-feira)

Dia das petas. Comecei a leitura do livro requisitado no dia anterior e dediquei-me também ao trabalho num livro que tenho vindo a escrever — um projeto que espero ver publicado um dia.

2 de abril (quinta-feira)

Data simbólica: a aprovação da Constituição da República de 1976. Passei o dia com o pensamento marcado pelo assassinato do Padre Max e de Maria de Lurdes, vítimas do terrorismo de extrema-direita. A memória desses acontecimentos reforça em mim a convicção: fascismo nunca mais!

 

De manhã, visitei a Feira Agrícola de Santana. À tarde, porém, fui surpreendido por um mal-estar físico ainda indefinido, que me impediu de fazer mais fosse o que fosse.

 

2 de abril de 2026