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sexta-feira, 14 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “PRAIA- LAGOA DO FOGO”


PERCURSO PEDESTRE “PRAIA- LAGOA DO FOGO”

Ponto de Partida e de Chegada- Praia de Água d’Alto

Extensão: 12,5 km

Duração média: 5 h


O percurso tem início junto à ponte da Ribeira da Praia. Desta ponte tem-se uma magnífica vista do lugar da Praia, pequeno povoado que pelas suas características foi considerado “Lugar Classificado”. Nesta localidade, a EDA- Electricidade dos Açores, em sintonia com a Câmara Municipal de Vila Franca e com o objectivo de homenagear o pioneiro da electrificação nos Açores, o Eng. José Cordeiro, recuperou o edifício da central conhecida por “Fábrica da Praia”, transformando-a em Museu.

O segundo posto localiza-se junto às ruinas de uma antiga fábrica de desfibração de espadana. A espadana ou linho da Nova Zelândia, também conhecida por tabua (Phormium tenax), é uma planta oriunda da Nova Zelândia que foi introduzida em S.Miguel, em 1828, por Francisco Lopes Amorim.. Porém, a sua exploração industrial ter-se-á iniciado depois de 1880, ano em que José Bensaúde e José Jácome Correia adquiriram uma máquina para a sua desfibração e a instalaram em Ponta Delgada.

O terceiro ponto de paragem, localiza-se junto a uma pequena barragem e na origem do canal de derivação da central Nova. Esta central começou a produzir em 1927 com uma potência de “ 600 cavalos, aproveitando um caudal de 300 litros por segundo e uma altura de queda, artificial, de 290 metros”.Neste posto a vegetação é bastante baixa, com predomínio para a urze (Erica azorica) e para a queiró (Calluna vulgaris). Aqui, é possível observarmos algumas aves, como o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti), o milhafre (Buteo buteo rothschildi) e a álveola (Motacilla cinerea patriciae).

O último posto localiza-se nas margens da lagoa do Fogo, uma das mais belas lagoas açorianas. A lagoa do Fogo, situada à altitude de cerca de 610 metros, ocupa o fundo da caldeira do Vulcão de Água de Pau, a qual possui 3 km de diâmetro e 100 a 300 m de profundidade e foi formada há cerca de 15 mil anos. A actual configuração da caldeira terá surgido há cerca de 5 mil anos e a última erupção ocorreu em 1563.

A Lagoa do Fogo possui uma área aproximada de 1,5 km2 e uma profundidade máxima de 30 metros, sendo o seu comprimento máximo de 2,4 km e a largura máxima de 1,2 km.Nas suas águas vivem, entre outras, as seguintes espécies piscícolas: a carpa(Cyprinos carpio) e a truta arco-íris(Salmo irideos), esta última introduzida pela primeira vez, em 1941, pela Junta Geral do Distrito de Ponta Delgada.

Teófilo Braga
Terra Nostra, 275, 9 de dezembro de 2005



quinta-feira, 13 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “PONTA DA MADRUGADA- PEDREIRA DE NORDESTE”



PERCURSO PEDESTRE “PONTA DA MADRUGADA- PEDREIRA DE NORDESTE”

Ponto de Partida- Miradouro da Ponta da Madrugada

Ponto de Chegada- Igreja da Pereira de Nordeste

Extensão- 3,5 km (aprox.)

Duração- 2h (aprox.)


O percurso pedestre inicia-se no Miradouro da Ponta da Madrugada, um dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados do concelho de Nordeste. Do Miradouro da Ponta da Madrugada, inaugurado em Junho de 1969, para além de se poder vislumbrar o lugar da Pedreira, o majestoso Lombo Gordo e o sopé da Serra da Tronqueira, observam-se ainda as altas e escarpadas falésias litorais que predominam em todo o concelho de Nordeste .

Depois de uma breve mas muito íngreme descida chega-se à Praia do Lombo Gordo. A Praia do Lombo Gordo, tal como a zona onde se insere o percurso pedestre, está incluída no Biótopo do Programa Corine “Ponta da Madrugada/Costa Leste” que abrange uma faixa costeira com uma área de 374 hectares, entre o Faial da Terra e a Ponta do Arnel. Este biótopo, constitui, assim, um sítio de grande importância para a Conservação de Natureza e dos Recursos Naturais da Comunidade Europeia, e possui um elevado interesse do ponto de vista panorâmico, é um local importante para a nidificação de aves migradoras, como o cagarro (Calonectris diomedea borealis) e o garajau-comum (Sterna hirundo), é possível encontrarem-se treze endemismos de invertebrados e mantém alguma vegetação primitiva da ilha de São Miguel, com realce para sete endemismos, com destaque para a vidália (Azorina vidalii), malfurada (Hypericum foliosum), erva-leiteira (Euphorbia azorica), louro (Laurus azorica) e Spergularia azorica.

Depois de se caminhar sobre o calhau e de se atravessar a ribeira da Tosquiada, chega-se às primeiras casas da Fajã do Araújo. Ao longo da subida, os terrenos que marginam o caminho estão, ocupados por pastagens, mas também se observam terrenos cultivados, alguns dos quais com vinhas (Vitis labrusca). As sebes são essencialmente de canas (Arundo donax), embora também se observem sebes de buxeiros (Buxus sempervirens).

O percurso pedestre termina no adro da Igreja da paróquia de Nossa Senhora da Luz, situada na Pedreira, lugar da freguesia de Nordeste.
De acordo com a tradição, a actual igreja terá sido o resultado de grandes obras que levaram ao aumento da primitiva ermida. Não se conhece a data do início daqueles trabalhos, mas tudo leva a crer que terminaram em 1872.Sabe-se que, só depois de 1861, a primitiva ermida passou a ter sacrário e que a igreja da Pedreira passou a ter a sua pia baptismal e arquivo próprio, após concessão contida numa Provisão de 21 de Agosto de 1888.
A imagem de Nossa Senhora da Luz, padroeira do lugar, adquirida à custa de donativos dos paroquianos, é moderna mas muito expressiva. A propósito da referida imagem pode ler-se no Apontamento Histórico e Etnográfico de São Miguel e Santa Maria, publicado, em 1982, pela Direcção Escolar de Ponta Delgada: “Conta-se que aquando da chegada da nova imagem da Padroeira à igreja se registaram muitos milagres, como o que conheceu Justino Inácio Machado, aleijado de há muito e que naquele momento recuperara os movimentos”.
De fronte da Igreja, situa-se um pequeno jardim público com um coreto, inaugurados a 3 de Setembro de 1995. No jardim podem ser apreciadas, entre outras, as seguintes espécies botânicas: camélias (Camellia japonica), piracantos (Pyracantha angustifolia), azáleas (Rhododendron indicum), hortênsias (Hydrangea macrophylla), estrelícias (Strelitzia reginae) e castanheiro da índia (Aesculus hippocastanum).

Teófilo Braga

Terra Nostra, 271, 14 de outubro de 2005

quarta-feira, 12 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “SERRA DEVASSA”


PERCURSO PEDESTRE “SERRA DEVASSA”

Ponto de Partida e de Chegada- Estrada Covoada- Vista do Rei (junto à Lagoa do Canário)

Extensão- 4,5 km (aprox.)

Duração- 2h (aprox.)


O percurso pedestre “Serra Devassa”localiza-se na zona da Serra Devassa, na parte Oeste da ilha de São Miguel, a cerca de 17 km do centro de Ponta Delgada. Chega-se à Serra Devassa, partindo em direcção ao Maciço das Sete Cidades, passando a Relva, a Covoada, o Pico do Carvão e o Muro das Nove Janelas.

O primeiro posto deste percurso é na Lagoa do Canário, que se situa a 745 m de altura. Aqui, pode-se observar uma mata de criptoméria, em redor da lagoa. Na lagoa é possível encontrarmos a ruivaca, e algumas plantas aquáticas. Nas suas margens pode-se observar fetos reais, queirós, algumas malfuradas e hortênsias.

Sai-se da Lagoa do Canário e atravessa-se a estrada subindo-se, pelo trilho, a elevação mesmo à frente. A meio da subida situa-se o segundo posto. Deste ponto, avista-se uma elevação isolada, circular, tendo no seu interior uma lagoa – lagoa do Pau-Pique. Do lado esquerdo pode-se observar um troço de um antigo aqueduto que serviu para o transporte de água para Ponta Delgada.

Prosseguindo o nosso passeio e caminhando pelo trilho chega-se ao cume do Pico das Éguas, a 873 m de altura (terceiro posto). Este é o ponto mais alto de um importante conjunto de elevações localizadas a SE do Maciço das Lagoas. Deste ponto avistam-se as duas lagoas das Éguas, uma das Empadadas, o Pico do Carvão e a Serra Gorda. A vegetação aqui é muito semelhante à de todo o trilho, sendo rasteira com predomínio do queiró, sendo também, possível encontrar o tomilho e o conchelo do mato.

Seguindo o trilho atinge-se a Lagoa Rasa, o quarto posto. Aqui, pode-se observar criptomérias, alguns fetos reais, queirós e malfuradas. Quanto à fauna é possível observar toutinegras, tentilhões, alvéolas, melros-negros e milhafres.

Seguindo o trilho vamos dar ao quinto posto – as duas Lagoas Empadadas, a 740 m de altitude. As encostas, que circundam as lagoas, estão cobertas por criptomérias e o carreiro que as rodeia está preenchido por azáleas. Nas margens observa-se algumas hortênsias, queirós e fetos reais. Nestas águas pode-se encontrar plantas aquáticas, rãs, ruivos, e lúcios. Por vezes observam-se libelinhas, alvéolas, tentilhões, estrelinhas e garças reais.

Teófilo Braga
Terra Nostra, 269, 16 de setembro de 2005

terça-feira, 11 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “PICO DA VARA”


PERCURSO PEDESTRE “PICO DA VARA”

Ponto de Partida e de Chegada- 4º Troço da Tronqueira, a cerca de 4km do centro da Algarvia

Extensão- 6 km (aprox.)

Duração- 4h (aprox.)


No início do percurso observam-se matas de criptoméria (Criptomeria japonica), e nota-se a presença de duas espécies invasoras: o gigante (Gunnera chilensis), espécie oriunda da América do Sul, introduzida em São Miguel com fins ornamentais, nos jardins do Vale das Furnas, e que se está a tornar uma ameaça para a floresta indígena e para os prados, e o verdenaz ou folhadeiro (Clethra arborea), espécie endémica do arquipélago da Madeira e que nos Açores apenas existe apenas em São Miguel. É uma árvore ou arbusto que pode atingir cerca de 8 m de altura, introduzida à cerca de 20 a 25 anos,encontrando-se-se na floresta da Laurissilva e em grandes extensões.

Ao longo do trilho, entre outras plantas nativas, observa-se o feto real (Osmunda regalis), o tomilho (Thymus vulgaris), o folhado (Viburnum tinus subcordatum), o tamujo (Mtrsine africana), a uva da serra (Vaccinium cylindraceum) e o feto cabelinho (Culcita macrocarpa), sendo possível observar, também, o melro-negro (Turdus merula azorensis) e o tentilhão (Fringilla coelebs moreleti).

Depois, passa-se num lugar onde existe um cruzeiro a assinalar a queda de um avião da Air France, em 27 de Outubro de 1949, que provocou a morte a 37 passageiros e 11 tripulantes
Um pouco mais à frente deste local há um trilho que liga o Pico da Vara à freguesia de Santo António. Santo António Nordestinho situa-se entre os 184 e 258 m de cota e dista 12 km da sede de concelho, tendo sido elevado a freguesia em 16 de Julho de 2002, em resultado da desanexação da freguesia de Nordestinho em outras três: Algarvia, Santo António e São Pedro.

Por último, chega-se ao ponto mais alto da ilha de São Miguel,o Pico da Vara, que possui uma altitude de 1103m.
Situada nos concelhos de Nordeste e Povoação, a Zona de Protecção Especial do Pico da Vara/ Ribeira do Guilherme possui um relevo de carácter montanhoso, recortado por profundas ravinas onde correm ribeiras de regime torrencial, por vezes permanente. O clima desta região é temperado oceânico, super- húmido e chuvoso.
A vegetação do Pico da Vara é dominada pela densa floresta de Louro e Cedro completamente desenvolvida, nas suas diferentes formas de composição. Nesta área existem cerca 80% de todas as plantas endémicas dos Açores. Neste local, para além da presença do priôlo, podemos encontrar quase todas as espécies da avifauna terrestre dos Açores que nidificam, sendo um dos raros locais da ilha de S. Miguel de nidificação da narceja e da galinhola. É, também, muito frequente observarmos o morcego dos Açores e alguns invertebrados, salientando-se a presença de doze espécies de moluscos e três espécies de lepidópteros endémicos da ilha ou do arquipélago.
O priôlo é uma espécie endémica da ilha de São Miguel e única nos Açores. No século XIX, esta ave, abundante na parte Este da ilha de São Miguel, mais propriamente no Pico da Vara e Planalto dos Graminhais - Serra da Tronqueira- foi considerada uma praga para os laranjais da ilha. Todavia, perante a captura excessiva a que foi sujeita e o desaparecimento da floresta Laurissilva nas últimas décadas, a espécie começou a rarear ao ponto de hoje se encontrar na Lista Vermelha da UICN, ou seja, encontra-se entre o grupo das aves em vias de extinção.

Teófilo de Braga
Terra Nostra, 267, 19 de agosto de 2005

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Percurso Pedestre “Ginetes- Mosteiros”


Percurso Pedestre “Ginetes- Mosteiros”


Características do Percurso

Início do percurso pedestre: Igreja Paroquial dos Ginetes
Fim do percurso pedestre: Ponta dos Mosteiros
Extensão: 7 km (aprox)
Duração Média: 2 h 30 min
Grau de dificuldade: baixa (nível I, numa escala de 1 a 3)
Forma: Linear

O percurso inicia-se em frente à igreja paroquial dos Ginetes, dedicada a São Sebastião, que terá sido construída entre 1568 e 1584, em substituição de um templo mais antigo.

De acordo com Gaspar Frutuoso (1981), a freguesia dos Ginetes está localizada "em uma formosa, fresca e bem assombrada várzea, amparada dos ventos da banda do mar com o pico dos Genetes" e, no século XVI, possuía "setenta e oito fogos e almas de confissão trezentas e vinte e quatro", que se dedicavam ao cultivo do trigo e do pastel.

O segundo ponto de interesse situa-se no Miradouro da Ferraria, ou da Ilha Sabrina. Os interessados poderão descer até à zona dos banhos e/ou percorrer um pequeno trilho no Pico da Camarinhas. A formação da "Ilha Sabrina" está associada a uma erupção vulcânica submarina que teve lugar a Oeste da Ilha de S. Miguel em 1811 e esta designação deriva do nome de uma fragata inglesa, comandada pelo Capitão Tillard, que aportou àquele vulcão.

O Pico das Camarinhas corresponde a um cone de escórias basálticas, no topo do qual há uma cratera múltipla, alongada (tal como o próprio cone) segundo uma orientação geral W-E. A escoada lávica aa emitida pelo vulcão do Pico das Camarinhas fluiu para Oeste e, descendo a arriba segundo declives acentuados, espraiou-se no Oceano Atlântico, dando origem ao delta lávico da Ponta da Ferraria.

O terceiro ponto de interesse localiza-se no Miradouro do Escalvado, situado no lugar da Várzea. Aqui, pode ser vista uma antiga vigia de baleias, memória da caça ao
cachalote que se praticou em S. Miguel entre 1886 e 1972, bem como falésias muito escarpadas que permitem observar diferentes tipo de rochas que compõem o Vulcão das Sete Cidades, como traquitos, basaltos, pedra pomes e escórias, entre outras.

O ponto de paragem seguinte é junto à Igreja Paroquial dos Mosteiros dedicada a Nossa Senhora da Conceição.A primitiva igreja de Nossa Senhora da Conceição é anterior a 1568.Sabe-se, também, que a capela-mor deste templo foi mandada construir no ano de 1606.

O percurso termina na ponta dos Mosteiros, junto às denominadas piscinas naturais, talhadas nas lavas que formam esta plataforma rochosa basáltica. Estas lavas são ricas em fenocristais de olivina (cor esverdeada) e de piroxenas (cor negra, escuros), que podem ser facilmente observados na rocha. Na zona das piscinas pode-se observar algumas plantas características da flora do litoral como, por exemplo, a erva leiteira (Euphorbia azorica), o bracel (Festuca petrae), a diabelha (Plantago coronopus) e o Limonium vulgare ssp. serotinum.

Teófilo Braga

Terra Nostra, 259, 29 de abril de 2005

domingo, 9 de junho de 2019

CALHETAS- POÇOS



CALHETAS- POÇOS

Ponto de Partida – Igreja das Calhetas

Ponto de Chegada – Poços (São Vicente Ferreira)

Extensão- 6,2 km (aprox.)

Duração- 2 h (aprox.)



O percurso pedestre inicia-se na freguesia das Calhetas, junto à igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. Datada de 1717, esta igreja sofreu obras de remodelação, em 1830. .

Depois de uma breve caminhada, que se inicia na Rua da Boa Vista e prossegue num estreito carreiro sobre a arriba, chega-se ao Buraco de São Pedro. Neste sítio, podemos observar a linha de costa que vai desde a Ponta da Agulha até à Ponta do Cintrão. Na paisagem, a Sul, sobressaem os cones de escórias do Complexo Vulcânico dos Picos. Um pouco mais à frente podemos encontrar uma ermida dedicada a São Pedro, edificada no séc. XVI.

Da avifauna existente na zona envolvente destacam-se as seguintes espécies: o pombo da rocha (Columba livia atlantis), o pardal (Passer domesticus), o canário da terra (Serinus canaria), a gaivota (Larus cachinnans), o garajau comum (Sterna hirundo), o milhafre (Buteo buteo rothschildi) e o estorninho (Sturnus vulgaris).

Em relação à vegetação existente em redor do Buraco de São Pedro, regista-se a presença de espécies como a diabelha (Plantago coronopus), a fava da cova (Parietaria officinalis), o bracel (Festuca petraea), a vidália (Azorina vidalii) e o feto-falcão (Cyrtomium falcatum).

Continuando o percurso, e depois de percorrida a Rua de São Pedro, entra-se a Rua Infante D. Henrique, onde se situa, sobranceiro ao mar, o terceiro ponto de paragem. Aqui, desfruta-se de uma bonita paisagem do litoral, onde se pode avistar a zona balnear dos Fenais da Luz e a Igreja da localidade, o Morro das Capelas e a Ponta da Agulha. Neste local, em determinados períodos do ano, podem observar-se garajaus (Sterna hirundo), ave marinha migratória, e, na altura da floração, cachos de belas vidálias brancas (Azorina vidalii).

O percurso pedestre termina na freguesia de São Vicente Ferreira, no lugar designado por Poços, depois de ter percorrido todo o litoral da freguesia dos Fenais da Luz. Ao longo do percurso entre aquelas duas localidades, é possível encontrar, entre outras, as seguintes espécies da flora dos Açores: diabelha (Plantago coronopus), vidália (Azorina vidalii), tintureira (Phytolacca americana), usai-dela (Chenopodium ambrosoides), murta (Myrtus communis) e feto- marítimo (Asplenium marinum).

Os Poços são hoje uma das principais zonas balneares da costa norte de São Miguel e outrora foram sede da única fábrica de transformação de cetáceos da ilha, construída em 1934. A fábrica, que se encontra, hoje, em ruínas, deixou de laborar em 1972, data em que cessou a baleação no Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores.

Teófilo Soares de Braga

Terra Nostra, 263, 24 de junho de 2005

ÁGUA RETORTA- SALTO DO PREGO-SANGUINHO- FAIAL DA TERRA


ÁGUA RETORTA- SALTO DO PREGO-SANGUINHO- FAIAL DA TERRA


Ponto de Partida - Parque Florestal de Água Retorta

Ponto de Chegada - Burguete (Faial da Terra)

Extensão- 7,5 km (aprox.)

Duração- 2,5 h (aprox.)


O percurso pedestre inicia-se no Parque Florestal de Água Retorta, uma Reserva Florestal de Recreio, localizada no Mato Simão. Este parque, cuja instalação remonta ao ano de 1987, ocupa uma área aproximada de 15 ha, sendo de realçar a presença do pinheiro manso (Pinus pinea), cipreste (Cupressus sempervirens), aurucária (Auracaria excelsa), carvalho (Quercus robur) e castanheiro da índia (Aesculus hippocastanum).

O segundo posto localiza-se junto a um antigo moinho de água. Aqui, a Ribeira do Faial da Terra, encontra-se envolta de inúmeras espécies de plantas, de entre as quais se destacam eucaliptos (Eucalyptus globulus), acácias (Acacia melanoxylon), incensos (Pittosporum undulatum) e conteiras (Hedychium gardneranum).

Após percorrida uma extensão de aproximadamente 4 km, desde o segundo posto, chega-se ao Salto do Prego, uma linda queda de água na ribeira do Faial da Terra. Neste local aprazível, é frequente observar algumas espécies da avifauna açoriana, como por exemplo o melro negro (Turdus merula), o tentilhão (Fringilla coelebs), o santantoninho (Erithacus rubecula), a alvéola (Motacilla cinerea patriciae) e o canário-da-terra (Serinus canaria).

No Sanguinho, assim chamado, segundo cremos, devido à presença da planta endémica da Madeira e dos Açores denominada sanguinho (Frangula azorica), avistam-se quintas com várias espécies de árvores de fruta, como araçaleiros (Psidium littorale), pessegueiros (Amygdalus persica), macieiras (Malus domestica), laranjeiras (Citrus sinensis), bananeiras (Musa sp.), abacaxis (Ananas comosus), etc.

A emigração dos anos sessenta do século passado, os maus acessos, a dificuldade de chegar à escola e à igreja, a ausência de conforto (devido essencialmente à falta de água canalizada) foram as causas próximas da desertificação humana deste lugarcom cerca de 20 casas que chegaram a albergar quase 200 pessoas.

O trilho termina no Burguete. Neste local encontra-se um “Teatro” do Espírito Santo, cuja construção data de 1908, bem como um dos seis moinhos de água da freguesia do Faial da Terra, que esteve a funcionar até ao final da década de 90 do século passado. Actualmente está prevista a transformação do referido moinho num espaço museológico.

Teófilo Braga
Terra Nostra, 261, 27 de maio de 2005

sábado, 8 de junho de 2019

Percurso Pedestre “AGRIÃO”


Percurso Pedestre “AGRIÃO”


Características do Percurso

Início do percurso pedestre: estrada regional, na Lomba do Cavaleiro
Fim do percurso pedestre: Ribeira Quente
Extensão: 5 km (aprox)
Duração Média: 2 h
Grau de dificuldade: baixa (nível I, numa escala de 1 a 3)
Forma: Linear


O percurso pedestre localiza-se nas freguesias de Povoação e Ribeira Quente, na costa Sul da Ilha de São Miguel, tendo o seu início num largo situado na Estrada Regional,na Lomba do Cavaleiro, uma das sete lombas do Concelho da Povoação, cuja denominação, segundo a tradição, se deve ao facto de outrora aí ter possuído propriedade Martim Vaz, conhecido como o “cavaleiro do Nordeste”, que foi um riquíssimo proprietário nesta região.

Neste local, podemos encontrar um largo com um bebedouro, junto ao qual se encontra uma plantação de criptomérias (Cryptomeria japonica) bem como podem observar-se plátanos (Platanus hybrida), azáleas (Rododendron indicum), hortênsias (Hydrandea macrophylla), urzes (Erica azorica), queiró (Calluna vulgaris), chagas (Tropaelum majus), tomates de capucho ou rebuçados (Physalis peruviana). Aqui, também é possível encontrar algumas espécies da avifauna existente nos Açores, como alvéolas (Motacilla cinerea patriciae), tentilhões (Fringilla coelebs moreletti), melros negros (Turdus merula azorensis) e milhafres (Buteo buteo rothschildi), a única ave de rapina diurna existente nos Açores.

Entre o primeiro posto e o segundo, localizado na Ribeira do Agrião, é possível observar ao longo do trilho alguns pomares, com destaque para uma bela quinta com sebes de incenso, que desenham quadrados geometricamente quase perfeitos. No trilho encontram-se sabugueiros (Sambucus nigra), groselheiras (Elaeagnus umbellata) e castanheiros (Castanea sativa).

Após uma breve descida surge um pequeno curso de água – Ribeira do Agrião (o segundo posto), cujo nome, segundo Gaspar Frutuoso, se deve à grande quantidade de agriões (Nasturtium officinale) que lá se encontrava. Aqui a vegetação é muito variada podendo observar-se silvas (Rubus ulmifolius), conteiras (Hedychium gardneranum), incensos (Pittosporum undulatum), acácias (Acacia melanoxylon), tabaqueiras (Solanum mauritianum), fetos arbóreos (Sphaeropteris cooperi) e vinháticos (Persea indica).


O posto 3 localiza-se no cruzamento com um caminho particular, pertencente à família referida anteriormente, mesmo antes de se iniciar a descida para a Ribeira Quente.Daqui é possível vislumbrar uma esplendorosa panorâmica sobre o litoral profundamente escarpado, que se prolonga até à Vila da Povoação. Ainda neste local podemos observar banksias (Banksia integrifolia), groselheiras (Elaeagnus umbellata), abundâncias ou milho cozido (Ageratina adenophora), canas (Arundo donax), carvalhos (Quercus sp.) e álamos (Populus sp.).


No posto 4, localiza-se um nicho, em honra de Santa Rita. A propósito da devoção àquela Santa, Urbano Dias (1949) refere a existência de uma ermida outrora existente na Ribeira Quente que foi erecta em fins do século XVIII, no local ainda hoje com aquela designação. Ainda deste local, avista-se a Ponta do Garajau, a formação rochosa que claramente sobressai no litoral avistado constituída por basalto na base, traquitos a meio e piroclastos pomíticos no topo.

O percurso termina na margem esquerda da Ribeira Quente, freguesia que deve o seu nome à ribeira de águas quentes que a atravessa. Um dos pontos de interesse da Freguesia da Ribeira Quente é a sua igreja, em honra de São Paulo, construída entre 1911 e 1917, através da ajuda financeira da população local, sobretudo da comunidade piscatória. Por seu truno, a Praia da Ribeira Quente é, devido, essencialmente, à temperatura agradável das suas águas, aquecidas pelas fumarolas submersas que existem no extremo E da praia, uma das mais procuradas da ilha.

Teófilo Braga

(Terra Nostra, nº 257, 1 de abril de 2005)

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Percurso Pedestre “Sanguinho”



Percurso Pedestre “Sanguinho”


Características do Percurso

Início/Fim do percurso pedestre: Burguete (Faial da Terra)
Extensão: 4,7 km (aprox)
Duração Média: 2 h
Grau de dificuldade: baixa (nível I, numa escala de 1 a 3)
Forma: Circular

O percurso inicia-se no Burguete, na freguesia do Faial da Terra, assim denominada pelo facto do vale onde está implantada se encontrar, na época da sua ocupação pelos primeiros habitantes, coberto de faias. O Faial da Terra, ocupa uma área de 12,7 km2 e possui, de acordo com os censos de 2001, 377 habitantes. No Burguete, é possível observar-se um teatro do Espiríto Santo e um dos seis moinhos que chegaram a estar em funcionamento no Faial da Terra. Este deixou de moer no final da década de 90 do século passado.

O percurso, entre o primeiro e o segundo posto, faz-se num carreiro existente na margem direita da ribeira. Esta margem, outrora ocupada por quintas com laranjeiras e bananeiras, hoje, em consequência da imigração e da desertificação humana que sofre o Faial da Terra, encontram-se abandonadas.

No segundo posto, o trilho atravessa um afluente da ribeira do Faial da Terra. Neste local podem ser observadas, entre outras plantas, acácias (Acacia melanxylon), conteiras (Hedychium gardneranum), cigarrilheiras (Banksia integrifolia) e cavalinhas (Equisetum telmateia). Aqui é muito frequente observar-se algumas espécies da avifauna açoriana, como o tentilhão (Fringilia coelebs), o melro-negro (Turdus merula), o canário-da-terra (Serinus canaria) e o santantoninho (Sylvia atricapilla).

O terceiro posto situa-se junto à bonita queda de água, na ribeira do Faial da Terra, denominada Salto do Prego. Neste local aprazível, predomina o incenso (Pittosporum undulatum) e a acácia (Acacia melanoxylon), plantas oriundas da Austrália: a primeira introduzida para servir de sebe aos laranjais e a segunda devido à sua madeira, que era muito usada no fabrico de mobiliário. Para além daquelas espécies, regista-se a presença do feto arbóreo (Sphaeropteris cooperi), também originário da Austrália, que tem grande valor ornamental, e de outro feto (Woodwardia radicans) que também existe na Madeira, nas Canárias e em toda a área que vai do Sudoeste da Europa até ao Sudoeste da Itália.

Depois de percorrido, em sentido oposto, o caminho que nos levou até ao Salto do Prego, atravessa-se a ribeira da Fajã do Estaleiro. Pouco depois, chega-se ao Sanguinho, onde as cerca de 20 casas, que outrora chegaram a albergar quase 200 pessoas, estão sem vida, encontrando-se algumas delas em ruínas, aguardando a sua recuperação.

No Sanguinho, assim chamado, segundo se crê, devido à presença, outrora, da planta endémica da Madeira e dos Açores denominada sanguinho (Frangula azoríca), para além das espécies cultivadas nos pomares, como as laranjeiras (Citrus sinensis) , as bananeiras (Musa ssp.) e os araçazeiros (Psidium littorale), predominam os incensos (Pittosporum undulatum), as criptomérias (Cryptomeria japonica) e as acácias (Acacia melanoxylon).

Teófilo Braga

(Terra Nostra, 4 de março de 2005)

Percurso Pedestre “Santo António”



Percurso Pedestre “Santo António”


Características do Percurso

Início do percurso pedestre: no Beco das Terças
Extensão: 3 km (aprox)
Duração Média: 1 h e 30 m
Grau de dificuldade: baixa (nível I, numa escala de 1 a 3)
Forma: Circular
Fim do Percurso: Beco das Terças
Observações: Especial cuidado na descida, sobretudo junto ao mar

O percurso inicia-se no Beco das Terças, na freguesia de Santo António, também conhecida como Santo António Além-Capelas. A freguesia de Santo António localiza-se na costa Norte da ilha de São Miguel, a cerca de 18 km de Ponta Delgada, apresentando uma área de 11,66 km2, sendo limitada pelo mar e pelas freguesias de Capelas, Feteiras, Sete Cidades, Remédios e Santa Bárbara.

De seguida, entra-se numa estreita canada de terra batida que desce até ao mar e onde podemos encontrar sabugueiros (Sambucus nigra), a servir de sebes, chagas (Tropaelum majus), rabos-de-asno ou cavalinha (Equisetum telmateia) e figueiras-bravas ou cabaceiras (Pericallis malviflora), sendo esta última uma planta herbácea perene endémica dos Açores, de flores cor-de-rosa, brancas ou azuladas. No trilho é, ainda, possível encontrar canas (Arundo donax), uma espécie proveniente do Sul da Europa, introduzida para construção de sebes, e favas-da-cova (Parietaria officinalis), uma espécie usada na medicina popular.

Já muito perto do mar, podemos encontrar o bracel (Festuca petraea), uma planta endémica dos Açores que antigamente era usada, como pincel, pelos caiadores e que actualmente, devido à acção humana e à proliferação de espécies invasoras, se encontra confinada a zonas costeiras escarpadas. Deste local, desfruta-se de uma vista panorâmica da costa Norte da ilha de São Miguel, desde a Ponta dos Fenais da Ajuda até ao litoral de Santo António.

No percurso localiza-se uma central hidroeléctrica que terá servido para abastecer os moinhos existentes no local, bem como algumas moradias particulares de Santo António, antes da chegada da rede eléctrica de serviço público que ocorreu no final da década de 70 do século passado. A iniciativa da instalação da referida central foi de Manuel da Câmara Pereira, proprietário dos Moinhos da Rocha, que em 1908 mandou vir de França, um pequeno gerador.

Junto à Central, e devido à acentuada humidade que caracteriza este local, é possível encontrar, entre outras plantas, inhames (Colocasia esculenta), uma raiz trazida por casais mouriscos que se estabeleceram em São Miguel, cujas primeiras plantações na ilha datam de 1661, altura em que o seu cultivo foi imposto, servindo de base à alimentação popular.

Prosseguindo o trilho, encontraremos umas captações de água para abastecimento público, pertencentes aos Serviços Municipalizados de Ponta Delgada e, depois da subida da Rua da Fonte Grande, chega-se ao Caminho Velho, onde se pode observar um Teatro do Espírito Santo. Embora nos Açores, as festas do Divino Espírito Santo remontem ao séc. XV, em São Miguel, a primeira coroação só se realizou a 9 de Abril de 1666, como resultado do cumprimento de uma promessa feita por D. Mécia de Mendonça, relacionada com o facto desta desejar que o seu filho nascesse varão.

Teófilo Braga
Terra Nostra, 4 de fevereiro de 2005


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quinta-feira, 6 de junho de 2019


PERCURSO PEDESTRE “SERRA DO TOPO- FAJÃ DE SANTO CRISTO- FAJÃ DOS CUBRES (SÃO JORGE)”

O percurso começa a muito pouca distância, a Leste do Piquinho da Urze (711 m), sobre a Fajã dos Vimes, sensivelmente a meia distância entre a ribeira dos Vimes e a do Capadinho.

O Piquinho da Urze apresenta a sua morfologia bastante alterada, pois encontra-se na zona geologicamente mais antiga da ilha, onde a erosão teve mais tempo para fazer sentir os seus efeitos.

Muito perto do início do percurso pedestre, localiza-se o Parque Eólico de São Jorge, que na altura da sua entrada em funcionamento, em 1991, possuía quatro aerogeradores com uma potência instalada de 400 kW. Com a sua implementação pretendia-se, por um lado, aproveitar os recursos endógenos da ilha e, por outro lado, conseguir uma maior autonomia energética e assim poupar no consumo de combustível.

Na descida, antes de se chegar à conhecida Fajã da Caldeira de Santo Cristo, passa-se pela Caldeira de Cima. Nesta povoação, que foi habitada até 1980, ainda é possível vermos algumas casas e ruínas de alguns dos sete moinhos que chegaram a existir ao longo da ribeira.

Depois de se atravessar a ponte, datada de 1967,existente na Caldeira de Cima, continua-se a descer até à Caldeira de Santo Cristo. Aqui, a arriba apresenta uma altitude que varia entre os 750 a 800 m. Foram os materiais caídos da arriba, que depois de trabalhados pelo mar, formaram cordões de cascalheiras de praia que limitam a laguna.

A lagoa da Fajã da Caldeira é aproximadamente triangular, possui uma área que se aproxima de 1 km2 e é o único local do arquipélago onde se encontram ameijoas comestíveis (Venerupis decussatus).

Das plantas existentes nesta fajã, destacamos pela sua abundância as seguintes: o aloé (Aloe arborescens), a babosa (Opuntia ficus-barbarica), a figueira (Ficus carica), a salsa-burra (Daucus carota), o perrexil (Crithmum maritimum), a beterraba- marinha (Beta vulgaris maritima), o espinafre da ova Zelândia (Tetragonia tetragonioides) e a corriola (Convulvus arvensis)

No início do século XX, existiam na fajã de 70 a 80 fogos , no final da década de 90 do século passado a maioria dos edifícios existentes estava desocupada, notando-se alguma degradação. Na altura do sismo de 1 de Janeiro de 1980, existiam 35 fogos habitados por 90 pessoas.

Depois de sairmos da Fajã do Santo Cristo, passa-se pela Fajã dos Tijolos e pela Fajã do Belo e, depois de percorridos cerca de 3 km, chega-se à Fajã dos Cubres que, tal como aquela, teve origem num enorme desabamento de terras resultante de um sismo ocorrido a 9 de Julho de 1757, o mais violento sismo ocorrido nos Açores.

O nome desta fajã deve-se à abundância de Cubres (Solidago sempervirens), planta costeira de pequenas flores amarelas oriunda da costa oriental da América do Norte que, hoje, se encontra naturalizada em todas as ilhas.

A lagoa da Fajã dos Cubres possui uma forma irregular, com quatro pequenos ilhéus e sofre a acção das marés por difusão de água salgada através da barreira exterior de calhau.

Das plantas existentes nesta fajã destacamos: o junco-agudo (Juncus acutus), em quase toda a margem da lagoa, a salsa-burra (Daucus carota) e a erva-leiteira (Euphorbia azorica), esta última endémica dos Açores. A presença da erva estuarina Ruppia maritima na lagoa da fajã dos Cubres é de grande importância, porque, até há bem pouco tempo, este era o único local conhecido dos Açores onde ela existia.

Nesta fajã podemos observar algumas aves com destaque para o Cagarro (Calonectris diomedea borealis), a narceja (Gallinago gallinago), a gaivota (Larus cachinnans atlantis); e o garajau-comum (Sterna hirundo).

Teófilo Braga

(Terra Nostra 7 de janeiro de 2005)