Virusaperiódico (174)
Dia 17
O dia começou com uma visita
à Nova Gráfica para acompanhar a paginação de um novo livro. Houve ainda tempo
para uma conversa, em Ponta Delgada, sobre os tempos conturbados vividos nos
Açores entre 1975 e 1978. A tarde foi quase inteiramente dedicada à revisão de
provas, com atenção aos detalhes e ao registo de falhas a corrigir.
Dia 18
Iniciei o dia a trabalhar no
novo livro e a acrescentar conteúdos noutro que será publicado mais tarde. Li
também mais algumas páginas da obra da historiadora Raquel Varela sobre o 25 de
novembro de 1975.
Dia 19
Continuei o trabalho nos
livros em preparação para publicação. Dediquei parte do tempo à análise e
confronto de depoimentos sobre o chamado “verão quente” nos Açores — tempos
difíceis, que acabaram por se dissipar com a habitual distribuição de cargos.
Dia 20
O dia foi novamente ocupado,
quase por completo, com o estudo das flores dos Açores. Passei por Vila Franca,
mas não consegui subir à Ladeira devido ao caudal elevado da ribeira Nova. Fica
a visita adiada para o próximo sábado, caso o tempo permita.
Dia 21
Passei pelo Jardim Botânico
José do Canto, onde observei duas plantas ainda por identificar e aproveitei
para fotografar várias flores. À tarde, participei numa reunião dedicada ao
tema do arvoredo de interesse público e retomei o trabalho no livro sobre
flores.
Entretanto, a polémica do momento centra-se na
proposta de alteração do CESA, que passaria a incluir uma estrutura com chefe
de gabinete, três adjuntos, secretário pessoal e motorista. Será isto razoável?
Interessante o parecer da UGT, que sugere aumentar o número de representantes
do governo para avaliar propostas do próprio governo. Talvez, levado ao
extremo, o mais simples fosse mesmo que todos os membros do CESA fossem
indicados pelo governo — ficaria tudo, sem dúvida, em família.
21 de abril de 2026










