A Ponte
da Ribeira Seca de Cima
No
dia 7 de novembro de 1862, o semanário “O Villa-Franquense”, publicou um texto
onde chama a atenção para a utilidade de se construir uma ponte na “Ribeira
Seca de Cima”. O autor do texto alude à possibilidade de a Câmara Municipal de
Vila Franca do Campo obter o donativo de “rs. 350$000” dos habitantes da Ribeira
Seca e de outros vila-franquenses.
No
dia 28 de novembro de 1862, o referido jornal apresenta uma lista dos primeiros
benfeitores que foram: Nuno Gusmão, Álvaro Pereira Bittencourt Lopes, João
Borges Botelho de Gusmão, Arcenio Botelho de Gusmão, José Gomes Machado, D.
Antónia Maria de Mello, Miguel da Costa Rapozo, Francisco da Costa Brum, Manoel
Jacintho de Andrade, Nicolão Teixeira Brazil, João da Motta, José Ignacio, Bernardo
José Ferreira, Manoel Tavares Soares, José Furtado de Medeiros Salema, José
Jacintho da Costa, Antonio Soares de Oliveira, João Correia Calouro, Manoel
Borges Assafrôa, Antonio Jacintho da Camara, Luiz. José Rapozo, Antonio José
Rapozo, Francisco da Costa Fofo, José Pereira da Luz, Miguel de Medeiros, José
Furtado, José de Amaral, Manoel de Araujo, Manoel Genipero, José de Medeiros, Manoel
Luiz Barbeiro, João Furtado Augueiro, Joaquim Soares, Antonio Jacintho Tinxão, Nicolão
Padre Cura e João Manoél Estrella.
A 5 de
dezembro de 1862, o jornal mencionado continua a publicar uma lista de
donativos, apresentando pela primeira vez os nomes de alguns habitantes da
Ribeira Seca. Aqui vai a listagem: Fulgencio José do Couto, José da Camara, Antonio
de Andrade, Francisco de Mattos Amarello, Manoel Valerio e Padre Miguel Furtado
do Couto. Da Ribeira Seca constam os
seguintes nomes: Manoel de Andrade, José de Andrade, José de Pimentel, Antonio
do Couto, Francisco de Andrade, Manoel Furtado Vinhateiro, Miguel Furtado Formiga,
João do Couto, José Gomes, Francisco da Costa Piadura, Manoel de Amaral, Feliciano
Rapozo, João Francisco Verdadeiro, Miguel Furtado Salema, João Faial, João
Carreiro Violanta, João da Costa Estevão, Francisco da Costa Estevão, Manoel
Carvalho, Francisco Ignacio, Manoel de Mattos, Duarte Ferreira, Antonio Furtado
Vinhateiro, Manoel da Costa, João Furtado Lima, Manoel Cabral Capote, José
Furtado Salema, Manoel Furtado Lima, Manoel de Souza, Manoel Furtado Salema
Junior, Antonio Furtado Salema, Manoel de Medeiros Quarquez, Antonio de Souza, Francisco
Escaler, Manoel Carreiro, João de Medeiros, Francisco Carreiro, Manoel Furtado
Salema, João Escaler, Francisco Carreiro Braga e João Ignacio.
A 12 de
dezembro do mesmo ano, “O Villa-Franquense” publica a última lista de
donativos, agora com habitantes na Ribeira Seca e da Ribeira das Tainhas. Da Ribeira Seca: Agostinho José, Manoel João
Carreiro, Bento d’Andrade, João de Medeiros Bolota, Luiz Carreiro, João
Carreiro Filho, Manoel Gomes Pimentel, Manoel de Souza Salgado,
Antonio Vicente Rendeiro, José Caetano, José Carreiro, José Botelho, Miguel
Botelho, Manoel Ferreira, Francisco Bento, Francisco de Souza Salgado, Manoel
Furtado Garoupa, Jacintho Martins, Manoel Martins, Manoel Gomes, Manoel João
Furtado, Francisco Botelho, Antonio de Lima Carvalho, Francisco Branco, José
Branco, João Branco Filho, José da Costa, Antonio Carreiro Braga,
Antonio Ferreira, Manoel Pacheco, Francisco Pacheco, Manoel Liborio, Manoel
José de Souza, Manoel Pacheco, Manoel Furtado Feitor, José Ferreira, Antonio
Galego, Antonio Sargo, Antonio d’Oliveira, Francisco de Souza Leite e Francisco
Ferreira. Da Ribeira das Tainhas, contribuíram: Francisco da Carreira Piquete,
Jacintho José Rapozo, Arcenio Moniz Furtado, Manoel Moniz Furtado, Manoel
Furtado Lourença, Antonio Furtado Bragoim, Manoel Matheos, Antonio Furtado
Duque, Antonio Furtado Lourença, Francisco Pacheco, José Furtado Fontes,
Francisco Moniz Furtado, Exm.º Barão das Laranjeiras, Antonio Jacintho Jorge e
Luiz Freitas da Silva Junior.
Atingidos os
“rs.
350$000”, valor que não sabemos se foi suficiente para a construção da ponte,
esta terá sido inaugurada em 1873, como indica uma inscrição existente na mesma
gravada em pedra.
25
de maio de 2026
Teófilo
Braga







