Pois alevá...Diário de um Professor
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
A Lanterna
domingo, 2 de agosto de 2026
Virusaperiódico (195)
Virusaperiódico (195)
No dia 28 estive no
Jardim Botânico José do Canto, onde observei com pormenor algumas plantas, como
uma vidália que se encontra envasada e que em breve vai florir, uma gardénia
que nunca vi florida e o bambu-gigante que está com rebentos e que pretendo
acompanhar o crescimento.
Comecei o dia 29 a
ler alguns textos de Jaime Brasil
publicados no Suplemento Ilustrado Semanal do Jornal “A Batalha”. De
manhã, estive numa consulta de fisioterapia e espero em breve estar em
condições de participar numa maratona. De tarde, descansei, porque o tempo não
me deixou ir trabalhar no quintal.
No dia 30 continuei
as minhas pesquisas na Biblioteca Pública de Ponta Delgada, sobre Jaime Brasil
e Alice Moderno.
No dia 31, de manhã
estive a reler alguns textos de Alice Moderno para averiguar se houve algum
contacto entre ela e Jaime Brasil. De tarde, destaco a ida a Rabo de Peixe
comprar plantas ornamentais e aromáticas.
O primeiro dia de
agosto foi passado, de manhã no Pico da Pedra a fazer alguns trabalhos no
quintal e de tarde, na Courela a limpar bananas e bananeiras. Depois de uma
tarde cansativa, no final do dia, no meu quintal, estive a apanhar açafroa.
Comecei o dia 2 a ler
cartas de Jaime Brasil e depois dediquei algum tempo a divulgar mais uma planta
melífera, a açafroa, que também é uma planta medicinal, tintureira e usada como
condimento.
Como este mês é o de
férias para grande parte das pessoas, o meu dia-a-dia não vai sofrer grandes alterações,
mas o rimo de trabalho será outro, isto é, vai passar a ser “devagar e
devagarinho” e o vírus aparecerá quando achar por bem.
2 de agosto de 2026
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Virusaperiódico (194)
Virusaperiódico (194)
No dia 20 andei pela
Maia, tendo verificado que os moradores também enfeitam as ruas com urtigas ou
cóleos (Coleus scutellarioides).
Verifiquei que a
açafroa que semeei no quintal já começou a florir. Amanhã penso já começar a
colheita.
Hoje, recebi a oferta
de dois livros. Um sobre Daniel de Sá, intitulado “Rememorando Daniel de Sá:
escritor dos Açores e do Mundo” e o Deus dos últimos”, a autoria daquele
escritor outro da sua autoria. Chegará o dia em que serão lidos!
O dia 21 foi um dia
muito triste. Morreu o Rex, que também era conhecido por Barriga.
No dia 22 andei pelo
Jardim dos Frades na Lagoa a apreciar duas árvores que merecem ser
classificadas como de interesse público e pela Ribeira Nova, na Ribeira Seca de
Vila Franca do Campo, onde fiz algumas mondas e li alguns textos publicados na
revista “Seara Nova” à sombra de uma critpoméria.
Comecei o dia 23 a
escrever sobre a araucária do Jardim dos Frades e voltei à Lagoa para tirar
algumas medidas da araucária referida. Voltei à Ribeira Seca de Vila Franca
para visitar o bananal, tendo antes passado pela Vinha da Areia. O mar estava
calmíssimo.
No dia 24, depois de
uma curta caminhada na Lagoa, andei por casa a divagar. Li que a população de
milhafres está a diminuir. Consequência do desenvolvimento sustentável açoriano?
Telefonicamente
recebi uma proposta, que para concretizar me vai dar muito trabalho. Não
aceitei de imediato. Adiei a resposta até ao dia 12 de agosto.
No sábado, dia 25, ao
contrário do habitual, não trabalhei na terra. Descansei e li o livro, de
Felícia Cabrita, intitulado “A comunista e o PIDE”, sobre a vida de Carolina
Loff, que se apaixonou por um PIDE. Ela traiu o PCP e ele, Júlio Almeida,
abandonou a polícia política.
Recebi várias
fotografias de uma planta herbácea de nome comum margarida-de-são-miguel (Symphyotrichum
novi-belgii), oriunda da América do Norte, que neste momento está em flor.
Mais uma espécie que nunca tinha visto.
Comecei o dia 26 a
ler os títulos dos jornais e num deles é referido que a alga invasora poderá
ter vários usos. Felizmente não referiram que poderia se uma fonte de riqueza
para os Açores tal como no passado foi afirmado para o lagostim de água doce
que apareceu na Lagoa do Peixe, em São Miguel.
De manhã, depois de
divulgar mais uma planta melífera, desta vez a couve, estive a fazer pesquisas
sobre o escritor Jaime Brasil.
De tarde, fiz algumas
mondas no quintal e li algumas páginas de um livro de Edgar Rodrigues.
26 de julho de 2026
domingo, 19 de julho de 2026
Virusaperiódico (193)
Virusaperiódico (193)
No dia 13, de
manhã, terminei a leitura do livro “Temas de História Açoriana, volume
II”, de Carlos Enes. Pelos temas tratados gostei mais do 1º volume, que
também recomendo, e retomei a leitura do livro “Terras do Espírito Santo”, de
Teresa Tomé.
Para além de ter
feito uma pesquisa sobre uma planta que está presente no Jardim José do Canto e
que já existia no tempo do seu criador, estive a derreter cera das abelhas e passeei
com os dois cães, o Rex e o Max.
No dia 14, de manhã
estive no Jardim José do Canto e de tarde voltei a pesquisar sobre árvores.
No dia 15, com o D.,
estive no Porto Formoso e nas Furnas a fotografar e a tirar medidas de árvores
que merecem ser classificadas como de interesse público. Recebi a oferta de uma
interessante publicação sobre as urtigas de Nossa Senhora da Graça, padroeira
do Porto Formoso.
Comecei o dia 16 a fazer pesquisas sobre as
urtigas (Coleus soutellarioides) de que tenho algumas variedades no
quintal e no viveiro. Depois estive a fazer alterações num texto que não há
maneira de ficar em condições de estar em condições de ser tornado público.
De tarde, estive
algum tempo no quintal a arrancar algumas ervas ditas daninhas e dediquei algum
tempo ao ativismo ambiental. Li vários disparates em jornais regionais que
mostram que o jornalismo anda pelas ruas da amargura e que alguns textos para
além de serem mera propaganda governamental são boas peças de deseducação
ambiental. Ler jornais por vezes é saber menos!
Impedido de trabalhar
no quintal, devido à chuva miudinha, descansei e li algumas páginas do livro,
de Stefano Mancuso, “A Cidade Viva”.
No dia 17, esperei
sentado pela saída dos resultados dos exames nacionais. Nunca assisti a uma
trapalhada tão grande.
O dia 18 foi passado
na Ribeira Nova a trabalhar na terra. Cansei o corpo e descansei a alma.
Comecei o dia 19 a
divulgar nas redes sociais mais uma planta que para além de ser ornamental e medicinal
é melífera, a bonina (Calendula officinalis).
O que mais me
espantou neste domingo foi o facto de algumas escolas estarem abertas, por
causa do reformismo do ministro e do desgoverno de Portugal. Espero que não
tenha afetado a afluência às missas.
Durante a tarde, voltei
à leitura do livro “A Cidade Viva”.
Maravilhoso!
19 de julho de 2026
quinta-feira, 16 de julho de 2026
É possível salvar as araucárias gémeas de Santa Maria?
É possível
salvar as araucárias gémeas de Santa Maria?
Na ilha de Santa Maria existem várias araucárias introduzidas nos Açores
durante o século XIX. A maioria pertence à espécie Araucaria heterophylla,
originária da ilha de Norfolk. No entanto, da espécie Araucaria columnaris
(araucária-colunar ou pinheiro-da-Nova-Caledónia) existem apenas dois
exemplares na ilha, ambos localizados na Baía de São Lourenço.
Estas duas árvores possuem um valor natural, paisagístico e patrimonial
excecional. Com uma idade centenária, apresentam um porte notável, atingindo
33,7 e 34,7 metros de altura, respetivamente, e exibem a inclinação
característica da espécie. Sendo os únicos exemplares de Araucaria
columnaris existentes em Santa Maria, constituem um elemento singular e
emblemático da paisagem da Baía de São Lourenço.
Importa ainda recordar que estas araucárias foram retratadas, em 1939, num
quadro do pintor Domingos Rebelo, atualmente exposto no Palácio da Conceição,
em Ponta Delgada. Acresce que ambas integram a Rede de Árvores Singulares da
Macaronésia, reconhecimento que reforça o seu elevado valor histórico, cultural
e ambiental.
Recentemente, tivemos conhecimento da intenção de proceder ao abate destes
dois exemplares, alegadamente por representarem um risco para um edifício
construído nas proximidades e para a segurança dos seus ocupantes.
Simultaneamente, fomos contactados por diversos marienses, incluindo antigos
residentes da Baía de São Lourenço e visitantes habituais daquele local, que
manifestaram profunda preocupação e tristeza perante a possibilidade de
desaparecerem duas árvores que fazem parte da memória coletiva de várias
gerações.
É evidente que a segurança das pessoas e dos bens deve constituir a
prioridade absoluta. Contudo, precisamente por estarmos perante exemplares de
elevado valor patrimonial, entendemos que a decisão de os abater só deverá ser
tomada depois de esgotadas todas as alternativas viáveis.
Assim, defendemos que seja realizada uma avaliação técnica independente e
rigorosa do estado fitossanitário e estrutural das árvores, bem como um estudo
das soluções que possam compatibilizar a sua preservação com a segurança
pública. Entre essas soluções poderão incluir-se intervenções de estabilização,
poda especializada, monitorização contínua, criação de zonas de segurança ou
outras medidas de engenharia e arboricultura que permitam minimizar o risco.
O abate deverá constituir apenas o último recurso, caso fique
inequivocamente demonstrado, com base em pareceres técnicos fundamentados, que
não existe qualquer alternativa capaz de garantir a segurança das pessoas e a
preservação destas árvores singulares.
Salvar as araucárias gémeas da Baía de São Lourenço é preservar uma parte
da história, da identidade e da paisagem de Santa Maria para as gerações
futuras.
16 de julho de 2026
Núcleo Regional dos Açores da IRIS- Associação Nacional de Ambiente
domingo, 12 de julho de 2026
Virusaperiódico (192)
Virusaperiódico (192)
No dia 10 de julho,
voltei à leitura do livro de Carlos Enes já referido e redigi algumas linhas de
um texto que aguarda outros contributos.
No fim do dia, estive
alguns minutos no quintal a tirar alguma junça junto de alguns pés de tomateiro
que me ofereceram.
Comecei o dia 11 de
julho a trabalhar na Courela, onde rocei alguma erva, tirei algumas guias dos
quivis e estive a tirar do atalho ramos de incensos que haviam sido podados.
Depois do almoço, estive na Ribeira Nova, onde apesar de muito cansado ainda estive
a roçar feitos que estavam a cobrir
algumas fruteiras que havia reproduzido por estaquia.
No fim do dia voltei
à leitura do livro de Carlos Enes que aborda entre outros temas as festas do
Espírito Santo que segundo o autor estavam em declínio. Ao contrário de Carlos
Enes, pelo menos em São Miguel, acho que estão mais pujantes, mas completamente
adulteradas.
Na madrugada do dia
12 estive a trabalhar num texto sobre o eucalipto-limão do Jardim Dr. António
da Silva Cabral, em Vila Franca do Campo e sobre as duas araucárias gémeas da
Baia de São Lourenço que parece terem os dias contados. É uma pena, pois são duas
árvores muito antigas e com porte considerável.
De tarde, depois de
passar alguma roupa a ferro, estive a ler mais um capítulo do livro de Carlos
Enes que recomendo.
A contaminação da
ilha Terceira continua a dar que falar. Obrigar os responsáveis a corrigir o
mal que fizeram é que não!
12 de julho de 2026
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Virusaperiódico (191)
Virusaperiódico (191)
Comecei o dia 5 de julho a tratar das
plantas do viveiro e do quintal que estavam a precisar de água. Divulguei nas
redes sociais mais uma planta melífera, desta vez a tipuana que neste momento
está no período de floração.
De tarde, acabei a leitura do livro,
de Luiz Pacheco, intitulado “Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos”. Do livro
transcrevo o provérbio chinês:
“Atrás dos dentes, foi-se-me o siso.
Depois do siso, foi-se-me a vergonha.
Estou pronto para a sepultura.”
Estou a caminho, tendo já percorrido a
maior parte.
O dia 6 de julho foi dedicado às
árvores, tendo começado com uma reunião num departamento governamental e
terminado com uma visita ao Jardim António Borges.
De tarde, estive a fazer escavações
em jornais com o objetivo de desenterrar alguns factos ocorridos nos anos de
1974 e 1976. No final do dia, recebi a oferta do magnífico livro: “As aves do
Cabo da Praia-Um tesouro a descobrir, um património a preservar”. Editado pelas
“Letras Lavadas”, são autores Carlos Pereira e Cecília Melo.
No dia 7 continuaram a ser as árvore
o principal alvo da minha atenção, tendo estado a fotografar algumas no Jardim
António Borges e no Parque Urbano. Destaco um agradável almoço com atingas
colegas da Escola Secundária das Laranjeiras.
O dia 8 foi quase todo dedicado a
pesquisas sobre o cedro-do-mato. Visitei um quintal, onde observei uma pereira
com boa fruta e com bonitas ornamentais. Li mais umas páginas do livro, de
Carlos Enes, “Temas de História Açoriana, volume II”.
No dia 9, de manhã voltei a ler o
livro de Carlos Enes e de tarde, na companhia de JC e DS, andei por Vila Franca
do Campo a apreciar e a medir algumas árvores notáveis existentes no Jardim
Antero de Quental e no Jardim António da Silva Cabral.
9 de julho de 2026






