domingo, 1 de fevereiro de 2026

Virusaperiódico (159)

 


Virusaperiódico (159)

 

No dia 26 de janeiro continuei os meus trabalhos sobre flores e jardins. Passei por Vila Franca do Campo em contato com as abelhas que estavam recolhidas devido ao mau tempo e acolher alguma fruta. Devido à chuva que foi caindo ao longo do dia, as duas ribeiras estavam com muita água.

 

Fui informado de que a terceira edição do livro “Plantas Usadas na medicina popular dos Açores” já poder ser adquirida online (https://www.letraslavadas.pt/as-plantas-na-medicina-popular-nos-acores2/) e que a partir de amanhã estará disponível na Livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada.

 

No dia 27 passei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada, onde consultei textos sobre o grande proprietário rural e aventureiro, Simplício Gago da Câmara, e estive no Jardim José do Canto, onde apreciei algumas arvores monumentais que merecem ser alvo de contemplação.

 

Comecei o dia 28 bem cedo, tendo passado quase toda a manhã a escrever um texto sobre Simplício Gaga da Câmara que é quase desconhecido na terra onde viveu, Vila Franca do Campo.

 

De tarde estive numa sessão do Clube de Leitura da ASSP. Muito bem organizada e muito interessante pelas sugestões de leitura apresentadas pelos vários oradores.

 

Na manhã dia 29 estive a pesquisar nos manuscritos de José do Canto se havia a planta arália-de-papel no seu jardim e a colocar num mapa do Jardim Botânico José do Canto algumas plantas que observei na terça-feira passada. De tarde, estive a ler alguns textos do nº 11 da revista “Flauta de Luz”.

 

No dia 30 estive a derreter cera das abelhas e andei por Vila Franca do Campo a colher alguma fruta. Felizmente o vento não derrubou nenhuma árvore ou bananeiras.

 

30 de janeiro de 2026

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (158)

 


Virusaperiódico (158)

 

Este sábado, dia 24 de janeiro, foi uma exceção à regra, não estive em contato com as plantas em Vila Franca do Campo. De manhã, estive a trabalhar sobre o Jardim Botânico José do Canto. De tarde, fiz alguns trabalhos domésticos e li mais algumas páginas da revista “A Ideia”.

 

Comecei o domingo, dia 25 de janeiro, com a leitura de alguns textos de Antero de Quental que estão no livro “Antero de Quental Prosas I”, edição de Ana Maria Almeida Martins.

 

Num dos textos Antero escreve: “Que os meus quase patrícios de Portugal não se aterrem!” Esta frase tem servido de argumento para alguns independentistas açorianos para justificar a sua causa. Mas, Antero de Quental nunca é lido no seu todo, por exemplo no mesmo livro Antero de Quental afirma o seguinte: “Somo português, e de português, nos prezamos”. Eu, que considero “a minha pátria é o mundo inteiro” acho que se devem procurar e expor sempre os melhores argumentos.

 

Se a vida e a obra de Antero é, em geral, divulgada truncada, o famoso jornalista açoriano Jaime Brazil é praticamente desconhecido na sua terra, talvez devido aos seus ideais libertários.

 

Através da leitura da revista “A Ideia”, fiquei a saber mais pormenores sobre a sua prisão pelo regime salazarista que alguns, sobretudo quem nele não viveu, pretendem que regresse, embora com roupagens populistas. Com efeito Jaime Brazil, natural da ilha Terceira, ao regressar a Portugal no final de 1940, depois do seu exílio em Paris, foi preso no dia 14 de janeiro de 1941, tendo saído em liberdade, depois de cumpridos 600 dias de prisão correcional. Que crime(s) cometeu? Escrevia o que lhe ia na alma!

 

25 de janeiro de 2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (157)

 


Virusaperiódico (157)

 

De manhã, no dia 19, estive em Vila Franca do Campo, onde fiz colheitas de alguma fruta e dei alimento às abelhas. De tarde, estive a recordar alguns acontecimentos ocorridos em 1975. Como o futuro parece sombrio, recordar é viver!

 

No dia 20, de manhã, estive no Jardim Botânico José do Canto, onde observei algumas plantas e a tentei colocar num mapa a sua localização. De tarde, estive a responder a um conjunto de solicitações, de amigos e de alguns desconhecidos, quase todas relacionadas com plantas e o seu uso.

 

No dia 21, para além de uma ida a uma consulta médica, pois a idade não perdoa, estive em Vila Franca do Campo onde fui colher alguma da pouca fruta que ainda há. De tarde, todo o meu tempo foi passado a trabalhar sobre plantas ornamentais.

 

Comecei e acabei o dia 22, a trabalhar num futuro livro sobre flores dos Açores. Li algumas páginas da revista “A Ideia”.

 

No dia 23 voltei a estar ocupado na preparação do livro sobre flores e estive a pesquisar sobre plantas existentes no tempo de José do Canto no seu jardim e que hoje lá não se encontram.

 

Voltei às pesquisas sobre Simplício Gago da Câmara (1808-1888), grande proprietário rural da ilha de São Miguel e aventureiro que muito contribui para a modernização da agricultura.

 

Recebi a agradável notícia de que a partir da próxima semana estará disponível para todos os interessados a terceira edição do meu livro “Plantas usadas na medicina popular nos Açores” que tal como as anteriores edições é da responsabilidade da Letras Lavadas.

 

23 de janeiro de 2026

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (156)

 


Virusaperiódico (156)

 

Comecei o dia 15, em Vila Franca do Campo, em contacto com a natureza, na Ribeira Nova e na Courela, sobretudo em colheitas diversas. De tarde, continuei as minhas pesquisas sobre a violência ocorrida nos Açores a seguir ao 6 de junho de 1975.

 

No dia 16 andei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada em pesquisas sobre jardins e estive a conversar com um professor universitário do IST, natural das Capelas. Nas pesquisas, confirmei que foi a SPEA a responsável pela introdução da endémica vidália (Azorina vidalii) no ilhéu de Vila Franca do Campo. Boa iniciativa? Há quem ache que não!

 

O dia 17 foi dedicado por inteiro ao trabalho na terra em Vila Franca do Campo. De manhã, na Courela, estive a cortar ramos secos em laranjeiras e a limpar bananas e bananeiras. De tarde, estive na Ribeira Nova a podar novelões e a ajudar a colocar na terra estacas de tamarilhos ou mamonas e de roseiras-do-japão ou camélias. Quando as forças me faltaram regressei ao Pico da Pedra, mas passei pela Ribeira Chã, onde fui observar uma colónia de arália-do-papel ou planta-do-papel-de-arroz (Tetrapanax papyrifer), espécie que apresenta um comportamento invasor. Por agora desconheço quando foi introduzida nos Açores e com que fim ou fins, se é que existiram para além do ornamental.

 

No dia 18 de janeiro, recordei o que aconteceu em 1934 na Marinha Grande e em outras localidades de Portugal continental, isto é a chamada “Revolta da Marinha Grande”, um evento importante da luta dos trabalhadores contra o Estado Novo de Salazar. Nos Açores, a comunicação social apenas elogiou o ditador.

 

Hoje, democraticamente parece que estamos a caminhar para uma ditadura par(a)lamentar, pois democracia económica, isto é, sem exploração da força de trabalho, nunca houve.

 

Se neste não é fácil, não me apetece nada voltar a viver num regime fascistoide!

 

18 de janeiro de 2026

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (154 e155)


 


Virusaperiódico (155)

 

O domingo 11 foi passado em trabalhos domésticos variados, tendo colocado na terra sementes de castanheiro-do-maranhão (Pachira aquatica), cujas castanhas são comestíveis.

 

Na segunda-feira, dia 12, para além de investigar que espécies foram introduzidas por José do Canto no seu jardim e que ainda podem ser encontradas lá atualmente, coloquei na terra duas estacas de tamarilho, tomate-arbóreo ou mamona (Solanum betaceum).

 

Comecei o dia 13 a ler que 70 alunos da Lagoa tinham ficado impedidos de ir às aulas devido a atraso de pagamento do transporte escolar. Vergonhoso! Li também que após 4 anos o PAN está a fazer diligências para que seja regulamentada a legislação que criou o regime de classificação do arvoredo de interesse público no arquipélago dos Açores. Os meus parabéns pela iniciativa. Não é admissível um governo não regulamentar um decreto aprovado por unanimidade na ALRA. Se o(s) governantes responsáveis pela elaboração do documento em falta não são capazes devem demitir-se ou serem demitidos.

 

De manhã, andei pelo Jardim Botânico José do Canto e de tarde estive a ler sobre plantas introduzidas nos Açores como ornamentais.

 

No dia 14 de manhã estive a ler o que escreveu Freitas do Amaral sobre o 25 de novembro de 1975 e a descansar um pouco para ganhar forças para os próximos dias. De tarde, assisti a uma palestra de Álvaro de Miranda intitulada “Repensar o nacionalismo anticolonialista à base da experiência. Muito interessante, subscrevo muitas das afirmações que ele fez sobre o nacionalismo que, se por um lado é libertador, pelo menos numa primeira fase, depois torna-se opressor.

 

14 de janeiro de 2026


Virusaperiódico (154)

 

O dia 4, domingo, foi destinado â leitura e a um convívio familiar. Acabei de ler o livro “Breve História do 25 de novembro”, de Filipe Garcia. De acordo com o conhecido jornalista José Pedro Castanheira, trata-se de “uma investigação jornalística que ajuda a fazer a verdadeira história do 25 de novembro”. De leitura fácil, para mim que tenho lido muito sobre o PREC, não trouxe nada de novo.

 

O dia 5 foi quase todo ocupado com tarefas domésticas e em contatos vários com vista à concretização de um projeto em que estou envolvido. Não houve tempo, nem forças para as sempre desejadas leituras.

 

No dia 6 andei pelo Jardim José do Canto e pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada, em pesquisas. Apenas li um texto do jornal “A Batalha”, que esteve um ano sem ser publicado.

 

Na manhã do dia 7, estive a tratar das abelhas e a fazer podas em Vila Franca do Campo e de tarde a trabalhar no computador sobre as observações que havia feito no Jardim José do Canto no dia anterior e sobre as flores dos Açores. Não houve forças para leituras.

 

No dia 8 de janeiro voltei a Vila Franca apenas para fazer algumas colheitas e estive a trabalhar sobre flores existentes nos Açores.

 

Comecei o dia 9 a ler alguns textos da revista “Seara Nova”, que assino por inércia, e passei uma vista de olhos pela revista “Ecossocialismo” que recebi recentemente. O resto do dia estive a fazer pesquisas sobre o bombismo nos Açores e sobre plantas endémicas e nativas dos Açores.

 

O sábado, dia 10, foi passado na Ribeira Nova e na Ladeira a podar novelões, a colocar na terra estacas de sabugueiro e a fazer alporquias numa camélia e numa laranjeira.

 

10 de janeiro de 2026

 


domingo, 4 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (153)

 


Virusaperiódico (153)

 

Ano Novo, Vida Nova!

 

Comecei e acabei o primeiro dia do ano a fazer pesquisas no jornal independentista, porta-voz da FLA, “O Milhafre”, que teve como diretor José de Almeida, que foi meu colega na Escola Secundária das Laranjeiras, e diretor interino António Barbosa, meu professor de Educação Física na Escola Secundária Antero de Quental e que foi dirigente do Partido da Democracia Cristã.

 

Andei por Vila Franca do Campo onde visitei uma familiar e alguns (poucos) amigos.

 

Hoje, decidi concentrar-me mais nos meus trabalhos pelo menos durante os próximos meses e apenas responder a solicitações das pessoas que me são mais próximas.

 

No dia 2 de janeiro, continuei o meu estudo interminável das plantas e continuei as minhas pesquisas no jornal “O Milhafre”. No fim do dia li as primeiras páginas do livro “Breve História do 25 de novembro”, de Filipe Garcia.

 

Comecei o dia 3 a pesquisar em dois manuscritos deixados por José do Canto, com listagens das plantas existentes no seu jardim em Ponta Delgada.

 

O dia 3 foi marcado pela criação de uma nova colónia no mundo: a Venezuela. Acabou a ditadura de Maduro, começou a ditadura de Trump. A prémio Nobel da Paz, a grande “democrata” venezuelana, que tanto pediu a invasão do seu país, não serve ao dono de uma parte do mundo. O planeta a partir de hoje tem mais democraCIA. Quem será o próximo invadido? A Colômbia? Cuba? a Gronelândia? O Canadá?

 

Devido ao mau tempo, estive na terra apenas de manhã, onde colhi alguma fruta e pela primeira vez fiz algumas alporquias.

 

3 de janeiro de 2026

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (152)

 


Virusaperiódico (152)

 

No dia 31 de dezembro continuei as minhas pesquisas sobre os anos de 1974 e 1975, nomeadamente sobre o assalto aos Paços do Concelho de Vila Franca do Campo, ocorrido no dia 13 de junho de 1974. Naquele dia os adeptos do Estado Novo pretendiam eleger uma Comissão Administrativa para a Câmara Municipal, depois de já ter sido escolhida outra pelos democratas, em que figurava um adepto de Salazar e Caetano. Enfim tivemos e temos uma democracia alicerçada sobre gente fiel à ditadura.

 

 No fim da manhã, estive a plantar uma roseira (Rosa grandiflora) que me havia sido oferecida no dia anterior.

 

Li algumas páginas de “O livro de uma amante de Livros: Memórias ficcionada de um escrileitor radical” de Henrique Garcia Pereira, que recebi a título de oferta da Editora/Livraria Letra Livre.

 

No fim do dia voltei à leitura do livro, de Diogo Freitas do Amaral, “O Antigo Regime e a Revolução”. Fiquei a saber que ele foi o autor do programa do 1º Governo Provisório, a seguir à chamada Revolução dos Cravos, e que ele queria um partido verdadeiramente centrista, mas que as bases eram, pelo menos por cá, maioritariamente de direita, com alguns ultra salazaristas que não tiveram lugar no PPD por acharem que o mesmo era demasiadamente de esquerda.

 

Embora não acredite que seja possível, desejo um 2026 pelo menos melhor do que o atual.

 

31 de dezembro de 2025