domingo, 23 de agosto de 2026

Museu do Trigo

 


IRIS alerta para degradação do Museu do Trigo, na Povoação, e apela à intervenção urgente da Câmara Municipal

 

 A IRIS – Associação vem manifestar publicamente a sua preocupação perante o estado de degradação em que se encontra o Museu do Trigo, na Povoação, e apelar à Câmara Municipal da Povoação para que proceda, com a maior brevidade possível, às obras de recuperação e conservação necessárias daquele espaço, nomeadamente de uma escada exterior e da roda que fazia mover as máquinas.

 

As imagens obtidas no local no passado dia 14 de agosto são reveladoras da necessidade de uma intervenção. Elementos de madeira associados ao espaço museológico apresentam sinais evidentes de envelhecimento e degradação, existindo estruturas que aparentam encontrar-se fragilizadas e que, além de comprometerem a preservação do património, poderão representar riscos para a utilização e visita ao espaço.

 

Para a IRIS, está em causa a salvaguarda de um património que testemunha uma atividade agrícola fundamental na história dos Açores e que constitui uma parte importante da memória coletiva da população da Povoação e de toda a ilha de São Miguel.

 

O Museu do Trigo assume, neste contexto, uma particular importância por ser o único museu de São Miguel dedicado especificamente à cultura do trigo, preservando conhecimentos, técnicas, instrumentos e elementos materiais relacionados com uma atividade que marcou profundamente a vida das comunidades rurais açorianas.

 

Esta posição do Núcleo Regional dos Açores da IRIS enquadra-se plenamente nos objetivos da associação, nomeadamente na conservação do património arquitetónico e paisagístico, na preservação do património cultural imaterial, na utilização sustentável dos recursos e na sensibilização da sociedade para a necessidade de preservar os valores naturais e culturais.

 

A conservação do património não pode limitar-se à sua identificação ou valorização documental. É necessário garantir a sua manutenção, recuperação e transmissão às gerações futuras. Um museu dedicado à cultura do trigo só cumpre verdadeiramente a sua função se o património que alberga estiver devidamente preservado e se as suas condições permitirem a sua fruição pública com segurança e dignidade.

 

A IRIS apela, por isso, à Câmara Municipal da Povoação para que avalie urgentemente o estado atual do Museu do Trigo e promova as intervenções necessárias à sua recuperação, conservação e valorização, evitando que a degradação atualmente visível se agrave.

 

A associação considera igualmente importante que seja definida uma estratégia de médio e longo prazo para aquele espaço, garantindo a sua manutenção regular, a valorização do seu espólio e a sua efetiva integração numa política de preservação e divulgação do património cultural e etnográfico da Povoação e de São Miguel.

 

Preservar o Museu do Trigo é preservar uma parte da história agrícola, cultural e social dos Açores.

17 de agosto de 2026

O Núcleo Regional dos Açores da IRIS- Associação Nacional de Ambiente

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Virusaperiódico (196)

 


Virusaperiódico (196)

 

No dia 11 de agosto chegou a casa uma nova habitante, a Bella que tem agitado o dia-a-dia.

 

No dia 14 de agosto, andei pelo concelho da Povoação, onde juntei o útil ao agradável. Sem qualquer stresse, estive acompanhado de duas pessoas amigas a observar árvores, algumas delas que merecem a classificação de interesse público. Uma delas um azevinho, localizado numa pastagem onde é possível observar uma paisagem ímpar.

 

Fiquei desapontado com alguma degradação que observei no Museu do Trigo. Nas Furnas, nos Serviços Florestais para além da observação de duas árvores e de alguns patos num “lago” artificial não gostei de ver algumas aves engaioladas.

 

No início da noite, coisa rara, fui assistir a um concerto no Largo da Juventude. Pensava que era uma iniciativa da Filarmónica Aliança dos Prazeres, mas estava redondamente enganado.

 

No dia 16, fui visitar as minhas colmeias em Vila Franca do Campo, tendo numa delas colocado meia alça. O resto do dia foi passado com investigações históricas.

 

Para um trabalho que está em curso, em ritmo lento, estive na Biblioteca Pública de Ponta Delgada a fazer pesquisas sobre a oposição ao salazarismo

 

No dia 18, durante várias horas da madrugada estive a tirar apontamentos sobre a participação dos libertários no combate às ditaduras, militar e a salazarista/marcelista.

 

De manhã estive em Vila Franca do Campo para colher  bananas. Como não havia nada em condições de ser apanhado, aproveitei para rever a vista que se obtém a partir do Miradouro da Senhora da Paz.

 

18 de agosto de 2026

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

domingo, 2 de agosto de 2026

Virusaperiódico (195)

 


Virusaperiódico (195)

 

No dia 28 estive no Jardim Botânico José do Canto, onde observei com pormenor algumas plantas, como uma vidália que se encontra envasada e que em breve vai florir, uma gardénia que nunca vi florida e o bambu-gigante que está com rebentos e que pretendo acompanhar o crescimento.

 

Comecei o dia 29 a ler alguns textos de Jaime Brasil  publicados no Suplemento Ilustrado Semanal do Jornal “A Batalha”. De manhã, estive numa consulta de fisioterapia e espero em breve estar em condições de participar numa maratona. De tarde, descansei, porque o tempo não me deixou ir trabalhar no quintal.

 

No dia 30 continuei as minhas pesquisas na Biblioteca Pública de Ponta Delgada, sobre Jaime Brasil e Alice Moderno.

 

No dia 31, de manhã estive a reler alguns textos de Alice Moderno para averiguar se houve algum contacto entre ela e Jaime Brasil. De tarde, destaco a ida a Rabo de Peixe comprar plantas ornamentais e aromáticas.

 

O primeiro dia de agosto foi passado, de manhã no Pico da Pedra a fazer alguns trabalhos no quintal e de tarde, na Courela a limpar bananas e bananeiras. Depois de uma tarde cansativa, no final do dia, no meu quintal, estive a apanhar açafroa.

 

Comecei o dia 2 a ler cartas de Jaime Brasil e depois dediquei algum tempo a divulgar mais uma planta melífera, a açafroa, que também é uma planta medicinal, tintureira e usada como condimento.

 

Como este mês é o de férias para grande parte das pessoas, o meu dia-a-dia não vai sofrer grandes alterações, mas o rimo de trabalho será outro, isto é, vai passar a ser “devagar e devagarinho” e o vírus aparecerá quando achar por bem.

 

2 de agosto de 2026

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Virusaperiódico (194)

 


Virusaperiódico (194)

 

No dia 20 andei pela Maia, tendo verificado que os moradores também enfeitam as ruas com urtigas ou cóleos (Coleus scutellarioides).

 

Verifiquei que a açafroa que semeei no quintal já começou a florir. Amanhã penso já começar a colheita.

 

Hoje, recebi a oferta de dois livros. Um sobre Daniel de Sá, intitulado “Rememorando Daniel de Sá: escritor dos Açores e do Mundo” e o Deus dos últimos”, a autoria daquele escritor outro da sua autoria. Chegará o dia em que serão lidos!

 

O dia 21 foi um dia muito triste. Morreu o Rex, que também era conhecido por Barriga.

 

No dia 22 andei pelo Jardim dos Frades na Lagoa a apreciar duas árvores que merecem ser classificadas como de interesse público e pela Ribeira Nova, na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, onde fiz algumas mondas e li alguns textos publicados na revista “Seara Nova” à sombra de uma critpoméria.

 

Comecei o dia 23 a escrever sobre a araucária do Jardim dos Frades e voltei à Lagoa para tirar algumas medidas da araucária referida. Voltei à Ribeira Seca de Vila Franca para visitar o bananal, tendo antes passado pela Vinha da Areia. O mar estava calmíssimo.

 

No dia 24, depois de uma curta caminhada na Lagoa, andei por casa a divagar. Li que a população de milhafres está a diminuir. Consequência do desenvolvimento sustentável açoriano?

 

Telefonicamente recebi uma proposta, que para concretizar me vai dar muito trabalho. Não aceitei de imediato. Adiei a resposta até ao dia 12 de agosto.

 

No sábado, dia 25, ao contrário do habitual, não trabalhei na terra. Descansei e li o livro, de Felícia Cabrita, intitulado “A comunista e o PIDE”, sobre a vida de Carolina Loff, que se apaixonou por um PIDE. Ela traiu o PCP e ele, Júlio Almeida, abandonou a polícia política.

 

Recebi várias fotografias de uma planta herbácea de nome comum margarida-de-são-miguel (Symphyotrichum novi-belgii), oriunda da América do Norte, que neste momento está em flor. Mais uma espécie que nunca tinha visto.

 

Comecei o dia 26 a ler os títulos dos jornais e num deles é referido que a alga invasora poderá ter vários usos. Felizmente não referiram que poderia se uma fonte de riqueza para os Açores tal como no passado foi afirmado para o lagostim de água doce que apareceu na Lagoa do Peixe, em São Miguel.

 

De manhã, depois de divulgar mais uma planta melífera, desta vez a couve, estive a fazer pesquisas sobre o escritor Jaime Brasil.

 

De tarde, fiz algumas mondas no quintal e li algumas páginas de um livro de Edgar Rodrigues.

 

26 de julho de 2026

domingo, 19 de julho de 2026

Virusaperiódico (193)

 


Virusaperiódico (193)

 

No dia 13, de manhã,  terminei a leitura do livro “Temas de História Açoriana, volume II”, de Carlos Enes. Pelos temas tratados gostei mais do 1º volume, que também recomendo, e retomei a leitura do livro “Terras do Espírito Santo”, de Teresa Tomé.

 

Para além de ter feito uma pesquisa sobre uma planta que está presente no Jardim José do Canto e que já existia no tempo do seu criador, estive a derreter cera das abelhas e passeei com os dois cães, o Rex e o Max.

 

No dia 14, de manhã estive no Jardim José do Canto e de tarde voltei a pesquisar sobre árvores.

 

No dia 15, com o D., estive no Porto Formoso e nas Furnas a fotografar e a tirar medidas de árvores que merecem ser classificadas como de interesse público. Recebi a oferta de uma interessante publicação sobre as urtigas de Nossa Senhora da Graça, padroeira do Porto Formoso.

 

 Comecei o dia 16 a fazer pesquisas sobre as urtigas (Coleus soutellarioides) de que tenho algumas variedades no quintal e no viveiro. Depois estive a fazer alterações num texto que não há maneira de ficar em condições de estar em condições de ser tornado público.

 

De tarde, estive algum tempo no quintal a arrancar algumas ervas ditas daninhas e dediquei algum tempo ao ativismo ambiental. Li vários disparates em jornais regionais que mostram que o jornalismo anda pelas ruas da amargura e que alguns textos para além de serem mera propaganda governamental são boas peças de deseducação ambiental. Ler jornais por vezes é saber menos!

 

Impedido de trabalhar no quintal, devido à chuva miudinha, descansei e li algumas páginas do livro, de Stefano Mancuso, “A Cidade Viva”.

 

No dia 17, esperei sentado pela saída dos resultados dos exames nacionais. Nunca assisti a uma trapalhada tão grande.

O dia 18 foi passado na Ribeira Nova a trabalhar na terra. Cansei o corpo e descansei a alma.

 

Comecei o dia 19 a divulgar nas redes sociais mais uma planta que para além de ser ornamental e medicinal é melífera, a bonina (Calendula officinalis).

 

O que mais me espantou neste domingo foi o facto de algumas escolas estarem abertas, por causa do reformismo do ministro e do desgoverno de Portugal. Espero que não tenha afetado a afluência às missas.

 

Durante a tarde, voltei à leitura do livro  “A Cidade Viva”. Maravilhoso!

 

19 de julho de 2026

quinta-feira, 16 de julho de 2026

É possível salvar as araucárias gémeas de Santa Maria?

 

É possível salvar as araucárias gémeas de Santa Maria?

 

 

Na ilha de Santa Maria existem várias araucárias introduzidas nos Açores durante o século XIX. A maioria pertence à espécie Araucaria heterophylla, originária da ilha de Norfolk. No entanto, da espécie Araucaria columnaris (araucária-colunar ou pinheiro-da-Nova-Caledónia) existem apenas dois exemplares na ilha, ambos localizados na Baía de São Lourenço.

 

Estas duas árvores possuem um valor natural, paisagístico e patrimonial excecional. Com uma idade centenária, apresentam um porte notável, atingindo 33,7 e 34,7 metros de altura, respetivamente, e exibem a inclinação característica da espécie. Sendo os únicos exemplares de Araucaria columnaris existentes em Santa Maria, constituem um elemento singular e emblemático da paisagem da Baía de São Lourenço.

 

Importa ainda recordar que estas araucárias foram retratadas, em 1939, num quadro do pintor Domingos Rebelo, atualmente exposto no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada. Acresce que ambas integram a Rede de Árvores Singulares da Macaronésia, reconhecimento que reforça o seu elevado valor histórico, cultural e ambiental.

 

Recentemente, tivemos conhecimento da intenção de proceder ao abate destes dois exemplares, alegadamente por representarem um risco para um edifício construído nas proximidades e para a segurança dos seus ocupantes. Simultaneamente, fomos contactados por diversos marienses, incluindo antigos residentes da Baía de São Lourenço e visitantes habituais daquele local, que manifestaram profunda preocupação e tristeza perante a possibilidade de desaparecerem duas árvores que fazem parte da memória coletiva de várias gerações.

 

É evidente que a segurança das pessoas e dos bens deve constituir a prioridade absoluta. Contudo, precisamente por estarmos perante exemplares de elevado valor patrimonial, entendemos que a decisão de os abater só deverá ser tomada depois de esgotadas todas as alternativas viáveis.

Assim, defendemos que seja realizada uma avaliação técnica independente e rigorosa do estado fitossanitário e estrutural das árvores, bem como um estudo das soluções que possam compatibilizar a sua preservação com a segurança pública. Entre essas soluções poderão incluir-se intervenções de estabilização, poda especializada, monitorização contínua, criação de zonas de segurança ou outras medidas de engenharia e arboricultura que permitam minimizar o risco.

 

O abate deverá constituir apenas o último recurso, caso fique inequivocamente demonstrado, com base em pareceres técnicos fundamentados, que não existe qualquer alternativa capaz de garantir a segurança das pessoas e a preservação destas árvores singulares.

 

Salvar as araucárias gémeas da Baía de São Lourenço é preservar uma parte da história, da identidade e da paisagem de Santa Maria para as gerações futuras.

 

16 de julho de 2026

 

Núcleo Regional dos Açores da IRIS- Associação Nacional de Ambiente