sábado, 13 de junho de 2026

Quem foi Simplício Gago da Câmara?


 Fotografia: Instituto Cultural de Ponta Delgada


Quem foi Simplício Gago da Câmara?

 

Simplício Gago da Câmara, filho de Gil Gago da Câmara e de sua esposa Branca Guilhermina do Canto Medeiros, nasceu a 19 de maio de 1808 e foi batizado no dia 29 do mesmo mês, na igreja de São Pedro, em Ponta Delgada. Faleceu a 7 de agosto de 1888. Foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

 

Simplício Gago da Câmara foi um notável filantropo, funcionando a sua casa, em Vila Franca do Campo, como uma verdadeira Misericórdia. Com efeito, “o seu coração é grande, como larga é a sua mão: dá de comer aos que têm fome, consola os aflitos, anima os tímidos e fornece gratuitamente aos enfermos clínicos e medicamentos” (Simplício Gago da Câmara…, 1888).

 

Com o objetivo de promover o desenvolvimento da sua terra, Simplício Gago da Câmara, grande proprietário rural da ilha de São Miguel, criou ao longo da sua vida cinco navios e três grandes fábricas. Nas suas casas e propriedades empregou um elevado número de trabalhadores, garantindo‑lhes o sustento.

 

Grande amante e estudioso da natureza, realizou longas viagens pela Europa, América e Austrália, tendo recolhido vasta informação e elaborado um estudo sobre o cachalote.

 

O seu espírito aventureiro levou‑o à Austrália, onde procurou explorar jazigos de ouro, com o intuito de obter meios financeiros para estabelecer novas indústrias e desenvolver a sua terra. Embora a exploração aurífera não tenha sido bem‑sucedida, a estadia naquele continente permitiu‑lhe selecionar diversas espécies da flora australiana que mais tarde introduziu em São Miguel, nomeadamente eucaliptos, acácias e araucárias.

 

A par de José do Canto e de Ernesto do Canto, Simplício Gago da Câmara foi um dos grandes impulsionadores da reflorestação da ilha de São Miguel, através da oferta de centenas ou mesmo milhares de plantas provenientes dos seus viveiros, localizados no prédio do Convento, em Vila Franca do Campo. Mandou igualmente plantar, nas suas matas de São Brás e da Fajã do Calhau, para além das espécies já referidas, pinheiros, giestas e criptomérias.

 

Outra iniciativa que encetou, embora sem sucesso duradouro, foi a da pesca do bacalhau. Tentando introduzir esta atividade nos Açores, decidiu construir um navio no Porto Formoso, utilizando madeiras das suas próprias matas. Partiu para a Terra Nova, onde a pesca foi proveitosa, mas acabou por perder grande parte do bacalhau capturado durante o transporte para Vila Franca do Campo, onde pretendia proceder à sua secagem. Tratou‑se de uma experiência falhada, mas potencialmente exemplar para os armadores das ilhas.

 

O contributo de Simplício Gago da Câmara para a modernização da agricultura micaelense foi de grande relevância, quer a título individual, quer através da Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense, na qual exerceu funções de secretário da Comissão Vinícola.

 

Agricultor, produtor de vinho e exportador de laranja, foi o responsável pela introdução em São Miguel da chamada “laranja sevilha”, a partir de sementes obtidas em Londres.

 

Na Gorreana, no concelho da Ribeira Grande, para além da plantação de matas, cultivou chá em conjunto com a sua filha, Ermelinda Pacheco Gago da Câmara (1832-1913), dando início à respetiva industrialização.

 

Enquanto produtor de vinho, explorou sobretudo as vinhas do prédio do Convento, na freguesia de São Pedro. Posteriormente, após adquirir o ilhéu de Vila Franca do Campo, introduziu aí plantações de vinha que subsistiram até meados do século XX.

 

Para além do cultivo do linho, em parte proveniente de sementes oriundas de Riga, cultivou igualmente trigo, tendo introduzido pequenas máquinas portáteis de debulhar, acionadas por dois homens. No domínio da mecanização agrícola, é‑lhe ainda atribuída a introdução de uma máquina a vapor multifuncional existente em São Miguel, utilizada tanto para moer trigo ou milho como para serrar madeira.

 

A criação de gado bovino constituiu igualmente uma das suas atividades, cultivando beterraba para alimentação de suínos, bois de engorda e vacas leiteiras.

 

Entre 1 de julho de 1863 e 1 de julho de 1868, exerceu o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo, período durante o qual saneou a administração daquela instituição, eliminando vícios e abusos que a afetavam. Durante o seu mandato, foram equilibradas as contas da Santa Casa, construída a enfermaria feminina e admitidos dois médicos. Após um período de afastamento motivado por calúnias, voltou a ser eleito provedor, procedendo à atualização dos estatutos, concluindo a enfermaria das mulheres e admitindo um farmacêutico.

 

Demonstrou ainda profunda preocupação com a instrução pública, tendo sido o maior apoio financeiro da Associação das Escolas Móveis, cuja missão era ministrar o ensino das primeiras letras às crianças, segundo o método de João de Deus. Para Vila Franca do Campo, requisitou a 32.ª missão, prestando um valioso auxílio ao professor da associação, José Gonçalves Martins.

 

Principal bibliografia consultada

 

- (1888). Simplício Gago da Câmara-biografia. Lisboa, Imprensa Minerva. 15 pp.

 

Braga, T. (2020). Vidas Exemplares. Ponta Delgada, Letra Lavadas. 327 pp.

 

terça-feira, 9 de junho de 2026

Virusaperiódico (185)

 


Virusaperiódico (185)

 

Logo pela manhã do dia 7, recebi a informação de que um destacado membro da Assembleia Municipal da Ribeira Grande plantou uma espécie invasora na sua propriedade no Porto Formoso, o chorão-trepadeira (Carpobrotus edulis) (ver https://azoresbioportal.uac.pt/pt/especies-dos-acores/carpobrotus-edulis-6374/). Eu que já participei numa ação de arranque daquela espécie, fiquei indignado, pois o que deve ser feito é a sua erradicação e não a sua propagação. Desconhecimento?

 

Ainda de manhã, estive a mondar as plantas que estão no viveiro e dei-lhes alguma água.

 

A tarde foi dedicada à leitura de mais algumas páginas do livro “O Povo é quem Mais Ordena. Revolução dos Cravos 1974-1976”, de Victor Pereira e do manifesto “Por uma Revolução Ecossocialista”, editado pelo Coletivo “Toupeira Vermelha”.

 

No dia 8, estive na Ribeira Nova e na Courela a colher alguma fruta e passei pela tipografia “A Crença” para comprar o livro de Carlos Vieira sobre as festas do Espírito Santo da Mãe de Deus.

 

No dia 9, depois de uma visita ao Jardim José do Canto, passei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada, onde assinei um auto de receção de documentação que lá depositei e pela Livraria Letras Lavadas, para assinar um livro, a pedido de uma compradora. Passei também pela Nova Gráfica, onde fui presenteado com dois livros: um de história e outro sobre literatura. Espero ter tempo para ler todos os livros que estão a aguardar uma leitura.

 

No fim da tarde, dediquei algum tempo à escrita de um pequeno texto sobre plantas.

 

9 de junho de 2026

segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Ponte da Ribeira Seca de Cima

 



A Ponte da Ribeira Seca de Cima

 

No dia 7 de novembro de 1862, o semanário “O Villa-Franquense”, publicou um texto onde chama a atenção para a utilidade de se construir uma ponte na “Ribeira Seca de Cima”. O autor do texto alude à possibilidade de a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo obter o donativo de “rs. 350$000” dos habitantes da Ribeira Seca e de outros vila-franquenses.

 

No dia 28 de novembro de 1862, o referido jornal apresenta uma lista dos primeiros benfeitores que foram: Nuno Gusmão, Álvaro Pereira Bittencourt Lopes, João Borges Botelho de Gusmão, Arcenio Botelho de Gusmão, José Gomes Machado, D. Antónia Maria de Mello, Miguel da Costa Rapozo, Francisco da Costa Brum, Manoel Jacintho de Andrade, Nicolão Teixeira Brazil, João da Motta, José Ignacio, Bernardo José Ferreira, Manoel Tavares Soares, José Furtado de Medeiros Salema, José Jacintho da Costa, Antonio Soares de Oliveira, João Correia Calouro, Manoel Borges Assafrôa, Antonio Jacintho da Camara, Luiz. José Rapozo, Antonio José Rapozo, Francisco da Costa Fofo, José Pereira da Luz, Miguel de Medeiros, José Furtado, José de Amaral, Manoel de Araujo, Manoel Genipero, José de Medeiros, Manoel Luiz Barbeiro, João Furtado Augueiro, Joaquim Soares, Antonio Jacintho Tinxão, Nicolão Padre Cura e João Manoél Estrella.

 

A 5 de dezembro de 1862, o jornal mencionado continua a publicar uma lista de donativos, apresentando pela primeira vez os nomes de alguns habitantes da Ribeira Seca. Aqui vai a listagem: Fulgencio José do Couto, José da Camara, Antonio de Andrade, Francisco de Mattos Amarello, Manoel Valerio e Padre Miguel Furtado do Couto. Da Ribeira  Seca constam os seguintes nomes: Manoel de Andrade, José de Andrade, José de Pimentel, Antonio do Couto, Francisco de Andrade, Manoel Furtado Vinhateiro, Miguel Furtado Formiga, João do Couto, José Gomes, Francisco da Costa Piadura, Manoel de Amaral, Feliciano Rapozo, João Francisco Verdadeiro, Miguel Furtado Salema, João Faial, João Carreiro Violanta, João da Costa Estevão, Francisco da Costa Estevão, Manoel Carvalho, Francisco Ignacio, Manoel de Mattos, Duarte Ferreira, Antonio Furtado Vinhateiro, Manoel da Costa, João Furtado Lima, Manoel Cabral Capote, José Furtado Salema, Manoel Furtado Lima, Manoel de Souza, Manoel Furtado Salema Junior, Antonio Furtado Salema, Manoel de Medeiros Quarquez, Antonio de Souza, Francisco Escaler, Manoel Carreiro, João de Medeiros, Francisco Carreiro, Manoel Furtado Salema, João Escaler, Francisco Carreiro Braga e João Ignacio.

 

A 12 de dezembro do mesmo ano, “O Villa-Franquense” publica a última lista de donativos, agora com habitantes na Ribeira Seca e da Ribeira das Tainhas.  Da Ribeira Seca: Agostinho José, Manoel João Carreiro, Bento d’Andrade, João de Medeiros Bolota, Luiz Carreiro, João Carreiro Filho, Manoel Gomes Pimentel, Manoel de Souza Salgado, Antonio Vicente Rendeiro, José Caetano, José Carreiro, José Botelho, Miguel Botelho, Manoel Ferreira, Francisco Bento, Francisco de Souza Salgado, Manoel Furtado Garoupa, Jacintho Martins, Manoel Martins, Manoel Gomes, Manoel João Furtado, Francisco Botelho, Antonio de Lima Carvalho, Francisco Branco, José Branco, João Branco Filho, José da Costa, Antonio Carreiro Braga, Antonio Ferreira, Manoel Pacheco, Francisco Pacheco, Manoel Liborio, Manoel José de Souza, Manoel Pacheco, Manoel Furtado Feitor, José Ferreira, Antonio Galego, Antonio Sargo, Antonio d’Oliveira, Francisco de Souza Leite e Francisco Ferreira. Da Ribeira das Tainhas, contribuíram: Francisco da Carreira Piquete, Jacintho José Rapozo, Arcenio Moniz Furtado, Manoel Moniz Furtado, Manoel Furtado Lourença, Antonio Furtado Bragoim, Manoel Matheos, Antonio Furtado Duque, Antonio Furtado Lourença, Francisco Pacheco, José Furtado Fontes, Francisco Moniz Furtado, Exm.º Barão das Laranjeiras, Antonio Jacintho Jorge e Luiz Freitas da Silva Junior.

 

Atingidos os “rs. 350$000”, valor que não sabemos se foi suficiente para a construção da ponte, esta terá sido inaugurada em 1873, como indica uma inscrição existente na mesma gravada em pedra.

 

25 de maio de 2026

 

Teófilo Braga

sábado, 6 de junho de 2026

Virusaperiódico (184)

 


Virusaperiódico (184)

 

No primeiro dia de junho, continuei a divulgar o lançamento do livro “Açores 500 Flores”, estive a rever um texto sobre memórias do longo Verão Quente nos Açores e rascunhei um artigo para o jornal da Casa do Povo do Pico da Pedra.

 

O Rex regressou a casa, mas vai ficar sujeito a medicação enquanto vida tiver.

 

Comecei o dia 2 a organizar ficheiros de fotografias sobre plantas melíferas, tendo neste momento o registo de 74. É uma pena não haver uma publicação sobre o assunto nos Açores com o período de floração. Seria um instrumento de trabalho muito útil para os apicultores. Visitei um espaço ajardinado, onde encontrei algumas árvores mal classificadas. Há “especialistas” muito criativos.

 

No dia 3, destaco o lançamento do livro “Açores 500 Flores” de que sou coautor com Raimundo Quintal. Registo a oferta que recebi do Editor das Letras Lavadas, um exemplar especial do livro.

 

No dia 4,visitei o Pinhal da Paz, almocei a ver aviões a aterrar e a levantar e acabei o dia a visitar a Mata do Pópulo. Um dia muito preenchido!

 

No dia 5, Dia Mundial do Ambiente, a principal atividade foi uma visita à Quinta do Agricultor na Relva. Um espaço que merece ser mais conhecido por parte de residentes e visitantes. No fim do dia ainda houve tempo para a leitura das primeiras páginas do livro “O Povo é quem Mais Ordena. Revolução dos Cravos 1974-1976”, de Victor Pereira, editado pela Fora de Jogo.

 

No dia 6, visitei a Mata do Dr. Fraga, na Maia, as “Terras do Chá”, na Lombinha da Maia, e a Fábrica de Chá, no Porto Formoso.

 

6 de junho de 2026

quarta-feira, 3 de junho de 2026

NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AÇORES 500 FLORES"



 NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AÇORES 500 FLORES"


Boa tarde,

 

Saúdo e agradeço a presença de todos.

 

Falar em último lugar é uma vantagem, pois tudo o que de importante havia para dizer já foi dito.

 

Assim, resta-me agradecer a todas as pessoas que tornaram esta obra possível.

 

Este livro, tal como os três anteriores, “Jardim Botânico José do Canto -100 árvores” (2018), Árvores dos Açores-Ilha de São Miguel”(2019) e “Mata do Dr. Fraga -Herança Viva de um Madeirense” (2022) é o resultado da parceria de um cidadão “endémico” da Madeira e de outro “endémico” dos Açores.

 

Tal como os anteriores, este não seria possível sem a colaboração de outras pessoas que aproveito para agradecer reconhecidamente. Destaco os seguintes nomes: José António Pacheco que nos honrou com a escrita do prefácio e com o “arranjo floral da sala”, Helena Melo Medeiros e Segismundo Martins pela leitura atenta do texto e das provas tipográficas bem como pelas sugestões apresentadas, Carina Costa, Francisco Ribeiro, Jean-Claude Maret, Lúcia Ventura, Manuel Moniz da Ponte e Maria Helena Câmara pela generosa cedência de fotografias.

 

Não podíamos também deixar de referir a  Editora Letras Lavadas, na pessoa do seu timoneiro Ernesto Rezendes, que prontamente acedeu à publicação do livro, bem como a equipa de trabalho da Nova Gráfica, em especial a Pedro Melo, pela paginação do livro e Jaime Serra, pela bela capa do mesmo.

 

Um agradecimento especial às pessoas que convidamos para apresentar o livro, o Dr. Gualter Furtado e o Eng. José António Pacheco.

 

Este livro, resultado de investigação histórica e de muito pesquisa de campo, não seria possível sem a colaboração de largas dezenas de pessoas que responderam a um inquérito sobre o uso ornamental das plantas realizado em 2025 e de muita conversa sobre o assunto que mantivemos com muitas outras, ao longo dos últimos anos. A todos o nosso muito obrigado.

 

Este “Açores 500 Flores”, foi o livro que mais prazer e talvez sofrimento me deu. Só refiro o agradável, recordei a minha infância, sobretudo a procissão dos Enfermos na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, nomeadamente a ornamentação da Rua do Jogo, que era totalmente coberta com verdura de criptoméria e cujo tapete central era feito exclusivamente com flores, a esmagadora maioria de azáleas. Como não havia flores suficientes em Vila Franca, a maioria era colhida nas Furnas, nas bermas das estradas e em prédios privados. Lembro-me de há cerca de 60 anos ter ido com ninha avó Maria dos Santos Verdadeiro, na camioneta do Varela, colher azáleas na Grená, pois por respeitarmos as plantas, era-nos dada permissão pelo senhor Manuel que era quem tomava conta da mesma.

 

Termino com a citação do texto “Amar as flores” que encontrei no nº de abril de 1849 do Agricultor Michaelense:

 

Quando me perguntam para que servem as flores ou arbustos, o meu primeiro desejo é examinar o comprimento das orelhas d’ um tal.

 

Pesa-me o coração estar a medir tudo pelo padrão da mera utilidade e proveito; e do coração me compadeço de todos os que não acham na vida outro prazer senão no lucro pecuniário, ou no gozo puramente animal de comer e beber.

 

Espero que o livro seja do agrado de todos.

 

Muito Obrigado!


3 de junho de 2026

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Virusaperiódico (183)

 


Virusaperiódico (183)

 

Na companhia do D., no dia 28 de maio visitei o Jardim do Palácio de Santana  e o Pinhal da Paz. Observamos árvores dignas de serem classificadas como de interesse público em ambos os espaços verdes. No Pinhal da Paz, tiramos algumas medidas a um eucalipto (robusta) e a um vinhático.

 

De tarde, estive a trabalhar num livro que há-de surgir para o final do ano, se tudo correr bem.

 

Comecei o dia 29 a organizar as imagens tiradas no dia anterior, o que fez com que estivesse ocupado grande parte da manhã. Ainda de manhã, comecei a fazer a divulgação de uma visita guiada à Mata do Dr. Fraga, na Maia, no próximo dia 6 de junho.

 

De tarde, estive a fazer trabalhos domésticos e a preparar materiais e equipamentos para levar para a terra amanhã.

 

Li que um membro do Governo Regional voltou a falar em hidrogénio verde. Há cerca de 20 anos, o hidrogénio já era apresentado como a grande solução para os problemas energéticos dos Açores. Até se falava que exportá-lo. Continuo a esperar, mas sentado.

 

No dia 30, São Pedro não foi meu amigo. Devido à chuva só estive em Vila Franca do Campo de manhã, ficando o trabalho na terra por fazer. De tarde, acabei de ler o nº 13 da revista Ecossocialismo e voltei a trabalhar sobre plantas e flores.

 

Tomei conhecimento da morte do pensador francês Edgar Morin. Dele possuo e li vários livros, penso que o primeiro foi "O Paradigma Perdido: a Natureza Humana". O Mundo ficou mais pobre.

 

Hoje, de urgência, o Rex foi ao veterinário e teve de ficar internado. A idade a causar estragos.

 

O dia 31 foi de descanso e de divulgação do lançamento do livro “Açores 500 Flores”.

31 de maio de 2026

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Virusaperiódico (182)

 


Virusaperiódico (182)

 

Com o livro sobre as flores dos Açores a ser impresso, dediquei a manhã do dia 21 a outro que aí vem. De tarde, estive numa sessão promovida pela ASSP e passei pela Nova Gráfica, onde assisti à impressão de algumas páginas do livro mencionado.

 

No dia 22, acompanhei uma turma do 11º ano da Escola Secundária das Laranjeiras que visitou o Jardim Botânico José do Canto e depois fez uma parte do percurso de Antero de Quental no último dia da sua vida. Foi agradável rever alguns dos meus últimos alunos do 8º ano de escolaridade e que agora já estão a frequentar o 11º ano.

 

No dia 23, apesar de algumas limitações físicas, estive na Ribeira Seca de Vila Franca, primeiro na Ribeira Nova, onde semeei milho-de-vassoura e açafroa. Espero que as plantas consigam sobreviver ao ataque dos coelhos. Na Courela, para além de limpar algumas bananeiras e bananas, também semeei um rego de milho-de-vassoura e outro de açafroa. Recebi, a título de oferta, entre outras prendas, couves, batatas, nabos, ervilhas e doce de amora.

 

No domingo, dia 24, para além de algumas tarefas domésticas e de escrever um texto sobre a ponte da Ribeira Seca, estive a ler alguns textos do livro “Humor na Literatura Açoriana Antologia”.

 

Comecei a segunda-feira da Pombinha, dia 25, a divulgar o lançamento do livro “Açores 500 Flores” e a terminar o texto sobre a ponte da Ribeira Seca, cuja data de conclusão ainda não tenho confirmada.

 

Mais uma vez a ribeira da Ribeira Grande apareceu conspurcada por excrementos ou terra misturada com os mesmos. Li que a Câmara Municipal da Ribeira Grande iria criar um piquete ambiental. Espero estar enganado, mas penso que servirá para pouco. O que é preciso é evitar que haja escorrências para aquela linha de água e isto faz-se com um decente ordenamento e uso do território.

 

25 de maio de 2025