Virusaperiódico (172)
8 de abril
Foi um dia exigente. A doença
de um familiar obrigou-me a permanecer mais por casa e a assumir tarefas fora
da rotina. Ainda assim, consegui dedicar algum tempo ao quintal: mondei ervas
que estavam a prejudicar algumas plantas e colhi meia dúzia de inhames.A
leitura também marcou presença, com mais dois casos do livro de Ricardo Barros.
Pelo meio, surgiu um
contratempo inesperado: o telemóvel dava sinais de estar prestes a “explodir”.
Dirigi-me a uma loja e fiquei a saber que teria de ficar sem ele, pelo menos,
quinze dias, pois a reparação terá de ser feita no Porto. A autonomia dos Açores
revela muitas limitações e por vezes total dependência do exterior.
9 de abril
De manhã, estive na
biblioteca pública a consultar o jornal A Vila, mas sem sucesso
naquilo que procurava. Durante a tarde, regressei ao quintal por alguns minutos
e avancei no trabalho de um livro que pretende dar visibilidade a uma parte da
história dos Açores frequentemente omitida ou reinterpretada por quem não o deveria
fazer.
10 de abril
O dia foi passado
maioritariamente em casa, entre pequenas tarefas no quintal e leituras.
Explorei partes de um livro sobre a correspondência entre Teófilo Braga e
Inocêncio Francisco da Silva. Li também alguns textos do jornal A Batalha,
antigo órgão da CGT, cuja assinatura mantenho há muitos anos, embora
ultimamente não me tenha agradado tanto.
11 de abril
Um dia intensamente dedicado
ao trabalho manual. De manhã, no Pico da Pedra, preparei um espaço para acolher
várias plantas — algumas já envasadas, outras em processo de reprodução por
estacaria.
Mais tarde, em Vila Franca,
cuidei das abelhas e fiz algumas mondas. Acompanhei ainda uma jovem estudante
de mestrado numa visita a vários moinhos, infelizmente em ruínas, ao longo da
ribeira da Ribeira Seca.
Ao final do dia, já com
poucas forças, consegui ainda ler o último conto do livro de Ricardo Barros.
Uma leitura recomendável para quem procura algo interessante.
11 de
abril de 2026











