Virusaperiódico (160)
No dia 31 de janeiro, devido às más condições do tempo, o
trabalho foi quase todo feito à abrigada, tendo terminado de derreter a cera
das abelhas e feito limpeza em material apícola.
No Pico da Pedra, coloquei no Quintal um mirtilo (Vaccinium
myrtillus) e uma planta e algumas estacas de tamarilho,
tomateiro-arbóreo ou mamona (Solanum betaceum).
No pouco tempo em que foi possível estar em Vila Franca do
Campo, estive a colocar suportes em algumas plantas que estavam tombadas pelo
vento e canas para sinalizar as estacas de tamarilhos colocadas na terra na
semana passada. Coloquei muito próximo das colmeias uma armadilha para a vespa
asiática. Verifiquei que quatro acácias de grande porte haviam sido arrancadas
pelo vento.
Ocupei o dia 1 de fevereiro, dedicando algum
tempo ao ativismo ambiental e cívico. O resto do tempo foi passado em leituras
diversas, nomeadamente de textos da revista Flauta de Luz.
No dia 2, estive a trabalhar em dois livros
que, se tudo correr bem, serão editados este ano, um deles, em princípio, ainda
na primavera. Não houve tempo para leituras.
O dia 3 de fevereiro foi dedicado às plantas,
do Jardim, Botânico José do Canto, onde observei pela primeira vez o
lírio-pincel (Scadoxus puniceus), planta tropical que para o seu cultivo
requer muitos cuidados. Também foi dia de envasar espadas-de-são-jorge.
Nos dias 4 e 5 estive a trabalhar sobre plantas
e jardins, mas também dediquei algum tempo à memória dos tempos conturbados, que
se seguiram ao 6 de junho de 1975.
A morte de Serafim Riem, é um duro golpe no
movimento de defesa do ambiente no nosso país. Contatei com ele pela primeira
vez em 1985 e foi através dele que aderi à IRIS-Associação Nacional de Ambiente.
A nossa homenagem consistirá, enquanto forças houver, em continuar a luta por
um Mundo melhor.
5 de fevereiro de 2026






