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sábado, 22 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “LAGOA DO FOGO- LOMBADAS”



PERCURSO PEDESTRE “LAGOA DO FOGO- LOMBADAS”

Ponto de Partida: Miradouro da Lagoa do Fogo
Ponto de Chegada: Lombadas
Extensão: 5,7 km
Duração média: 2 h 30 min
Grau de Dificuldade: Elevado
Grau de Perigosidade: Elevado
Forma: Linear

O percurso inicia-se no miradouro da Lagoa do Fogo, uma das mais belas, senão a mais bela das lagoas açorianas, implantada numa caldeira com 3 km de diâmetro e 100 a 300 m de profundidade, formada há cerca de 15 000 anos, no topo do vulcão de Água de Pau ou do Fogo.

Na descida do miradouro até à lagoa, é possível observar uma grande diversidade da flora nativa dos Açores como a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o queiró (Calluna vulgaris), a urze (Erica azorica), o folhado (Viburnum tinus ssp. subcordatum), o azevinho (Ilex perado ssp. azorica), o feto-do-botão (Woodwardia radicans), o feto-do-cabelinho (Culcita macrocarpa), o louro (Laurus azorica), o canicão (Holcus rigidus) e o sargasso (Luzula purpureosplendens).

O posto 2 situa-se numa praia, na margem da lagoa, de onde é possível observar parte da caldeira de colapso, na qual se insere a lagoa. A vegetação deste posto caracteriza-se por ser rasteira, com destaque para o queiró (Caluna vulgaris), evidenciando-se, ao longe, as plantações das criptomérias (Cryptomeria japonica).

As aves são presença constante e abundante na lagoa e nas suas margens, sendo este um importante ponto de reprodução para aves marinhas como a gaivota (Laurus cachinnans atlantis) e o garajau-comum (Sterna hirundo). Para além destas, é possível observar outras espécies como o milhafre (Buteo buteo rotchschilidi), a alvéola (Motacilla cinerea) e o melro-negro (Turdus merula azorensis).

O posto 3 situa-se numa encruzilhada de trilhos, no bordo norte das cumeeiras da Lagoa do Fogo. Este posto apresenta uma vista panorâmica muito bonita sobre a caldeira da Lagoa do Fogo, bem como, sobre parte da costa norte de São Miguel, com destaque para a cidade da Ribeira Grande e freguesias limítrofes.

O trajecto, desde o posto anterior, faz-se, na sua grande maioria, no interior de uma mata de criptomérias (Cryptomeria japonica), na qual, é possível encontrar diversos exemplares de flora nativa açoriana como a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) o azevinho (Ilex perado ssp. azorica), o feto-do-cabelinho (Culcita macrocarpa) e o sanguinho (Frangula azorica).


O percurso termina no local das Lombadas, junto às ruínas das instalações da empresa que explorou a água mineral.

Teófilo Braga
(Terra Nostra, 301, 15 de dezembro de 2006)

sexta-feira, 21 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “FURNAS”


PERCURSO PEDESTRE “FURNAS”


Ponto de Partida e de Chegada: Largo Marquês da Praia e Monfort
Extensão: 11 km (aproximadamente)
Duração média: 3 h 30 min
Grau de Dificuldade: Fácil/Médio
Grau de Perigosidade: Baixo
Forma: Circular

O percurso pedestre tem início no Largo Marquês da Praia e Monfort, onde se situa um dos acessos ao mais importante parque da ilha e um dos maiores jardins açorianos, o Parque Terra Nostra. A sua construção deve-se à iniciativa de Tomaz Hickling, vice-cônsul americano que chegou a S. Miguel em 1769, e que maravilhado com o Vale das Furnas, adquiriu um terreno e construiu a sua casa de campo - o "Yankee Hall" - no meio de um jardim.

Num terreno anexo ao jardim, em 1935, foi aberto o Hotel Terra Nostra. Em 1936, toda a propriedade foi adquirida pela “Sociedade Terra Nostra”, que desde então tem feito grandes beneficiações. No “Parque Terra Nostra”, com 12,5 hectares de superfície, o visitante poderá observar não só, uma variedade muito rica de espécies oriundas dos quatro cantos do mundo, mas também um espaço onde poderá encontrar alguns exemplares da flora primitiva dos Açores.
O posto 2 localiza-se nas “Caldeiras da Lagoa das Furnas”, que corresponde a um dos mais importantes campos fumarólicos dos Açores. As fumarolas aqui existentes resultam da ascenção do vapor de um aquífero em ebulição, localizado a cerca de 160 metros de profundidade e à temperatura de 200º C.
A Lagoa das Furnas ocupa uma área de cerca de 2 Km2 e possui uma profundidade máxima de cerca de 12 metros. As primeiras introduções de peixes que conhecemos são a de ruivos (Rutilus rutilus), efectuadas no final do século passado pelo consúl inglês George William Hayes, e as de carpas (Cyprinus carpio) e percas (Perca fluviatilis), entre 1895 e 1913, por José Maria Raposo Amaral. Depois destas, muitas outras se seguiram e num estudo efectuado, em 1992, por Helena Flor de Lima foi identificada a presença das seguintes espécies piscícolas: ruivo, perca, sandre (Stizostediom lucioperca), carpa comum e lúcio (Esox lucius).
O terceiro ponto de paragem é junto à Ermida de Nossa Senhora das Vitórias, mandada edificar por José do Canto em cumprimento de um voto feito por ocasião de doença de sua esposa. A ermida, que foi inaugurada a 15 de Agosto de 1886, é, no dizer de Urbano de Mendonça Dias “das mais ricas obras d'arte de toda a Ilha, em cantaria da terra, em estilo gótico do norte da Europa, executada por artistas Micaelenses sob a chefia do Mestre António de Sousa Redemoinho, hábil pedreiro de Vila Franca”.
O quarto ponto de paragem situa-se no cruzamento da estrada regional com um caminho que leva à zona da Lagoa Seca, uma área aplanada onde se situa um viveiro florestal, e que conduz também ao miradouro do Lombo do Milho, de onde se tem uma magnífica vista sobre a freguesia das Furnas. Sensivelmente no centro desta área aplanada encontra-se uma elevação, em forma de doma - o Pico do Gaspar - formada por traquitos de cor cinza clara que, nalguns locais, estão muito alterados.
O último posto localiza-se no anel pomítico do Pico do Gaspar, junto ao cruzamento com o caminho rural dos Castelinhos, de onde é possível seguir para Sul, contornando uma parte deste anel pomítico, no meio de arvoredo composto, entre outras espécies, por criptomérias (Cryptomeria japonica), fetos (Woodwardia radicans), heras (Hedera helix) e uveiras da serra.
A região da Lagoa Seca e do Pico Gaspar é apontada por alguns autores como o local do centro eruptivo de uma erupção vulcânica que terá ocorrido nas Furnas por volta dos anos 1444-45.
A região da Lagoa Seca está ocupada essencialmente por pastagens e por pequenas matas de criptomérias e acácias (Acacia melanoxylon). Neste posto e nos anteriores é possível observar a nossa única ave de rapina diurna, o milhafre (Buteo buteo rotschildi), que aqui nidifica.
Teófilo Braga
(Terra Nostra, 299, 17 de novembro de 2006)

quinta-feira, 20 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “PICO DE MAFRA”


PERCURSO PEDESTRE “PICO DE MAFRA”


Ponto de Partida e de Chegada: Igreja Paroquial dos Mosteiros
Extensão: 5,2 km (aproximadamente)
Duração média: 1 h 30 min
Grau de Dificuldade: Fácil
Grau de Perigosidade: Baixo
Forma: Circular

O percurso pedestre "Pico de Mafra", localiza-se na freguesia dos Mosteiros, situada na extremidade ocidental da ilha de São Miguel, a cerca de 30 km da cidade de Ponta Delgada. Com uma área aproximada de 8,98km2, os Mosteiros possuem, de acordo com o censo populacional de 200, uma população de 1188 habitantes,.

O percurso pedestre tem início junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mandada construir, no centro da freguesia dos Mosteiros, em terrenos que pertenceram à família de António Moreira da Câmara. A igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição, construída em diversas etapas, remonta ao início do século XVII. A capela-mor deste templo foi mandada construir no ano de 1606 e o corpo da igreja começou a ser construído em 1837. Por seu turno, a torre só ficaria construída a 2 de Agosto de 1851.

O segundo posto localiza-se na ponta dos Mosteiros, junto às denominadas piscinas naturais, talhadas nas lavas que formam uma plataforma rochosa basáltica. Estas lavas são ricas em fenocristais de olivina (cor esverdeada) e de piroxenas (cor negra, escuros), que podem ser facilmente observados na rocha. Neste local podem-se observar algumas plantas características da flora do litoral como, por exemplo, a erva leiteira (Euphorbia azorica), o bracel (Festuca petrae), a diabelha (Plantago coronopus) e o Limonium vulgare ssp. serotinum.

O terceiro posto situa-se junto a um fontanário localizado na Rua Direita do Pico de Mafra. Muito próximo deste, localizado num ramal que liga o caminho Velho do Pico de Mafra à estrada regional, situa-se um bebedouro que é utilizado pelos habitantes da localidade para dar de beber ao gado bovino, Quem quiser subir ao Pico de Mafra, elevação com 359 metros de altitude, poderá fazê-lo, depois de ter obtido a autorização prévia dos proprietários, entrando no primeiro portão que dá acesso a uma pastagem, situado no caminho que liga o Pico de Mafra à localidade de João Bom.

O Pico de Mafra é um cone strombiliano basáltico cujas escoadas lávicas deram origem à fajã ou delta lávico onde está implantada a freguesia dos Mosteiros. As escoadas do Pico de Mafra, ao avançar mar dentro, permitiram a preservação da antiga falésia existente no local, sob a forma de uma "arriba fóssil" a qual é melhor observada do miradouro do Caminho do Concelho. No que diz respeito à avifauna, no Pico de Mafra é possível ouvir-se o canto ou observarmos algumas das seguintes espécies: toutos (Sylvia atriccapilla atlantis), Milhafres (Buteo buteo rothschidi), alvéolas (Motacilla cinerea patriciae), tentilhões (Fringilla coelebs moreletti), estrelinhas (Regulus regulus azoricus) e Santantoninhos (Erithacus rubecula).

O último posto localiza-se junto a um tradicional Império do Espírito Santo, podendo-se, um pouco mais abaixo, apreciar um bonito fontanário construído, em 1869, pela Câmara Municipal de Ponta Delgada. Daqui, tem-se uma interessante vista da freguesia dos Mosteiros, que está implantada num delta, ou fajã lávica, parcialmente capeada por piroclastos pomíticos provenientes da caldeira das Sete Cidades.

Teófilo Braga
(Terra Nostra, 297, 20 de outubro de 2006)


PERCURSO PEDESTRE “PRAIA DA VIOLA”


PERCURSO PEDESTRE “PRAIA DA VIOLA”


Ponto de Partida: Rua do Forno da Telha, Lomba da Maia
Ponto de Chegada- Maia
Extensão: 3,6 km (aproximadamente)
Duração média: 2 h
Grau de Dificuldade: Difícil
Grau de Perigosidade: Elevado
Forma: Linear

O percurso inicia-se na Rua do Forno da Telha, na Lomba da Maia, muito próximo do cemitério da freguesia. A freguesia da Lomba da Maia ocupa uma área de 20,5 km2 e tem uma população, segundo os Censos de 2001, de 1174 habitantes, que se dedica maioritariamente à agricultura e à pecuária.

No que diz respeito à agricultura, a Lomba da Maia e as freguesias limítrofes são as de maior produção de batata branca ou inglesa (Solanum tuberosum) na ilha de São Miguel. Este papel predominante da agricultura na vida dos cidadãos da freguesia, é notada nos campos em redor deste ponto, onde se pode observar diversas culturas como, por exemplo, e para além das mencionadas batatas, as ervilhas (Pisum sativum), os tomates (Lycopersicum esculentum), as cebolas (Allium cepa) e a vinha (Vitis vinifera).

Através de José do Melo Lindo, a Lomba da Maia está ligada aos primórdios da indústria de lacticínios na ilha de São Miguel. Com efeito, terá existido na Lomba da Maia, no final do século XIX e nos primeiros anos do século XX, uma fábrica de lacticínios, primeiro como sucursal de uma fábrica existente na Ribeira Grande pertencente aos industriais João Borges e Caetano Velho Cabral, a trabalhar, devido à escassez do leite, apenas nos meses de Junho, Julho e Agosto.

O segundo ponto de paragem faz-se junto às Azenhas da Viola, um conjunto de moinhos de água já em ruínas, muito próximo da Ribeira do Salto. Neste posto, pode-se apreciar, entre outras, as seguintes espécies características da vegetação costeira: a erva-leiteira (Euphorbia azorica), a figueira-brava (Pericalis malviflora), a faia (Myrica faia), o Tolpis fruticosa, o bracel-da-rocha (Festuca petraea), a diabelha (Plantago coronopus), a urze (Erica azorica), o queiró (Calluna vulgaris), a cenoura-brava (Daucus carota ssp. azoricus), o bermim (Silene vulgaris ssp. maritima) e o Limonium vulgare ssp. serotinum.

A praia de areia, conhecida pelas populações das freguesias mais próximas como Praia da Viola, constitui o terceiro posto. Neste local, para além das plantas expontâneas, como a diabelha (Plantago coronopus), o cubre (Solidago sempervirens), a figueira-brava (Pericalis malviflora), as chagas (Tropaeolum majus), o agrião d’água (Nasturtium officinale), o bracel-da-rocha (Festuca petraea), a cana (Arundo donax) e o feto (Cyrtomium falcatum), pode-se encontrar algumas espécies cultivadas, como é o caso da espadana (Phormium tenax) e o inhame (Colocasia esculenta), planta que se adapta bem a terrenos alagados, como são os desta zona.

O quarto posto situa-se junto às Azenhas do Nateiro, um conjunto de moinhos de água em ruínas que, outrora, aproveitavam o caudal da Nascente do Nateiro para a moagem de cereais. A presença de moinhos nesta zona da ilha é bastante antiga. Com efeito, Gaspar Frutuoso refere a presença de moinhos de água na Maia no século XVI, os quais se mantiveram em actividade até meados do século XX

O posto 5 localiza-se na ponte da Ribeira da Faleira, a qual passa pelo povoado da Lombinha da Maia, situado a cerca de 3 km da sede da freguesia, a Maia. A Ribeira da Faleira tem origem a uma altitude aproximada de 580 metros, na zona central da ilha de São Miguel. Nas margens da Ribeira da Faleira, predomina a cana (Arundo donax), uma espécie que, junto à costa, é utilizada em sebes, sobretudo em terrenos de vinha. Existem, ainda, o incenso (Pittosporum undulatum) e a conteira (Hedychium gardnerianum

O percurso acaba na estrada que liga a Maia à Lombinha da Maia, no local onde esta se cruza com o estreito carreiro que liga até à Praia da Viola. Daqui, tem-se uma vista muito aprazível do povoado da Maia.

A freguesia da Maia, com uma superfície de 21,97 km2 e 1901 habitantes, de acordo com os Censos de 2001, fica a cerca de 17 km da cidade da Ribeira Grande e a 36 km de Ponta Delgada. O seu nome deriva do de uma fidalga moradora na localidade no final do século XV, Inês da Maia.

Teófilo Braga
(Terra Nostra, 292, 11 de agosto de 2006)


quarta-feira, 19 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “Montanha do Pico”


PERCURSO PEDESTRE “Montanha do Pico”


Ponto de Partida e de Chegada- Cabeço das Cabras
Extensão: 7 km (aproximadamente)
Duração média: 6 h
Grau de Dificuldade: Difícil
Grau de Perigosidade: Elevado
Forma: Linear

O percurso pedestre inicia-se próximo do Cabeço das Cabras, a cerca de 1200 m de altitude. Neste local a vegetação, devido às condições climatéricas, é bastante baixa, sendo possível encontramos, entre outras, as seguintes espécies da flora açoriana: urze (Erica azorica), uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), canicão (Holcus rigidus), rapa (Calluna vulgaris), tomilho (Thymus caespititius), azevinho (Ilex perado), cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), queiró (Daboecia azorica), Rapa-língua (Rubia peregrina) e Tolpis azorica.

A uma altitude de 1425 metros localiza-se o segundo posto do trilho da Montanha, junto à Furna Abrigo. A Furna abrigo é uma chaminé vulcânica de um hornito, o qual é, de acordo com Nunes (1998), um pequeno cone de lava, sem conduta profunda, formado por “salpicos” de lava, resultantes de pequenas explosões ocorridas à superfície das escoadas.Por seu turno, Arruda (1972) caracteriza a Furna Abrigo como sendo um algar com 39 metros de profundidade implantado em lavas do tipo pahoehoe, muito recentes. Ainda de acordo com a descrição do referido autor, a 30 metros de profundidade existe uma passagem para outra sala com um comprimento de 13 metros e uma largura de 10 metros. Na sala inferior, sobretudo na zona Este da cavidade, podem ser observados numerosos pingos de lava, alguns dos quais de grandes dimensões.

O posto 3 localiza-se a uma altitude de 2250 m, na cratera de colapso existente na Montanha do Pico. As crateras de colapso “resultam do colapso de segmentos da superfície do vulcão, devido à drenagem de magma basáltico da conduta e de níveis superiores da câmara magmática. Drenado o magma, o tecto da câmara abate (por blocos ou como um todo), incapaz de suster o peso das formações superiores (Nunes, 1998).
A esta altitude a vegetação quase que desaparece, mas continua a ser possível observar a rapa (Calluna vulgaris), o queiró (Daboecia azorica) e o tomilho ou erva-úrsula (Thymus caespititius), sendo esta última a espécie predominante. Na cratera, é possível observar-se, ainda, o bermim (Silene vulgaris ssp. craterícola), uma subespécie endémica dos Açores que apenas se encontra neste local. No que diz respeito à avifauna, é possível observar-se o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti), o melro-negro (Turdus merula azorensis) e a álvéola (Motacilla cinerea patriciae).

O último posto deste percurso localiza-se no cimo do Piquinho, a 2351 m de altitude, o ponto mais alto de Portugal.O Piquinho é um cone lávico muito íngreme, que se eleva cerca de 125 metros do fundo da cratera, formado por lavas “em tripa” (Nunes, 1999). Ocupando todo o sector NE da cratera, as suas vertentes, segundo Nunes (1999), para cotas superiores a 2280 m, apresentam inclinações médias de 45º, atingindo localmente valores na ordem de 50º-70º. No topo do Piquinho existe uma cratera com cerca de 15 m de diâmetro, onde se localiza um pequeno campo fumarólico.

Do Piquinho, a paisagem que se avista é monumental, desde a ilha de São Jorge, a nordeste e o Faial a Oeste, à zona central da própria ilha, a sueste, com os seus cones vulcânicos, as manchas de vegetação primitiva, as pequenas lagoas, etc, até à imensidade do oceano Atlântico. Deste local é, ainda, possível observar, em dias de bom tempo, as ilhas Graciosa e Terceira.

BIBLIOGRAFIA
ARRUDA, L., (1972), “Contribuição para o estudo espeleológico da ilha do Pico (Açores)”, Sociedade Portuguesa de Espeleologia 5; 1-11.
NUNES, J. (1998), Paisagens Vulcânicas dos Açores, Amigos dos Açores, Ponta Delgada.
NUNES, J. (1999), Actividade Vulcânica na Ilha do Pico do Plistocénico Superior ao Holocénico: Mecanismo Eruptivo e Hazard Vulcânico, Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, Ponta Delgada (Tese de Doutoramento).


Teófilo Braga
(Terra Nostra, julho de 2006)

terça-feira, 18 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “SALTO DO CABRITO”



PERCURSO PEDESTRE “SALTO DO CABRITO”


Ponto de Partida– Estrada Ribeira Grande- Lagoa do Fogo (junto ao Pico Vermelho)
Ponto de Chegada- Caldeiras da Ribeira Grande
Extensão: 5,4 km (aproximadamente)
Duração média: 2 h
Grau de Dificuldade: Fácil
Grau de Perigosidade: Médio
Forma: Linear


O percurso pedestre tem início junto ao Pico Vermelho, um cone de escórias com cratera circular e forma em taça. Muito perto deste local, um pouco mais a Norte, localiza-se a primeira central geotérmica do território nacional, inaugurada em setembro de 1980. Olhando para Sul, observamos o flanco norte do Vulcão de Água de Pau. No topo daquele vulcão existe uma caldeira com 3 km de diâmetro e 100 a 300 m de profundidade, formada há cerca de 15 000 anos. No interior da caldeira está implantada a Lagoa do Fogo, uma das mais belas lagoas açorianas.

O segundo posto localiza-se junto ao Salto do Cabrito, queda de água com cerca de 40 m de altura. Aqui, localiza-se a Central do Salto do Cabrito que entrará em funcionamento ainda este ano. Neste local, existiu uma central hidroeléctrica, conhecida como “Luz Velha do Cordeiro”, que esteve em serviço entre setembro de 1902 e dezembro de 1972. Neste local, pode-se encontrar, entre outras as seguintes espécies vegetais: incensos, acácias, figueiras e fetos arbóreos. É muito comum, também, observar-se, junto à cascata, entre outras aves, alvéolas.

O terceiro ponto de paragem, localiza-se junto à central hidroeléctrica da Fajã Redonda. Esta central entrou em funcionamento em 1927 e foi desactivada muito recentemente.

O quatro posto localiza-se junto à câmara de decantação da Central Hidroeléctrica do Salto do Cabrito, junto à estrada que liga as Caldeiras às Lombadas. Nas Lombadas podemos observar algumas espécies da flora primitiva dos Açores como: louros, faias, azevinhos, cedros-do-mato e urzes.

O quinto posto, localiza-se a cerca de 300 metros de altitude, junto a uma barragem, de 15 metros de altura, que represa as águas da ribeira Grande. Neste posto, a vegetação é constituída, essencialmente, por acácias, criptomérias, plátanos e conteiras.

O percurso termina nas Caldeiras, povoado pertencente à freguesia da Matriz, da Ribeira Grande. As águas sulfurosas das Caldeiras, consideradas boas para a pele e para reumatismo, foram usadas durante muitos anos com fins terapêuticos.Com efeito, aquelas águas "muito mais salutares que as das Caldas da Rainha em Portugal, curam radicalmente todas as moléstias a que são aplicadas", alimentaram, durante muitos anos, um pequeno balneário, datado de 1811, designado por Banhos da Coroa, que atualmente se encontra encerrado.

Teófilo Braga
(Terra Nostra, 2 de junho de 2006)

segunda-feira, 17 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “FAJÃ DE LOPO VAZ”



PERCURSO PEDESTRE “FAJÃ DE LOPO VAZ”

Ponto de Partida e de Chegada – Miradouro da Fajã de Lopo Vaz- Lajes das Flores
Extensão: 3 km (aproximadamente)
Duração média: 1h 20 min
Grau de Dificuldade: Fácil
Grau de Perigosidade: Médio
Forma: Linear

O início do percurso pedestre situa-se no Miradouro da Fajã de Lopo Vaz, a cerca de 1800 m da estrada que liga as Lajes das Flores à Fajã Grande.Daqui, avista-se a escarpa cujos materiais terão originado a Fajã de Lopo Vaz, que terá resultado da acumulação de materiais proveninetes da referida escarpa, bem como a Ponta da Rocha Alta, a Oeste.

No miradouro, podem-se observar algumas espécies da flora açoriana, entre as quais destacam-se as seguintes introduzidas: criptoméria (Cryptomeria japonica), oriunda do Japão, hortência (Hydrangea macrophylla), também oriunda do Japão, roca-da –velha (Hedychium gardneranum), originária do Himalaia, a faia-da-Holanda ou faia-do-norte (Pittosporum tobira), nativa da Ásia, a acácia (Acacia melanoxylon), proveniente da Austrália. É também possível observar algumas espécies nativas dos Açores, como a faia (Myrica faya), a urze (Erica azorica), hera (Hedera azorica) e o pau-branco (Picconia azorica), sendo as três últimas endémicas.

Depois de uma descida feita num estreito e íngreme carreiro, onde é possível observar algumas espécies endémicas da flora açoriana, como o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), o bracel (Festuca petraea) e o pau-branco (Picconia azorica), chega-se ao segundo posto, junto à primeira casa que se encontra, na praia de calhau rolado e de areia existente na Fajã de Lopo Vaz. Neste ponto, existem dois plátanos (Platanus x hybrida), árvore que pode ultrapassar 30 m de altura, utilizada como ornamental em jardins e uma das árvores de arruamento mais comuns. Além dos plátanos, existem muitas rocas (Hedychium gardneranum), bananeiras (Musa sp.), inhames (Colocasia sp.) e uma plantação de abacaxi (Ananas comosus).

O último ponto de paragem é no fim do carreiro que atravessa toda a fajã. Aqui o solo está ocupado essencialmente por pastagens permanentes, onde é possível ver algum gado, vacas ou cabras, a pastar. Aqui, regista-se a presença de pastagens, não se notando grandes alterações no que diz respeito às plantas e animais que se observaram ao longo do percurso. Assim, continuam-se a observar gaivotas (Laurus cachinnans), tentilhões (Fringila coelebs moreletti) e toutinegras (Sylvia atricapilla atlantis).

Sobretudo na Primavera e no Verão é possível observar o grarajau-comum (Sterna hirundo), ave migratória que nidifica, nos Açores em colónias densas, em ilhéus e praias remotas, migrando, no final da época reprodutiva, mais de 15.000 Km, até à América do Sul e África do Sul.

Teófilo Braga
(Terra Nostra, 7 de abril de 2006)

PERCURSO PEDESTRE “TRÊS LAGOAS”



PERCURSO PEDESTRE “TRÊS LAGOAS”

Ponto de Partida e de Chegada – Posto de Recolha de Leite do Sanguinal (Vila Franca do Campo)
Extensão: 8 km
Duração média: 3h
Grau de Dificuldade: Fácil
Grau de Perigosidade: Baixo
Forma: Circular


O percurso pedestre inicia-se junto do Posto de Recolha de leite do Sanguinhal, na denominada estrada do Carreiro, em Vila Franca do Campo. Deste ponto, situado na margem de um afluente da ribeira Seca, podemos observar o Pico da Cruz, a Oeste, e o Pico da Roça Velha, a Este, cujas altitudes são 706 e 554 metros, respectivamente. Toda a área circundante está coberta por pastagens e por pequenas matas de criptoméria (Cryptomeria japonica).

O segundo posto situa-se a cerca de 1200 metros a Norte do primeiro, num local onde a estrada encontra um pequeno caminho a Este que dá acesso a um bebedouro artificial e a uma pastagem. A pouca distância daqui, a estrada bifurca em duas direcções: uma, a da direita, rumo ao Espigão do Salto e Monte Escuro e a outra em direcção ao Pico da Cruz. Neste local, a ocupação dos solos é semelhante à referida anteriormente. É de mencionar, no entanto, a presença de alguns pés de azáleas (Rhododendron indicum), groselheiras (Elaeagnus umbellata), tamujos (Myrsine africana), urzes (Erica azorica) e fetos reais (Osmunda regalis).

Saindo do posto anterior deve percorrer-se a pastagem existente, de modo a que a ribeira fique sempre à nossa esquerda. Depois, deve-se contornar o Pico da D. Guiomar, pelo lado esquerdo, até se chegar às margens da lagoa do Areeiro, situada no interior da cratera de um pequeno cone vulcânico.

No Pico da Dona Guiomar podem ser observadas comunidades vegetais, que apresentam espécies da flora natural dos Açores, como o folhado (Viburnum tinus), a uva da serra (Vaccinium cylindraceum), o louro (Laurus azorica) e o sanguinho (Frangula azorica).

Nas águas límpidas da lagoa, que não é povoada por espécies piscícolas, surgem algumas plantas aquáticas, como é o caso do Potamogeton sp. e Eleocharis sp.

O posto 4 situa-se nas margens da Lagoa dos Nenúfares, pequena lagoa localizada a SE da Lagoa do Congro, que deve o seu nome ao facto de se apresentar quase coberta por nenúfares (Nymphaea alba). A área envolvente está ocupada por uma mata de criptoméria e por incensos (Pittosporum undulatum). No atalho que bordeja a lagoa e no de acesso ainda se podem observar algumas azáleas e cedros (Chaemocyparis lawsoniana).

Nas suas águas, para além dos nenúfares, é possível observar algumas espécies como o Hypericum elodes, o Potamogeton polygonifolius, o junco (Juncus efusus) e o Scirpus fluitans. A lagoa é povoada por peixes vermelhos (Carassius auratus) e pelo tritão de crista (Triturus cristatus), anfíbio que foi referenciado na Ilha de S. Miguel, desde 1922.

O último posto do percurso localiza-se nas margens da lagoa do Congro. A Lagoa do Congro ocupa um maar. Com aproximadamente 1,25 Km de perímetro, a Lagoa do Congro apresenta um espelho de água com cerca de 0,1 Km2 de área e encontra-se cerca de 20 metros afundada na caldeira.
Para além das espécies predominantes como a criptoméria, a acácia e o incenso, é digno de registo a presença de uma espécie endémica da Madeira, o til (Ocotea foetens).
Nas suas águas, apenas é referenciada a presença da carpa (Carpa sp.) e da perca-do-rio (Perca fluviatilis).

Teófilo Braga

(Terra Nostra, 10 de março de 2006)

domingo, 16 de junho de 2019

PERCURSO PEDESTRE “LAGOA DAS FURNAS- RIBEIRA QUENTE”



PERCURSO PEDESTRE “LAGOA DAS FURNAS- RIBEIRA QUENTE”


Ponto de Partida – Caldeiras da Lagoa das Furnas
Ponto de Chegada- Ribeira Quente
Extensão: 12 km
Duração média: 4h
Grau de Dificuldade: Médio
Grau de Perigosidade: Médio

O percurso inicia-se nas “Caldeiras da Lagoa das Furnas”, um dos mais importantes campos fumarólicos dos Açores. Estas fumarolas estão associadas a aquíferos superficiais em ebulição, localizados a 100-200 m de profundidade e a temperaturas de cerca de 160º C, cuja fonte de calor provém de corpos magmáticos introduzidos associados ao vulcanismo recente da Caldeira das Furnas.

A Caldeira das Furnas é uma depressão vulcânica de subsidência, com cerca de 6 km de diâmetro e que atinge 250 metros de desnível nos sectores Norte e Este da depressão, nomeadamente junto ao miradouro do Salto do Cavalo.A Lagoa das Furnas ocupa uma área de cerca de 2 km2 e possui uma profundidade máxima de cerca de 12 metros.

O segundo posto localiza-se em frente à Ermida de Nossa Senhora das Vitórias. Mandada edificar por José do Canto, a ermida foi inaugurada a 15 de Agosto de 1886, encontrando-se implantada num num terreno com mais de 600 hectares, todo ele mandado arborizar pelo seu proprietário, que foi um dos principais introdutores de novas espécies, que hoje fazem das nossas ilhas um autêntico jardim botânico. Contudo, segundo Jácome Corrêa “os folhados (Viburnun tinus ssp. subcordatum), os paus brancos (Picconia azorica), os sanguinhos (Frangula azorica), a uveira da serra (Vaccinium cylindraceum) da flora insular e própria da região foram conservados”. Muito perto da ermida e da casa, situa-se o Vale dos Fetos, uma grande atracção para quem tem a oportunidade de o visitar.

O terceiro posto localiza-se junto ao entroncamento com o trilho que vai até ao Pico da Areia, relativamente perto do Pico do Gaspar.A região da Lagoa Seca e do Pico do Gaspar é apontada por Guest et al. como o local do centro eruptivo do episódio vulcânico que terá ocorrido nas Furnas por volta dos anos 1444-45. Esta erupção terá tido características muito idênticas a outra que também ocorreu, em 1630, no interior da Caldeira das Furnas, e que, em ambos os casos, se caracterizaram por uma fase inicial hidrovulcânica, explosiva (com formação de um anel pomítico) e uma fase final efusiva com a formação de um doma de composição traquítica.

A região da Lagoa Seca está ocupada essencialmente por pastagens e por pequenas matas de criptomérias (Cryptomeria japonica) e de acácias (Acacia melanoxylon). Neste posto, e nos anteriores, é possível observar a nossa única ave de rapina diurna, o milhafre (Buteo buteo rotschildi).

O quarto posto localiza-se no cume do Pico da Areia, uma elevação com 471 m de altitude, onde é possivel observar algumas espécies da flora primitiva dos Açores, com destaque para a urze (Erica azorica), o louro (Laurus azorica), a uva da serra (Vaccinium cylindraceum) e o folhado(Viburnun tinus ssp. subcordatum).

O percurso termina junto ao porto da Ribeira Quente, freguesia que deve o seu nome à ribeira de águas quentes que a atravessa. A este respeito pode ler-se no Album Micaelense: “A Ribeira Quente dista pouca da Povoação, e é assim chamada por causa d’uma grande ribeira que vinda do vale das Furnas, recebendo também as águas quentes das caldeiras, depois de atravessar aqelle logar, vai lançar-se ao mar”.

Na Ribeira Quente é digna de visita a sua praia, devido, essencialmente, à temperatura agradável das suas águas, aquecidas por fumarolas submersas que existem no extremo E da praia, uma das mais procuradas da ilha.

Teófilo Braga

(Terra Nostra, 279, 10 de fevereiro de 2006)

PERCURSO PEDESTRE “LOMBADAS”


PERCURSO PEDESTRE “LOMBADAS”

Ponto de Partida e de Chegada- Lombadas

Extensão: 12 km (aprox.)

Duração média: 4 h


O percurso inicia-se junto às ruínas do edifício onde, há alguns anos, se procedia ao engarrafamento da conhecida água mineral das Lombadas.
A empresa responsável pelo engarrafamento daquela água foi constituída em 2 de Julho de 1895 e no ano seguinte a água das Lombadas era vendida em Lisboa, para onde já haviam sido enviadas doze mil garrafas.
Nas Lombadas, podemos observar algumas espécies da flora primitiva dos Açores, como o louro (Laurus azorica), a faia (Myrica faya), o azevinho (Ilex perado ssp azorica), o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) e a urze (Erica azorica).

O segundo posto do percurso localiza-se no sopé do Pico da Vela, elevação com 863 metros de altitude. Daqui, temos uma vista diferente da Caldeira do Fogo e a própria lagoa parece-nos outra.
A actual configuração da caldeira do Fogo, parcialmente ocupada pela lagoa, terá surgido há cerca de 5 mil anos e a última erupção ocorreu em 1563.
A Lagoa do Fogo, a uma cota de cerca de 610 metros, ocupa o fundo da caldeira do maciço vulcânico de Água de Pau que atinge o ponto mais alto, a 949 metros, no Pico da Barrosa. A lagoa possui uma área aproximada de 1,5 km2 e uma profundidade máxima de 30 metros, sendo o seu comprimento máximo de 2,4 km e a largura máxima de 1,2 Km.
O terceiro posto situa-se no marco geodésico da Cumieira, a uma altitude de 881 metros. Aqui, a vegetação é muito rasteira, podendo ser vistos alguns exemplares de Tolpis azorica, Centaurium scilloides e erva- úrsula (Thymus caespititius).
Deste ponto, a paisagem continua a ser imponente: Vila Franca do Campo reduz-se a um aglomerado pequeno de casas e o ilhéu da Vila aparece com outra fisionomia.
O último ponto de paragem localiza-se junto ao Monte Escuro, cone stromboliano basáltico, com 890 m de altitude, situado no flanco nordeste do maciço do Fogo e cujas lavas correram para Norte, em direcção ao Porto Formoso, para Nordeste, em direcção de São Brás, e para Sueste, rumo à Lagoa do Congro.
Curiosa é a descrição que Gaspar Frutuoso faz desta zona: “a alta Serra do Monte Escuro, que tem no cume uma grande alagoa, ao redor da qual, antes do segundo terremoto, havia tão cerrado mato marinho, de altíssimo arvoredo de muitos cedros, folhados, faias, louro e ginjas, que ninguém podia lá passar, nem o gado que entrava podia mais sair e ali morria de velho, aproveitando somente os donos algum que, com grande dificuldade, se lhe tornava a vir por si mesmo, que eles não podiam lá entrar para o tirarem”.
Hoje, no Monte Escuro, as grandes árvores deram lugar a uma vegetação bastante rasteira, onde predomina o queiró (Calluna vulgaris). Aqui à volta, pode-se observar uma vasta área que depois de ter sido utilizada como pastagem está plantada de criptoméria (Cryptomeria japonica). A criptoméria é uma espécie originária do Japão que devido às características da sua madeira: forte, duradoira e fácil de trabalhar e ao facto de ser uma árvore de crescimento relativamente rápido, fazem com que apresente um grande interesse económico. Por outro lado, a sua plantação em locais antes ocupados pela Laurissilva constitui uma forte ameaça para aquela floresta característica dos Açores.

Teófilo Braga
(Terra Nostra, 277, 13 de janeiro de 2006)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Entrevista ao jornal "A Batalha"


A Batalha setembro-outubro de 2006