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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (152)

 


Virusaperiódico (152)

 

No dia 31 de dezembro continuei as minhas pesquisas sobre os anos de 1974 e 1975, nomeadamente sobre o assalto aos Paços do Concelho de Vila Franca do Campo, ocorrido no dia 13 de junho de 1974. Naquele dia os adeptos do Estado Novo pretendiam eleger uma Comissão Administrativa para a Câmara Municipal, depois de já ter sido escolhida outra pelos democratas, em que figurava um adepto de Salazar e Caetano. Enfim tivemos e temos uma democracia alicerçada sobre gente fiel à ditadura.

 

 No fim da manhã, estive a plantar uma roseira (Rosa grandiflora) que me havia sido oferecida no dia anterior.

 

Li algumas páginas de “O livro de uma amante de Livros: Memórias ficcionada de um escrileitor radical” de Henrique Garcia Pereira, que recebi a título de oferta da Editora/Livraria Letra Livre.

 

No fim do dia voltei à leitura do livro, de Diogo Freitas do Amaral, “O Antigo Regime e a Revolução”. Fiquei a saber que ele foi o autor do programa do 1º Governo Provisório, a seguir à chamada Revolução dos Cravos, e que ele queria um partido verdadeiramente centrista, mas que as bases eram, pelo menos por cá, maioritariamente de direita, com alguns ultra salazaristas que não tiveram lugar no PPD por acharem que o mesmo era demasiadamente de esquerda.

 

Embora não acredite que seja possível, desejo um 2026 pelo menos melhor do que o atual.

 

31 de dezembro de 2025

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Virusaperiódico (151)

 


Virusaperiódico (151)

 

Depois de um curto interregno, devido às festas, onde aliada à solidariedade e amizade, abunda e destaca-se a hipocrisia., voltei ao trabalho na terra porque o restante não meteu férias, nem fez pausa.

 

Comecei o dia 27 de dezembro a ler uma nota no Diário dos Açores sobre a vanguarda dos Açores na produção de eletricidade a partir da queima de resíduos. Uma vergonha de jornalismo, que nem uma referência fez ao facto de ser a forma de produzir energia que mais contribui para o agravamento do efeito de estufa. Nem convém referir as dioxinas e demais emissões. Ler jornais, pelos vistos é saber menos!

 

Neste último dia de trabalho de 2026, andei por Vila Franca do Campo, onde foram plantadas várias espécies ornamentais, que produzem flores apreciadas pelas abelhas. Também foram colocadas na terra várias estacas de alfenheiro ou ligustro.

 

Fiquei com o dia estragado ao detetar o roubo de uma laranjeira de 2 anos. Estou farto de ser filho de uma terra linda, Vila Franca do Campo, mas muito mal frequentada. Diria, pejada de gente boa e de muitos filhos-de-puta (atenção não é insulto a nenhuma mãe!).

 

No fim do dia, estive a ler mais umas páginas de “O Antigo Regime e a Revolução”, de Diogo Freitas do Amaral, um homem de direita que hoje seria considerado esquerdista por muitos do seu partido, por outros tantos do PPD/PSD, isto para não falar numa direita extrema em que muitos dos seus apoiantes ainda não descobriram que são fascistoides.

 

No domingo, dia 28, todos os meus planos de visitar amigos e familiares falharam devido ao mau tempo. Para além de tarefas domésticas passei o dia em pesquisas nos meus arquivos de jornais e revistas. Fiquei a conhecer melhor o passado!

 

No dia 30, dediquei algum tempo ao estudo das plantas existentes no jardim José do Canto e visitei uma pessoa amiga que me ofereceu uma roseira (Rosa grandiflora). Li com agrado o balanço que os Amigos dos Açores fizeram ao desempenho dos Açores em termos ambientais: uma desgraça, onde as más decisões são tidas como pioneirismo. Aqui fica um extrato:

 

Findo mais um ano, é altura de sintetizar o que de mais significativo sucedeu nos Açores em matéria ambiental, bem como deixar reflexão do que poderia ser mais importante para o ano vindouro.

 

Após décadas de contestação e avanços e recuos, foi inaugurada a segunda incineradora dos Açores, na ilha de São Miguel.

 

Embora a central tenha uma capacidade instalada de menos de metade da inicialmente projetada, e de ter sido instalada uma subdimensionada unidade de tratamento mecânico e biológico, não deixa de ser um investimento que o tempo demonstrará a sua desadequação à realidade insular, bem como irá onerar o cidadão, sem qualquer benefício derivado da energia elétrica produzida, a qual ousam classificar como uma energia renovável.

 

A primeira incineradora dos Açores, instalada em 2011 na ilha Terceira, não revolucionou minimamente a realidade da gestão de resíduos na ilha, ao nível da reciclagem. A ilha Terceira carece, urgentemente, da instalação de uma unidade de tratamento mecânico e biológico.”

 

30 de dezembro de 2025

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

MEM

 



O MEM-Movimento da Escola Moderna: um outro modo de educar/ensinar

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Virusaperiódico (149)

 


Virusaperiódico (149)

 

No dia 16, estive em contato com as plantas no Jardim José do Canto e em Vila Franca, onde fui fazer colheitas. Li mais algumas páginas do livro “My Way-Diário e escritas paralelas”, tendo já percebido a razão do título em inglês.

 

Comecei o dia 17 a reler páginas do livro “Luta Pela Democracia nos Açores”, de Manuel Barbosa e passei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada, onde encontrei duas pessoas conhecidas que também estão a fazer pesquisas. De tarde, andei a revirar os meus arquivos à procura de informações sobre uma sessão de esclarecimento que foi parcialmente boicotada por uns rapazolas nada adeptos do pluralismo democrático, filhos biológicos e ideológicos do salazarismo.

 

O dia 18 foi quase todo preenchido com trabalhos relacionados com o Verão Quente nos Açores e com algumas leituras, nomeadamente do livro “A história da PIDE”, de Irene Flunser Pimentel.

 

Na madrugada do dia 19 estive a completar uma cronologia sobre a violência nos Açores, ocorrida de 1974 a 1980.

 

Durante a manhã estive no Jardim José do Canto, onde pela primeira vez, se não me falha a memória, vi uma abelha numa flor de uma camélia e também pela primeira vez encontrei uma trepadeira que apresenta um comportamento invasor, a Araujia sericifera, que é conhecida como sumaúma-bastarda.

 

No fim do dia, estive a responder a solicitações várias e dediquei algum tempo ao ativismo ambientalista.

 

Por último, uma notícia péssima: a vespa asiática já chegou a Vila Franca do Campo.

 

19 de dezembro de 2025

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Virusaperiódico (146)

 


Virusaperiódico (146)

 

O dia 5 foi dedicado, de manhã, a pesquisar sobre jardins da ilha Terceira, na Biblioteca da Universidade dos Açores e, de tarde, a aprender a fazer podas em citrinos.

 

Tal como é usual, quase todos os sábados, no dia 6 andei pela Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, em trabalhos na Ribeira Nova.

 

Para além da limpeza de umas plantas que estavam a cobrir alguns sanguinhos, foram colocadas estacas de sabugueiro e de novelão para servirem de divisória de um terreno onde comecei a fazer plantações pela primeira vez este ano. Também foram plantados vários pés de mirtilo-magenta e de pitangueira para servirem de sebe.

 

No fim do dia, ainda houve forças para ler mais algumas páginas do livro “A Vida Secreta das Árvores”.

 

Comecei o dia 7 a ler 3 textos publicados no jornal “República”, de 1975, sobre o movimento separatista nos Açores. Depois, dediquei algum tempo a tratar dos animais, a limpar as suas instalações sanitárias e a fazer outros trabalhos ditos domésticos.

 

No fim do dia, estive a ler sobre a situação da agricultura nos Açores há cerca de 50 anos. Hoje, é mais pecuária! Hoje, já não se cultiva, trigo. beterraba, chicória e o milho é para a alimentação do gado bovino.

 

No dia 8, depois de muitos anos, voltei à espeleologia. Fui indicar a alguns espeleólogos de Portugal continental a localização da Gruta do Pico da Cruz. Infelizmente não encontrei o Algar da Ribeirinha. A idade não perdoa!

 

8 de dezembro de 2025

domingo, 30 de novembro de 2025

Virusaperiódico (144)

 


Virusaperiódico (144)

 

O dia 28 de novembro foi dedicado às flores e jardins e a muito trabalho doméstico. Comecei a leitura do livro “Otelo, o Herético”, de Carlos Matos Gomes e li algumas páginas da “Revista de História das Ideias”, sobre António Sérgio.

 

Toda a manhã do dia 29 foi passada no Pico da Pedra a cuidar do jardim, onde colhi curcuma e batata yacon. Aqui fica o que me informou a IA sobre ela: “A batata yacon é um tubérculo originário dos Andes, com sabor adocicado e textura refrescante, semelhante a uma pera ou maçã. É consumida crua ou cozida e pode ser usada em diversas receitas, como saladas, sucos, bolos e farinhas. Rica em fibras, minerais e antioxidantes, a batata yacon possui baixo índice glicêmico e pode beneficiar a saúde intestinal e o controle do açúcar no sangue.” De tarde, andei por Vila Franca onde visitei as colmeias, tendo substituído o fundo de algumas delas, e fiz algumas plantações e colheitas.

 

Pessoa amiga mandou-me a seguinte notícia: “ZERO alerta que incineração de resíduos urbanos é uma das fontes de energia mais inimigas do clima na produção de eletricidade”. Os Açores que estão na vanguarda a nível mundial no combate às alterações climáticas, no dizer dos seus governantes, fazem-no com incineradoras e com os touros da raça brava, segundo o Ventura regional. Vergonha na cara? Não há!

(https://zero.ong/noticias/zero-alerta-que-incineracao-de-residuos-urbanos-e-uma-das-fontes-de-energia-mais-inimigas-do-clima-na-producao-de-eletricidade/)

 

Terminei o dia, a investigar sobre flores e jardins e a trabalhar num projeto sobre o Verão Quente nos Açores, nomeadamente através da consulta de dois jornais: Farol da Ilhas e O Trabalhador.

 

29 de novembro de 2025

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

50 anos do Decreto-Lei n.º 550/75

 


50 anos do Decreto-Lei n.º 550/75

 

Decreto-Lei n.º 550/75, publicado em 30 de setembro de 1975, que estabeleceu a criação e organização da Secretaria de Estado do Ambiente, atribuindo competências ao Ministro do Equipamento Social e do Ambiente para a promoção, coordenação e apoio da Política Nacional do Ambiente. Este decreto-lei é um marco na organização governamental portuguesa no setor do ambiente e criou o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico. 

 

A ​Ordem dos Biólogos organizou, no passado dia 30 de Setembro de 2025, no auditório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Algés, o seminário “50 Anos de Ambiente e Conservação da Natureza”, evocando a publicação do Decreto-Lei n.º 550/75, de 30 de setembro, diploma que lançou as bases da Política Nacional do Ambiente em Portugal e criou o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico.

A sessão contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do Presidente do Conselho Diretivo do IPMA , José Guerreiro , e da Bastonária da Ordem dos Biólogos, Maria de Jesus Fernandes.

 

Seguiu-se uma mesa-redonda moderada pela jornalista Aline Flor, com a participação de Luísa Schmidt, Maria João Botelho, Carlos Albuquerque, José Alho, João Joanaz de Melo, Maria de Lurdes Carvalho e Francisco Petrucci da Fonseca, que refletiram sobre o percurso das políticas ambientais em Portugal e os desafios que se colocam para o futuro.

 

Um dos pontos altos do programa foi a homenagem a 50 personalidades que, ao longo das últimas cinco décadas, tiveram um papel determinante na criação, implementação e concretização das políticas ambientais e na defesa do património natural. Entre os homenageados estão investigadores, professores universitários, vigilantes da natureza, dirigentes de instituições públicas, responsáveis políticos, jornalistas e ambientalistas.

 

Cada um destes nomes representa um pedaço da história da política ambiental em Portugal e um contributo essencial para a defesa do nosso património natural. Ao celebrarmos o passado, reforçamos o compromisso com o futuro”sublinhou a Bastonária da Ordem dos Biólogos, Maria de Jesus Fernandes.

 

A iniciativa terminou com a assinatura da Declaração do Território por representantes de Ordens e Associações profissionais, seguida de um momento de convívio.

 

O seminário decorreu sob Alto Patrocínio do Presidente da República.

 

Lista de personalidades homenageadas

 

  • Adelaide Espiga (homenagem póstuma) – Referência em sensibilização e educação ambiental.
  • Adolfo Morais de Macedo (póstuma) – Presidente do Parque Nacional da Peneda-Gerês (1980-1988).
  • Alexander Zinho (póstuma) – Naturalista ligado à criação e proteção da Reserva das Selvagens.
  • Alfredo Conceição (póstuma) – Mestre em desenho e ilustração biológica.
  • Aristides Leitão – INAMB/IPAMB; Secretário Executivo do CNADS de 1997 a 2009.
  • Carlos Magalhães (póstuma) – Técnico e dirigente na DGF / SNPRCN / ICN.
  • Carlos Pimenta – Secretário de Estado do Ambiente e Recursos Naturais (1989).
  • Dalberto Teixeira Pombo (póstuma) – Naturalista e pioneiro da educação ambiental nos Açores.
  • David Assureira – Presidente da Comissão Instaladora do Parque Natural da Arrábida.
  • Eduardo Gameiro (póstuma) – Fotógrafo e técnico de informação na área da conservação da natureza.
  • Eugénio Sequeira – Ambientalista, ex-presidente da LPN.
  • Fausto Hidalgo do Nascimento – Diretor da Reserva Natural de Castro-Marim e VRSA (1975-79).
  • Fernando Catarino – Botânico, professor da Faculdade de Ciências da ULisboa.
  • Fernando Matos (póstuma) – Diretor do Parque Natural da Serra da Estrela (1998-2007).
  • Fernando Santos Pessoa – 1.º Presidente do SNPRPP (1975-1980).
  • Francisco Barros – Vigilante da Natureza, especialista em inventariação de invertebrados.
  • Francisco Ferreira – Presidente da ZERO; cofundador da QUERCUS.
  • Gonçalo Ribeiro Telles (póstuma) – Secretário de Estado do Ambiente em 1975, responsável pelo DL 550/75.
  • João da Maia Barbosa (póstuma) – ex-Diretor do Parque Natural da Arrábida.
  • João Evangelista (póstuma) – Geografo, especialista em Planeamento e de Defesa do Ambiente, integra a Comissão Nacional do Ambiente, pioneiro na  formação de professores em ambiente.
  • João Joanaz de Melo – Professor universitário, cofundador do GEOTA.
  • João Reis Gomes – ex-Diretor da Reserva Natural de Castro-Marim e VRSA.
  • Joaquim Marques Ferreira (póstuma) – Presidente do SNPRCN/ICN (1987-1995).
  • Jorge Moreira da Silva – Ex-Ministro do Ambiente; atualmente na ONU/UNOPS.
  • Jorge Paiva – Botânico, professor da Universidade de Coimbra.
  • Jorge Revez – Co-criador da Associação de Desenvolvimento de Mértola.
  • José Alberto – Vigilante da Natureza, fundador da Associação de Guardas e Vigilantes.
  • José Correia da Cunha (póstuma) – Presidente da Comissão Nacional do Ambiente (1971).
  • José da Câmara Marques Moreira – Técnico e Dirigente da divisão de espécies protegidas, SNPRCN.
  • José de Almeida Fernandes (póstuma) – Presidente do SNPRCN (1983-1986) e do INAMB (1987).
  • José Guerreiro da Silva – Ex-presidente do IPAMB e do Instituto de Ambiente; ex-Secretário de Estado.
  • José Macário Custódio Correia – Ex-presidente do SNPRCN e Secretário de Estado.
  • José Manuel Alho – ambientalista; ex-diretor do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros; Vice-presidente da CCDR-LVT.
  • José Manuel Caetano – Cofundador e presidente da CPADA.
  • José Manuel Vasconcelos (póstuma) – Presidente do SNPRPP (1980-83) e diretor da RNET.
  • José Moreira da Silva (póstuma) – ex-Diretor do Parque Nacional da Peneda-Gerês; fundador da FORESTIS.
  • Luísa Schmidt – Socióloga, investigadora e divulgadora
  • Manuel Biscoito – Biólogo Madeirense ligado à criação das reservas naturais da Madeira, das Selvagens e das Desertas.
  • Maria João Botelho – ex-Diretora do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.
  • Mário Ruivo (póstuma) – Presidente do CNADS de 1997 a 2017.
  • Nuno Gomes de Oliveira – Ambientalista, fundador do Parque Biológico de Gaia e presidente da FAPAS.
  • Nuno LeCoq – ex-Diretor da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto e do Parque Natural da Ria Formosa.
  • Pedro Castro Henriques – Técnico e dirigente de informação e divulgação da conservação da natureza.
  • Pedro Liberato – Técnico e Dirigente do INAMB e IPAMB/ Secretaria-Geral do Ambiente.
  • Ricardo Garcia – Jornalista especializado em ambiente e ciência.
  • Robert Manners Moura – ex-Diretor dos Parques Naturais de Montesinho e do Alvão.
  • Teófilo Braga – Co-fundador do Grupo Luta Ecológica e dos Amigos dos Açores.
  • Teresa Andresen – Presidente do ICN (1996-1997).
  • Viriato Soromenho-Marques – Ambientalista, filósofo, investigador e pensador em matérias ambientais.
  • Vítor Encarnação – Ornitólogo e ex-Coordenador do CEMPA – Centro de Estudos de Migrações e Proteção de Aves.

 

Fonte: https://ordem-dos-biologos.odoo.com/