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domingo, 9 de junho de 2019
CALHETAS- POÇOS
CALHETAS- POÇOS
Ponto de Partida – Igreja das Calhetas
Ponto de Chegada – Poços (São Vicente Ferreira)
Extensão- 6,2 km (aprox.)
Duração- 2 h (aprox.)
O percurso pedestre inicia-se na freguesia das Calhetas, junto à igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. Datada de 1717, esta igreja sofreu obras de remodelação, em 1830. .
Depois de uma breve caminhada, que se inicia na Rua da Boa Vista e prossegue num estreito carreiro sobre a arriba, chega-se ao Buraco de São Pedro. Neste sítio, podemos observar a linha de costa que vai desde a Ponta da Agulha até à Ponta do Cintrão. Na paisagem, a Sul, sobressaem os cones de escórias do Complexo Vulcânico dos Picos. Um pouco mais à frente podemos encontrar uma ermida dedicada a São Pedro, edificada no séc. XVI.
Da avifauna existente na zona envolvente destacam-se as seguintes espécies: o pombo da rocha (Columba livia atlantis), o pardal (Passer domesticus), o canário da terra (Serinus canaria), a gaivota (Larus cachinnans), o garajau comum (Sterna hirundo), o milhafre (Buteo buteo rothschildi) e o estorninho (Sturnus vulgaris).
Em relação à vegetação existente em redor do Buraco de São Pedro, regista-se a presença de espécies como a diabelha (Plantago coronopus), a fava da cova (Parietaria officinalis), o bracel (Festuca petraea), a vidália (Azorina vidalii) e o feto-falcão (Cyrtomium falcatum).
Continuando o percurso, e depois de percorrida a Rua de São Pedro, entra-se a Rua Infante D. Henrique, onde se situa, sobranceiro ao mar, o terceiro ponto de paragem. Aqui, desfruta-se de uma bonita paisagem do litoral, onde se pode avistar a zona balnear dos Fenais da Luz e a Igreja da localidade, o Morro das Capelas e a Ponta da Agulha. Neste local, em determinados períodos do ano, podem observar-se garajaus (Sterna hirundo), ave marinha migratória, e, na altura da floração, cachos de belas vidálias brancas (Azorina vidalii).
O percurso pedestre termina na freguesia de São Vicente Ferreira, no lugar designado por Poços, depois de ter percorrido todo o litoral da freguesia dos Fenais da Luz. Ao longo do percurso entre aquelas duas localidades, é possível encontrar, entre outras, as seguintes espécies da flora dos Açores: diabelha (Plantago coronopus), vidália (Azorina vidalii), tintureira (Phytolacca americana), usai-dela (Chenopodium ambrosoides), murta (Myrtus communis) e feto- marítimo (Asplenium marinum).
Os Poços são hoje uma das principais zonas balneares da costa norte de São Miguel e outrora foram sede da única fábrica de transformação de cetáceos da ilha, construída em 1934. A fábrica, que se encontra, hoje, em ruínas, deixou de laborar em 1972, data em que cessou a baleação no Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores.
Teófilo Soares de Braga
Terra Nostra, 263, 24 de junho de 2005
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terça-feira, 27 de novembro de 2018
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Percurso Pedestre Calhetas - Poços
Percurso Pedestre Calhetas - Poços
O trilho que propomos hoje tem uma extensão aproximada de 6,5 km e pode ser realizado em aproximadamente duas horas, estando classificado como fácil. O início deste percurso, que é praticamente plano, tanto pode ser feito nas Calhetas como na zona balnear dos Poços, em São Vicente.
Este trilho é um dos mais antigos que os turistas percorrem, sendo um dos mencionados para São Miguel no livro “The Azores – Garden Islands of the Atlantic”, da autoria de David Sayers e Albano Cymbron, publicado em 1991.
Propomos o começo do percurso junto à igreja da localidade, na freguesia das Calhetas, a mais pequena e a menos populosa do concelho da Ribeira Grande.
A primitiva igreja remonta a meados do século XVI, tendo sofrido várias alterações até que em 1830 foi decidido o seu aumento e passou a adquirir “a feição arquitetónica que hoje apresenta”.
Depois de uma breve caminhada, que se inicia na Rua da Boa Vista e prossegue num estreito carreiro sobre a arriba, chega-se ao local do Buraco de São Pedro. Neste ponto podemos observar a linha da costa que vai desde a Ponta da Agulha até à Ponta do Cintrão. Na paisagem, a Sul, sobressaem os cones de escórias do Complexo Vulcânico dos Picos.
Ao longo do percurso é possível observarmos, entre outras, as seguintes aves: o pombo da rocha, o pardal, o canário da terra, a gaivota, o garajau comum, o milhafre, o estorninho e, em alguns meses do ano, o garajau- comum.
Em relação à vegetação existente em redor do Buraco de São Pedro, destacamos a diabelha, fava da cova, o bracel e o feto falcão.
Continuando o percurso, e depois de percorrida a Rua de São Pedro, entra-se na Rua Infante D. Henrique, onde se situa um ponto de paragem sobranceiro ao mar. Daqui podemos apreciar uma bonita paisagem do litoral, onde se pode avistar a zona balnear dos Fenais da Luz e, à esquerda, a Igreja da localidade, o Morro das Capelas e a Ponta da Agulha.
Seguindo sempre próximo do litoral, depois de passarmos o casario dos Fenais da Luz vamos encontrar uma zona onde é possível observar relheiras, que são sulcos escavados pelas rodas dos carros de bois na rocha vulcânica, que existem em várias ilhas e que testemunham do trabalho árduo dos nossos antepassados e do esforço, muitas vezes não compensado ou reconhecido, dos animais de tiro que foram grandes auxiliares do homem até ao aparecimento dos veículos motorizados.
O percurso pedestre termina, na freguesia de São Vicente Ferreira, no lugar designado por Poços, depois de ter percorrido todo o litoral da freguesia dos Fenais da Luz. Ao longo do percurso entre aquelas duas localidades, é possível encontrar, entre outras, as seguintes espécies da flora dos Açores: diabelha, vidália, tintureira, usai-dela, murta e feto marítimo.
Os Poços são hoje uma das principais zonas balneares da costa norte de São Miguel e outrora foram sede da única fábrica de transformação de cetáceos da ilha de São Miguel, construída em 1934. A fábrica, que se encontra, hoje, em ruínas, deixou de laborar em 1972, data em que cessou a baleação no Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores.
Hoje, como forma de relembrar a atividade que teve grande importância para a localidade e homenagear os baleeiros, realiza-se, desde 1991, a Semana Baleeira que anualmente apresenta um programa composto por várias atividades culturais, recreativas e desportivas.
É de assinalar, nos Poços, a existência de um moinho de vento, construído nos finais do século XIX que pertenceu ao Engª. Santos Simões, que o adquiriu aquando da sua permanência em São Miguel, onde escreveu o seu monumental livro Azulejaria nos Açores e na Madeira, editado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1963.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31307, 18 de agosto de 2017, p.13)
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