domingo, 31 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

SDPA CONVOCA GREVE PARA 26 DE MAIO


NEGOCIAÇÃO DOS FORMULÁRIOS DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE: NÃO HAVENDO ACORDO, SÓ RESTA O CAMINHO DO PROTESTO E DA LUTA



O protesto previsto para todo o território nacional na próxima terça-feira, dia 26 de Maio, que consistirá numa paralisação dos professores e educadores entre as 8h00 e as 10h30, também se justifica ser realizado ao nível regional, pelo que o SDPA convoca esta Greve.

Esta paralisação é um símbolo da manifestação da insatisfação e do descontentamento contra a ausência de resultados significativos do processo de negociação da avaliação do desempenho, em que a SREF nunca mostrou flexibilidade para aproximar as suas posições das dos professores, apresentadas pelo SDPA, contra a insensata implicação do desempenho dos alunos na avaliação dos professores, contra a injusta penalização na avaliação dos docentes por ausências legalmente equiparadas a serviço efectivo, sendo também uma reclamação de que a definição das políticas educativas que venham a ser tomadas, no futuro, na RAA, auscultem e considerem verdadeiramente as posições dos professores e educadores, corrigindo-se e ultrapassando-se discriminações injustas.

Sem embargo desta forma de luta, e como já o SDPA fez no passado, serão encetados todos os passos, no plano jurídico, no sentido de contestar as matérias que, como são exemplo a penalização por faltas equiparadas a serviço efectivo, consideramos serem atentatórias dos direitos que a lei determina.

Texto da Responsabilidade do SDPA

domingo, 17 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril na Secundária das Laranjeiras- Açores


Ontem assisti a um interessante espectáculo comemorativo do 25 de Abril. Fiquei surpreendido com o notável desempenho dos alunos envolvidos. Não queria, também, deixar de referir o envolvimento dos docentes que apesar de maltratados pelos governos e espezinhados pelo ECD, continuam a trabalhar para além dos seus horários em prol dos seus alunos e da educação das gerações mais novas.

Ontem, apesar do desencanto para com a Escola, ganhei algumas forças.

Deixei a Escola com a sensação de que nem tudo está perdido.

sábado, 18 de abril de 2009

Mesa Redonda- Debate


Assista, hoje, à mesa redonda- debate "A Luta dos professores e a defesa da Escola Pública", a partir das 14 horas, aqui:http://passapalavra.info/.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Insucesso e abandono no Ensino Secundário



Um estudo da Secretaria da Educação revela que são poucos os alunos que completam o Secundário em apenas três anos e são muitos os que abandonam a escola nessa fase
O Ensino Secundário nos Açores atravessa uma "situação crítica", com níveis de sucesso "débeis", havendo todos os anos um número substancial de jovens que frequentam as várias modalidades deste nível "sem que obtenham as competências esperadas, acabando muito deles por ingressar de modo desqualificado no mercado de trabalho", revela o Estudo Sobre o Rendimento Escolar no Nível Secundário de Educação, relativo aos três anos lectivos entre 2004/05 e 2006/07 , feito pela Secretaria Regional da Educação e Ciência.
Um estudo que abrangeu as 19 escolas com Ensino Secundário nos Açores à data de 2004, num universo de 1702 alunos nos Cursos Científico-Humanísticos (CCH) e 236 nos Cursos Tecnológicos (CT), que só existiam em sete escolas. Os resultados falam por si: nos CCH, a percentagem de alunos diplomados que conseguiram fazer o Secundário em apenas três anos foi de 35 por cento e nos CT de apenas 19 por cento, confirmando-se a tendência para um pior rendimento escolar na vertente tecnológica.
Por escolas, os resultados são ainda mais díspares: nos CCH, na escola com melhor rendimento escolar, mesmo assim somente 52,6 por cento dos alunos que começaram o Secundário em 2004 conseguiram concluí-lo em 2007, sendo que na escola com pior rendimento, apenas 12,8 por cento dos alunos fez o Secundário em três anos. Nos CT, o quadro é desanimador: se na escola com melhor rendimento, ainda assim 50 por cento dos alunos conseguiu fazer o Secundário em três anos, houve também escolas em que ninguém concluiu o Secundário no prazo ideal, ou seja, todos os alunos dos CT naquela escola ficaram retidos pelo menos uma vez entre o 10 e o 12º ano.
Refira-se que o 11º ano é o ano onde os alunos conseguem em média melhores resultados, quer nos CCH, quer nos CT, sendo nos anos de entrada e de saída no Secundário (10º e 12º ano) que se registam mais retenções. Nos CT, a média de retenções no 10º ano chega mesmo aos 34 por cento, enquanto que nos CCH, o ano que regista em média mais retenções é o 12º ano, com uma percentagem de 28 por cento.
O "choque" da entrada no Secundário no 10º ano nota-se também ao nível do abandono escolar, com as maiores taxas a verificarem-se naquele ano, quer nos CCH (11 por cento), quer nos CT (31 por cento). No total dos três anos lectivos analisados, 543 alunos abandonaram a escola nos CCH e 112 nos CT, sendo que é nos Cursos Tecnológicos que mais pesa percentualmente o abandono escolar no Secundário: 47 por cento dos alunos, por comparação com os 31 por cento dos Cursos Científico-Humanísticos, percentagens bastante elevadas, que só não se tornam mais negras para as estatísticas da Educação nos Açores, porque já se está fora do âmbito da escolaridade obrigatória.
Positiva é, mesmo assim, a tendência consolidada para uma melhoria da percentagem de alunos que faz o Ensino Secundário em apenas três anos, que subiu de 27 para 35 por cento nos CCH nos três estudos realizados pelo Governo até agora desde 2002, enquanto que nos CT, essa percentagem de sucesso subiu de 9 para 19 por cento.

Fonte: Paula Gouveia, Açoriano Oriental, 15 de Abril de 2009