domingo, 4 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (153)

 


Virusaperiódico (153)

 

Ano Novo, Vida Nova!

 

Comecei e acabei o primeiro dia do ano a fazer pesquisas no jornal independentista, porta-voz da FLA, “O Milhafre”, que teve como diretor José de Almeida, que foi meu colega na Escola Secundária das Laranjeiras, e diretor interino António Barbosa, meu professor de Educação Física na Escola Secundária Antero de Quental e que foi dirigente do Partido da Democracia Cristã.

 

Andei por Vila Franca do Campo onde visitei uma familiar e alguns (poucos) amigos.

 

Hoje, decidi concentrar-me mais nos meus trabalhos pelo menos durante os próximos meses e apenas responder a solicitações das pessoas que me são mais próximas.

 

No dia 2 de janeiro, continuei o meu estudo interminável das plantas e continuei as minhas pesquisas no jornal “O Milhafre”. No fim do dia li as primeiras páginas do livro “Breve História do 25 de novembro”, de Filipe Garcia.

 

Comecei o dia 3 a pesquisar em dois manuscritos deixados por José do Canto, com listagens das plantas existentes no seu jardim em Ponta Delgada.

 

O dia 3 foi marcado pela criação de uma nova colónia no mundo: a Venezuela. Acabou a ditadura de Maduro, começou a ditadura de Trump. A prémio Nobel da Paz, a grande “democrata” venezuelana, que tanto pediu a invasão do seu país, não serve ao dono de uma parte do mundo. O planeta a partir de hoje tem mais democraCIA. Quem será o próximo invadido? A Colômbia? Cuba? a Gronelândia? O Canadá?

 

Devido ao mau tempo, estive na terra apenas de manhã, onde colhi alguma fruta e pela primeira vez fiz algumas alporquias.

 

3 de janeiro de 2026

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (152)

 


Virusaperiódico (152)

 

No dia 31 de dezembro continuei as minhas pesquisas sobre os anos de 1974 e 1975, nomeadamente sobre o assalto aos Paços do Concelho de Vila Franca do Campo, ocorrido no dia 13 de junho de 1974. Naquele dia os adeptos do Estado Novo pretendiam eleger uma Comissão Administrativa para a Câmara Municipal, depois de já ter sido escolhida outra pelos democratas, em que figurava um adepto de Salazar e Caetano. Enfim tivemos e temos uma democracia alicerçada sobre gente fiel à ditadura.

 

 No fim da manhã, estive a plantar uma roseira (Rosa grandiflora) que me havia sido oferecida no dia anterior.

 

Li algumas páginas de “O livro de uma amante de Livros: Memórias ficcionada de um escrileitor radical” de Henrique Garcia Pereira, que recebi a título de oferta da Editora/Livraria Letra Livre.

 

No fim do dia voltei à leitura do livro, de Diogo Freitas do Amaral, “O Antigo Regime e a Revolução”. Fiquei a saber que ele foi o autor do programa do 1º Governo Provisório, a seguir à chamada Revolução dos Cravos, e que ele queria um partido verdadeiramente centrista, mas que as bases eram, pelo menos por cá, maioritariamente de direita, com alguns ultra salazaristas que não tiveram lugar no PPD por acharem que o mesmo era demasiadamente de esquerda.

 

Embora não acredite que seja possível, desejo um 2026 pelo menos melhor do que o atual.

 

31 de dezembro de 2025

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Virusaperiódico (151)

 


Virusaperiódico (151)

 

Depois de um curto interregno, devido às festas, onde aliada à solidariedade e amizade, abunda e destaca-se a hipocrisia., voltei ao trabalho na terra porque o restante não meteu férias, nem fez pausa.

 

Comecei o dia 27 de dezembro a ler uma nota no Diário dos Açores sobre a vanguarda dos Açores na produção de eletricidade a partir da queima de resíduos. Uma vergonha de jornalismo, que nem uma referência fez ao facto de ser a forma de produzir energia que mais contribui para o agravamento do efeito de estufa. Nem convém referir as dioxinas e demais emissões. Ler jornais, pelos vistos é saber menos!

 

Neste último dia de trabalho de 2026, andei por Vila Franca do Campo, onde foram plantadas várias espécies ornamentais, que produzem flores apreciadas pelas abelhas. Também foram colocadas na terra várias estacas de alfenheiro ou ligustro.

 

Fiquei com o dia estragado ao detetar o roubo de uma laranjeira de 2 anos. Estou farto de ser filho de uma terra linda, Vila Franca do Campo, mas muito mal frequentada. Diria, pejada de gente boa e de muitos filhos-de-puta (atenção não é insulto a nenhuma mãe!).

 

No fim do dia, estive a ler mais umas páginas de “O Antigo Regime e a Revolução”, de Diogo Freitas do Amaral, um homem de direita que hoje seria considerado esquerdista por muitos do seu partido, por outros tantos do PPD/PSD, isto para não falar numa direita extrema em que muitos dos seus apoiantes ainda não descobriram que são fascistoides.

 

No domingo, dia 28, todos os meus planos de visitar amigos e familiares falharam devido ao mau tempo. Para além de tarefas domésticas passei o dia em pesquisas nos meus arquivos de jornais e revistas. Fiquei a conhecer melhor o passado!

 

No dia 30, dediquei algum tempo ao estudo das plantas existentes no jardim José do Canto e visitei uma pessoa amiga que me ofereceu uma roseira (Rosa grandiflora). Li com agrado o balanço que os Amigos dos Açores fizeram ao desempenho dos Açores em termos ambientais: uma desgraça, onde as más decisões são tidas como pioneirismo. Aqui fica um extrato:

 

Findo mais um ano, é altura de sintetizar o que de mais significativo sucedeu nos Açores em matéria ambiental, bem como deixar reflexão do que poderia ser mais importante para o ano vindouro.

 

Após décadas de contestação e avanços e recuos, foi inaugurada a segunda incineradora dos Açores, na ilha de São Miguel.

 

Embora a central tenha uma capacidade instalada de menos de metade da inicialmente projetada, e de ter sido instalada uma subdimensionada unidade de tratamento mecânico e biológico, não deixa de ser um investimento que o tempo demonstrará a sua desadequação à realidade insular, bem como irá onerar o cidadão, sem qualquer benefício derivado da energia elétrica produzida, a qual ousam classificar como uma energia renovável.

 

A primeira incineradora dos Açores, instalada em 2011 na ilha Terceira, não revolucionou minimamente a realidade da gestão de resíduos na ilha, ao nível da reciclagem. A ilha Terceira carece, urgentemente, da instalação de uma unidade de tratamento mecânico e biológico.”

 

30 de dezembro de 2025

sábado, 27 de dezembro de 2025

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

MEM

 



O MEM-Movimento da Escola Moderna: um outro modo de educar/ensinar

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Virusaperiódico (150)

 


Virusaperiódico (150)

 

Mal cheguei à terra, em Vila Franca do Campo, no dia 20, reparei que havia sido roubado. Foram-se as mamonas (tamarilhos). Boa gente, que respeita o trabalho alheio.

 

Na Ribeira Nova, estive a cuidar das abelhas e o resto da manhã foi passado com a colocação de estacas de alegria-de-velho (Tecomaria capensis) para fazer uma sebe.

 

De tarde, prossegui com a limpeza do jardim e do quintal, no Pico da Pedra.

 

No fim do dia, estive a ler mais umas páginas do livro da autoria de Natividade Ribeiro e fiz algumas pesquisas na AZoreana-Património Digital Açores.

 

Comecei o dia 21 a elaborar uma lista de “eventos “ocorridos nos primeiros anos de democracia (?) nos Açores. O resto do dia foi passado em trabalhos diversos.

 

No dia 22, estive em Vila Franca do Campo, de manhã, onde fui buscar plantas para oferecer e de tarde comecei a ler o livro “O antigo regime e a revolução”, de Diogo Freitas do Amaral.

 

Li que o aterro (enterro) sanitário foi mal gerido durante muitos anos e que causou vários danos a uma família. Daqui a alguns anos vamos (quem estiver vivo) ficar a conhecer os malefícios da queima de resíduos (incineradora).

 

Na madrugada do dia 23 estive a pesquisar sobre as atividades dos separatistas no ano de 1978. De manhã passei pela Ribeira Grande que está muito diferente da que conheci quando trabalhei na Escola Secundária da Ribeira Grande há cerca de 20 anos. De tarde, fiz alguns trabalhos domésticos.

 

23 de dezembro de 2025

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Notas sobre o ano de 1975 no Pico da Pedra

 


Notas sobre o ano de 1975 no Pico da Pedra

 

Este ano comemora-se oficialmente, pela primeira vez, o golpe militar de 25 de novembro de 1975, data que assinala o fim do chamado PREC — Período Revolucionário em Curso.

 

Não existe consenso sobre o que realmente aconteceu nesse dia, interpretado por alguns como uma tentativa do Partido Comunista Português de instaurar uma ditadura. Contudo, vários historiadores, entre eles José Pacheco Pereira e Irene Pimentel, rejeitam tal tese. O primeiro alertou para as “enormidades e falsidades sistemáticas” que se têm difundido, enquanto a segunda afirmou categoricamente que o 25 de novembro “não foi um golpe de Estado do PCP”. Também Jaime Nogueira Pinto, insuspeito de simpatias comunistas, defendeu que o PCP tinha uma visão alinhada com a União Soviética, que recusava a criação de uma “Cuba” na Europa.

 

No país inteiro, incluindo a nossa ilha, para além dos atos oficiais, é o 25 de Abril de 1974 — data do golpe militar dirigido por Otelo Saraiva de Carvalho que pôs fim a uma ditadura de 48 anos — que continua a ser amplamente comemorado pelas populações.

 

Para mim, que estive envolvido no recenseamento e na campanha eleitoral das eleições de 25 de Abril de 1975, em Vila Franca do Campo, as primeiras eleições livres mereciam celebração especial. Apesar de não ter podido votar por ainda não ter idade, considero notável o facto de a participação eleitoral ter ultrapassado os 90%.

 

No Pico da Pedra, ao contrário do que sucedeu na generalidade dos Açores — onde venceu o Partido Popular Democrata — foi o Partido Socialista que alcançou a vitória, obtendo mais votos do que todos os restantes partidos juntos. Os resultados (provisórios) foram os seguintes: CDS-12 votos, MES-6 votos, MDP/CDE-15 votos, PCP-14 votos, PPD-255 votos e PS-486 votos.

 

Uma possível explicação poderá residir no facto de a freguesia ter sido, segundo F. Couto Alves (Diário dos Açores, 10 de março de 1975), aquela que mais votos deu ao General Humberto Delgado, candidato da oposição ao salazarismo nas eleições de 1958, no concelho da Ribeira Grande. Ou, ainda, na alegada tradição de votar à esquerda — ou “in totum” nas listas da oposição — como escreveu Osvaldo Cabral no jornal Açores de 18 de outubro de 1975, a propósito das eleições de 1969. No entanto, esta interpretação permanece inconclusiva. Embora acima da média distrital (22,2%), a lista da oposição no Pico da Pedra obteve apenas cerca de 27,5% dos votos entrados nas urnas.

 

Para além desta explicação — que considero pouco convincente — um pico-pedrense sugeriu que os apoiantes do PS eram mais ativos (ou mais carismáticos?) do que os do PPD, o que lhes terá permitido realizar uma campanha mais eficaz e apelativa.

 

A 16 de janeiro de 1975, a Junta de Freguesia transitada do Estado Novo demitiu-se por unanimidade, “permitindo assim, pela primeira vez, que o povo desta freguesia possa democraticamente eleger uma comissão administrativa que melhor sirva os seus interesses”.

 

A eleição da Comissão Administrativa da Junta de Freguesia ocorreu a 9 de março de 1975. Num local que não foi possível identificar — possivelmente o salão paroquial — reuniram-se 351 eleitores, que puderam escolher entre quatro listas de cidadãos. A lista vencedora incluía Arnaldo Almeida Cabral, José de Almeida Alves e José Leonardo Bernardo Soares.

 

A tomada de posse da Comissão Administrativa teve lugar a 3 de maio e a sua primeira reunião realizou-se quatro dias depois, a 7 de maio de 1975.

 

Pico da Pedra, 25 de novembro de 2025

 

Teófilo Braga