quarta-feira, 3 de junho de 2026

NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AÇORES 500 FLORES"



 NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AÇORES 500 FLORES"


Boa tarde,

 

Saúdo e agradeço a presença de todos.

 

Falar em último lugar é uma vantagem, pois tudo o que de importante havia para dizer já foi dito.

 

Assim, resta-me agradecer a todas as pessoas que tornaram esta obra possível.

 

Este livro, tal como os três anteriores, “Jardim Botânico José do Canto -100 árvores” (2018), Árvores dos Açores-Ilha de São Miguel”(2019) e “Mata do Dr. Fraga -Herança Viva de um Madeirense” (2022) é o resultado da parceria de um cidadão “endémico” da Madeira e de outro “endémico” dos Açores.

 

Tal como os anteriores, este não seria possível sem a colaboração de outras pessoas que aproveito para agradecer reconhecidamente. Destaco os seguintes nomes: José António Pacheco que nos honrou com a escrita do prefácio e com o “arranjo floral da sala”, Helena Melo Medeiros e Segismundo Martins pela leitura atenta do texto e das provas tipográficas bem como pelas sugestões apresentadas, Carina Costa, Francisco Ribeiro, Jean-Claude Maret, Lúcia Ventura, Manuel Moniz da Ponte e Maria Helena Câmara pela generosa cedência de fotografias.

 

Não podíamos também deixar de referir a  Editora Letras Lavadas, na pessoa do seu timoneiro Ernesto Rezendes, que prontamente acedeu à publicação do livro, bem como a equipa de trabalho da Nova Gráfica, em especial a Pedro Melo, pela paginação do livro e Jaime Serra, pela bela capa do mesmo.

 

Um agradecimento especial às pessoas que convidamos para apresentar o livro, o Dr. Gualter Furtado e o Eng. José António Pacheco.

 

Este livro, resultado de investigação histórica e de muito pesquisa de campo, não seria possível sem a colaboração de largas dezenas de pessoas que responderam a um inquérito sobre o uso ornamental das plantas realizado em 2025 e de muita conversa sobre o assunto que mantivemos com muitas outras, ao longo dos últimos anos. A todos o nosso muito obrigado.

 

Este “Açores 500 Flores”, foi o livro que mais prazer e talvez sofrimento me deu. Só refiro o agradável, recordei a minha infância, sobretudo a procissão dos Enfermos na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, nomeadamente a ornamentação da Rua do Jogo, que era totalmente coberta com verdura de criptoméria e cujo tapete central era feito exclusivamente com flores, a esmagadora maioria de azáleas. Como não havia flores suficientes em Vila Franca, a maioria era colhida nas Furnas, nas bermas das estradas e em prédios privados. Lembro-me de há cerca de 60 anos ter ido com ninha avó Maria dos Santos Verdadeiro, na camioneta do Varela, colher azáleas na Grená, pois por respeitarmos as plantas, era-nos dada permissão pelo senhor Manuel que era quem tomava conta da mesma.

 

Termino com a citação do texto “Amar as flores” que encontrei no nº de abril de 1849 do Agricultor Michaelense:

 

Quando me perguntam para que servem as flores ou arbustos, o meu primeiro desejo é examinar o comprimento das orelhas d’ um tal.

 

Pesa-me o coração estar a medir tudo pelo padrão da mera utilidade e proveito; e do coração me compadeço de todos os que não acham na vida outro prazer senão no lucro pecuniário, ou no gozo puramente animal de comer e beber.

 

Espero que o livro seja do agrado de todos.

 

Muito Obrigado!


3 de junho de 2026

 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Virusaperiódico (183)

 


Virusaperiódico (183)

 

Na companhia do D., no dia 28 de maio visitei o Jardim do Palácio de Santana  e o Pinhal da Paz. Observamos árvores dignas de serem classificadas como de interesse público em ambos os espaços verdes. No Pinhal da Paz, tiramos algumas medidas a um eucalipto (robusta) e a um vinhático.

 

De tarde, estive a trabalhar num livro que há-de surgir para o final do ano, se tudo correr bem.

 

Comecei o dia 29 a organizar as imagens tiradas no dia anterior, o que fez com que estivesse ocupado grande parte da manhã. Ainda de manhã, comecei a fazer a divulgação de uma visita guiada à Mata do Dr. Fraga, na Maia, no próximo dia 6 de junho.

 

De tarde, estive a fazer trabalhos domésticos e a preparar materiais e equipamentos para levar para a terra amanhã.

 

Li que um membro do Governo Regional voltou a falar em hidrogénio verde. Há cerca de 20 anos, o hidrogénio já era apresentado como a grande solução para os problemas energéticos dos Açores. Até se falava que exportá-lo. Continuo a esperar, mas sentado.

 

No dia 30, São Pedro não foi meu amigo. Devido à chuva só estive em Vila Franca do Campo de manhã, ficando o trabalho na terra por fazer. De tarde, acabei de ler o nº 13 da revista Ecossocialismo e voltei a trabalhar sobre plantas e flores.

 

Tomei conhecimento da morte do pensador francês Edgar Morin. Dele possuo e li vários livros, penso que o primeiro foi "O Paradigma Perdido: a Natureza Humana". O Mundo ficou mais pobre.

 

Hoje, de urgência, o Rex foi ao veterinário e teve de ficar internado. A idade a causar estragos.

 

O dia 31 foi de descanso e de divulgação do lançamento do livro “Açores 500 Flores”.

31 de maio de 2026

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Virusaperiódico (182)

 


Virusaperiódico (182)

 

Com o livro sobre as flores dos Açores a ser impresso, dediquei a manhã do dia 21 a outro que aí vem. De tarde, estive numa sessão promovida pela ASSP e passei pela Nova Gráfica, onde assisti à impressão de algumas páginas do livro mencionado.

 

No dia 22, acompanhei uma turma do 11º ano da Escola Secundária das Laranjeiras que visitou o Jardim Botânico José do Canto e depois fez uma parte do percurso de Antero de Quental no último dia da sua vida. Foi agradável rever alguns dos meus últimos alunos do 8º ano de escolaridade e que agora já estão a frequentar o 11º ano.

 

No dia 23, apesar de algumas limitações físicas, estive na Ribeira Seca de Vila Franca, primeiro na Ribeira Nova, onde semeei milho-de-vassoura e açafroa. Espero que as plantas consigam sobreviver ao ataque dos coelhos. Na Courela, para além de limpar algumas bananeiras e bananas, também semeei um rego de milho-de-vassoura e outro de açafroa. Recebi, a título de oferta, entre outras prendas, couves, batatas, nabos, ervilhas e doce de amora.

 

No domingo, dia 24, para além de algumas tarefas domésticas e de escrever um texto sobre a ponte da Ribeira Seca, estive a ler alguns textos do livro “Humor na Literatura Açoriana Antologia”.

 

Comecei a segunda-feira da Pombinha, dia 25, a divulgar o lançamento do livro “Açores 500 Flores” e a terminar o texto sobre a ponte da Ribeira Seca, cuja data de conclusão ainda não tenho confirmada.

 

Mais uma vez a ribeira da Ribeira Grande apareceu conspurcada por excrementos ou terra misturada com os mesmos. Li que a Câmara Municipal da Ribeira Grande iria criar um piquete ambiental. Espero estar enganado, mas penso que servirá para pouco. O que é preciso é evitar que haja escorrências para aquela linha de água e isto faz-se com um decente ordenamento e uso do território.

 

25 de maio de 2025

No Dia Nacional dos Jardins- O amor pelas plantas e jardins

 


No Dia Nacional dos Jardins- O amor pelas plantas e jardins

O cultivo de plantas ornamentais terá começado com os primeiros povoadores dos Açores, o que terá também ocorrido com a criação de jardins ou espaços ajardinados, como se prova pelas descrições do cronista Gaspar Frutuoso, nas “Saudades da Terra”.

 

No Livro IV, ao descrever a cidade de Ponta Delgada pode-se ler o seguinte: “… mas é tão populosa a cidade de gente tão rica que tudo pode, ainda que muita lhe custa, e a tem cercada ao redor de muitas quintas e pomares, afora os frescos jardins que dentro de si tem.”

 

No que diz respeito à cidade de Angra, no Livro VI, encontra-se, entre outos, o seguinte texto: “Afora a ribeira do Telhal, que corre pela parte do oriente, perto da freiguesia da Concepção, pelo meio desta cidade corre outra grossa ribeira de água, a qual vem ter ao porto, com que se regam muitos jardins que nela há…”

 

Na ilha de São Miguel, foram várias as pessoas que ao longo dos tempos manifestaram a sua paixão pelas plantas, nomeadamente as que criaram os grandes jardins, que ainda podem ser apreciados.

 

Em lugar de destaque, figura o nome de José do Canto (1820-1898), responsável pela criação do Jardim Botânico que, em Ponta Delgada, ostenta o seu nome, pela Mata-Jardim existente na margem da Lagoa das Furnas e pela Mata-Ajardinada da Lagoa do Congro. José do Canto terá introduzido cerca de 6 000 espécies.

 

António Borges da Câmara Medeiros (1812-1879) foi o criador do seu jardim em Ponta Delgada e do Jardim Pitoresco nas Sete Cidades.

 

José Jácome Correia (1816-1886), que tem o seu nome ligado ao Palácio de Santana e ao seu jardim, tal como seu primo José do Canto, foi responsável pela introdução em São Miguel de várias espécies vegetais.

 

Ernesto do Canto (1831-1900), em conjunto com José Jácome Correia, António Borges de Medeiros, José Maria Raposo d’Amaral e António Botelho de Sampaio Arruda, criou o Vale das Murtas, hoje conhecido como Parque Dona Beatriz, nas Furnas.

 

Guilherme João de Fraga Gomes (1875-1952), médico natural da Madeira, apaixonado por fetos criou na Maia, a Mata do Outeiro Redondo, hoje designada Mata do Dr. Fraga.

 

Tomaz Hickling (1745-1834) construiu o que é hoje o magnifico Parque Terra Nostra, nas Furnas. A este jardim também está associado, entre outros, António Borges de Medeiros da Câmara e Sousa (1829-1913), que nele introduziu significativos melhoramentos.

 

Por último, uma referência a João Carlos Scholtz (1741-1823) que numa quinta na Arquinha, em Ponta Delgada, e numa propriedade que possuía nas Socas, na freguesia do Livramento, aclimatou diversas espécies com destaque para a canforeira (Laurus camphora), cuja designação atual é Cinnamomum camphora, e o tulipeiro (Liriodendron tulipifera).

 

Na ilha do Faial, entre as pessoas apaixonadas por jardins, destacamos Manuel Inácio de Sousa, licenciado em Cânones em Coimbra e Mateus José de Sequeira, cônsul de Espanha, que criaram os primeiros jardins de regalo na ilha na segunda metade do século XVIII (Arruda, 2015).

 

Alguns dos membros da família Dabney, que se instalou no Faial em 1806, também se interessaram pelas plantas e consequentemente por jardins.

 

John Bass Dabney construiu junta da villa "Bagatelle" um jardim que segundo Arruda (2015) poderá ter sido “, o primeiro campo de experimentação de espécies botânicas a ser instalado nos Acores”. De acordo com o mesmo autor, naquele espaço existiam “mais de 90 espécies de árvores de fruto, árvores ornamentais, arbustos (fruto e ornamental), flores e plantas aromáticas, e hortícolas.”

 

Charles William Dabney, filho de John Bass Dabney, também se interessou pelas plantas, tendo de algum modo, dado continuidade à paixão do pai. Segundo, Ricardo Madruga da Costa, num texto datado de 2003, publicado na Enciclopédia Açoriana, acolheu “naturalistas, viajantes e jornalistas que na sua residência e nos jardins da Bagatelle “encontram sempre acolhimento e motivo de encanto. A literatura de viagens da época dedica ao Faial encomiásticas páginas a que o nome de Charles William Dabney, invariavelmente, está associado, sendo certo que os jardins da sua residência inspiraram algumas das referências mais elogiosas”.

 

Na ilha do Faial, para além dos pequenos jardins existentes na cidade da Horta, é digno de visita o Jardim Botânico do Faial, criado em 1986, na Quinta de São. Lourenço, que tem aproximadamente 5600 m2 de superfície.

 

Organizado por áreas, há um espaço preenchido com espécies botânicas nativas e endémicas, há um com plantas medicinais e aromáticas, outro com plantas ornamentais e também um espaço destinado à multiplicação de endémicas.

 

Em 1995, foi criado um polo do Jardim Botânico do Faial, o Jardim Botânico de Pedro Miguel vocacionado para a conservação de habitats e espécies características da Laurissilva, com cerca de 60 000 m2.

 

Na ilha Terceira merece lugar de destaque o belga François Joseph Gabriel (1835-1897) que foi o autor do projeto inicial do Jardim Duque da Terceira. Antes de se fixar na Terceira, esteve em São Miguel, onde colaborou com António Borges e José Jácome Correia, nos seus jardins.

 

Na ilha Terceira, para além de ter colaborado em vários jardins particulares, trabalhou na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, sendo o responsável pelo plantio das árvores na Praça Velha. Também foi da sua iniciativa a introdução e aclimatação de várias espécies, entre as quais o metrosídero [possivelmente Metrosideros excelsa], o eucalipto-limão [Corymbia citriodora] e a araucária [provavelmente Araucaria heterophylla].

 

Para além do Jardim Duque da Terceira existem na ilha Terceira, pequenos jardins particulares. No concelho de Angra do Heroísmo, segundo Bogas (2003), a Zona de São Carlos “por razões históricas e sociais [é] aquela onde o embelezamento das propriedades, recorrendo à implantação de jardins, é mais evidente e relevante”.

 

Na ilha do Pico destacou-se Francisco Inácio de Medeiros, que na sua Quinta das Rosas, com uma área de 3 hectares, colecionou várias espécies botânicas, com destaque para as roseiras.

 

 

Bibliografia

 

Arruda, L. (2015). Evolucionismo nos Açores e outros estudos. Angra do Heroísmo, Instituto Açoriano de Cultura. 438 pp.

 

Bogas, T. (2003). Os jardins como expressão da organização do Mundo Rural na transoceanidade dos Açores (Angra do Heroísmo). Relatório de estágio da Licenciatura em Engenharia Agrícola. Angra do Heroísmo, Universidade dos Açores. 170 pp.

 

Costa, F. (1989). Etnologia dos Açores, Vol.1, Lagoa, Câmara Municipal da Lagoa. 420 pp.

 

Quintal, R., Braga, T. (Árvores dos Açores - Ilha de São Miguel. Ponta Delgada, Letras Lavadas.240 pp.

 

O Agricultor Michaelense, nº 48, abril de 1848.

 

O Agricultor Michaelense, nº 26, fevereiro de 1850.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Virusaperiódico (181)

 


Virusaperiódico (181)

 

Comecei o dia 18, pelas 5 h e 30 min, a trabalhar nas últimas revisões do livro “Açores 500 Flores”.

 

Quando fui passear com o Max verifiquei que ainda há flores em alguns incensos. Já o havia visto no passado sábado na Ribeira Nova.

 

Acabei o dia a fazer pesquisas sobre o passado da minha terra natal, a Ribeira Seca de Vila Franca do Campo.

 

No dia 19 passei pelo Jardim Botânico José do Canto, onde localizei o gengibre-da-índia,  planta que  está no início da floração. De tarde, estive a plantar tomateiros no quintal e a rascunhar um texto sobre a Ribeira Seca de Vila Franca.

 

Foi com muita satisfação que li a recensão, da autoria da historiadora Miriam Halpern Pereira, do livro “A família Miranda e os Açores, Resistência e multiculturalismo”, editado pelas Letras Lavadas, , publicada na Revista de História das Ideias, vol 44, 2ª série, 2026, da Universidade de Coimbra.

 

O dia 20 foi muito intenso. Comecei na Biblioteca Pública de Ponta Delgada a pesquisar no jornal “O Villafranquense” e a seguir andei pelo Jardim Antero de Quental, pelo Jardim José do Canto e pelo Parque Urbano, que parece um santuário de coelhos e de galináceos. Fui também visitar a palmeira que existe junto à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Lajedo. Por último, passei pela Nova Gráfica, onde fiquei conhecer o estado da impressão do livro “Açores 500 Flores”, que vai ser lançado no dia 3 de junho, no Centro Natália Correia, na Fajã de Baixo.

 

Através da rádio fiquei a saber o que já desconfiava, isto é, que há professores que andam a deseducar os alunos, pois nem uns nem outros sabem distinguir reutilização de reciclagem.

 

20 de maio de 2026

domingo, 17 de maio de 2026

Virusaperiódico (180)

 


Virusaperiódico (180)

 

No dia 15, estive a ler sobre o conceito de terrorismo e sobre atividades terroristas em Portugal. Nos Açores de 1974 a 1980 existiu terrorismo ou apenas ações violentas?

 

No final do dia, estive a recordar o último dia de Antero de Quental. Aqui vão as notas que tirei :

 

Antero de Quental (18 de abril de 1842 – 11 de setembro de 1891)

11 horas- Almoçou com José Bensaúde.

14h 30 mim- Saiu de casa e foi ao Governo Civil onde entregou à irmã “umas dúzias de libras, pedindo-lhe que lhas guardasse, porque o preocupava tê-las”.

18 horas- Depois de visitar alguns amigos, comprou um revólver na loja de quinquilharias de Benjamim Ferin.

20 horas- Depois de visitar o primo Augusto Arruda Quental e de ter passado pelo Governo Civil, onde entregou à irmã o dinheiro que restou após a compra do revolver, com dois tiros suicidou-se.

Nota- O nome do jardim “Antero de Quental”, foi aprovado pela Câmara Municipal de Ponta Delgada no dia 11 de abril de 1942.

 

No dia 16, andei na Ribeira Seca de Vila Franca em contacto com a terra. Na Ribeira Nova estive a trabalhar no apiário e semeei milho de vassoura. Verifiquei que 8 anos depois de plantada a guabiroba-de-folha-crespa (Campomanesia reitziana) frutificou.

 

 Na Courela, foi dia de podar abrigos, trabalho que já não consigo fazer. A produção de bananas está fraquíssima.

 

No regresso a casa ouvi que o meu antigo aluno, João Afonso, foi o guarda-redes do Santa Clara no jogo com o Porto. Bom miúdo, espero que tenha uma boa carreira profissional.

 

Comecei o dia 17, a ler e a refletir sobre as festas do Espírito Santo que hoje perderam o significado que já tiveram. A solidariedade passou para segundo lugar, tendo dado lugar ao espetáculo. Permanece alguma autonomia em relação às instituições estatais.

 

Fiquei a saber que a Câmara da Ribeira Grande vai desperdiçar 13 000 euros na compra de confetes a usar na Festa da Flor. Autarcas sem tarelo, pois uma coisa é defender o ambiente e outra é dizer que o fazem.

 

17 de maio de 2026

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Virusaperiódico (179)

 


Virusaperiódico (179)

 

No dia 9, continuei em descanso forçado. O raio do corpo acha-se cansado, mas, felizmente, a alma não o acompanha. Não podendo trabalhar na terra, o computador que agora tem a mania de não querer ligar é que foi a vítima.

 

Apesar de “coxo”, ainda foi possível semear no quintal, durante escassos minutos, milho de vassoura e açafroa.

 

Comecei o dia 10 a elaborar um “PowerPoint” sobre a flora dos Açores e introdução de espécies ao longo dos tempos. Depois, ainda de manhã, dediquei algum tempo ao ativismo ambiental, mais propriamente à educação ambiental, usando as redes sociais disponíveis, pois os jornais estão mais interessados em tricas partidárias.

 

Acabei a leitura do livro “Quarenta Árvores em discurso directo”, editado pela Porto Editora.

 

Na manhã do dia 11, passei a maior parte do tempo a recordar o que aconteceu em Vila Franca do Campo em 1974, nomeadamente sobre a substituição do elenco salazarista/marcelista da Câmara que continuou com filhos ideológicos do Estado Novo por muitos anos. Viraram a casaca, mas continuaram autoritários como sempre foram.

 

O dia 12 foi dedicado à revisão do livro “Açores 500 Flores”. Não houve tempo para mais nada.

 

Comecei o dia 13 pelas 3h 45 min a trabalhar na revisão do livro mencionado, tendo despendido cerca de 8 horas. De manhã, passei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada onde me encontrei com um amigo que já não via há mais de 45 anos.

 

Fiquei satisfeito porque depois de cerca de 10 dias sem poder conduzir, hoje já o fiz. As pernas é que ainda não voltaram ao normal.

 

O dia 14 foi quase de repouso absoluto, mas ainda dediquei algum tempo à revisão do livro que terá 316 páginas e 1211 fotografias de flores.

 

14 de maio de 2026