Pois alevá...Diário de um Professor
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Virusaperiódico (143)
Virusaperiódico (143)
O dia 24 de novembro foi dedicado, de manhã, a
pesquisas nas atas da Junta de Freguesia e da Assembleia de Freguesia do Pico
da Pedra e à conclusão da escrita de um curto texto sobre acontecimentos
ocorridos na freguesia em 1975. Naquele tempo havia mais participação popular
e, portanto, mais democracia. De tarde, para além de algumas limpezas no
jardim, estive a escrever sobre pessoas que nos Açores foram apaixonadas por
plantas, tendo criado e ou mantido jardins, em São Miguel e no Faial.
Comecei o dia 25 de novembro a trabalhar sobre
o Verão Quente na ilha de São Miguel que se prolongou até 1979, com muita
violência gratuita sobre alguns açorianos progressistas.
De manhã, passei pelo Jardim José do Canto,
onde observei algumas plantas que produzem frutos comestíveis e verifiquei que
duas espécies desapareceram. Na Biblioteca Pública estive a fazer pesquisas
sobre Carlos Dabney e sobre um relatório sobre a ilha de São Miguel, elaborado
por Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque.
De tarde, alterei um pouco um texto sobre o
Pico da Pedra em 1975, resultado de uma pesquisa feita durante a manhã, estive
a conversar com uma pessoa que está a viver na Suécia sobre jardins na ilha
Terceira e soube que em breve será impressa a 3ª edição do meu livro “Plantas
Usadas na Medicina Popular nos Açores”.
No dia 26, andei por Vila Franca do Campo, onde
fui devolver algum mel às abelhas, o que restou nos quadros após a extração e plantei
algumas plantas ornamentais, como massarocos e rainha-das-ervas. Também
coloquei na terra alguns galhos de pera-melão.
Hoje, recebi a confirmação de que o escritor
Dias de Melo havia sido militante do PCP. Sobre o assunto, apenas tenho a dizer
que não percebo a razão de haver quem queira esconder esta sua opção. Tal como
considero condenável reescrever a História, acho lamentável truncar a biografia
de quem quer se seja.
26 de novembro de 2025
domingo, 23 de novembro de 2025
Virusaperiódico (142)
Virusaperiódico (142)
Depois de um domingo também cansativo quase
todo dedicado à extração do mel recolhido no dia anterior, no dia 17 de
novembro participei no colóquio “Macaronésia 1975” iniciativa da Biblioteca
Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Gostei imenso e desde já dou os
meus parabéns à Diretora daquela instituição e a toda a equipa responsável pela
organização.
No dia 18 estive a assistir à segunda sessão do
colóquio referido e passei pelo Jardim Botânico José do Canto, onde confirmei a
ausência de algumas endémicas que haviam sido plantadas, bem como a presença de
algumas fruteiras. Comecei a fazer pesquisas num manuscrito de José do Canto
anterior a 1856.
O dia 19 foi dedicado a pesquisas
(infrutíferas) na Biblioteca Pública de Ponta Delgada e a conversar sobre
possíveis projetos futuros relacionadas com o 6 de junho de 1975.
Depois de dois dias de muito trabalho, estive
no computador a fazer uma síntese de um longo texto e de algumas pesquisas
sobre o que terá ocorrido no Pico da Pedra em 1975. Pretendo esclarecer algumas
dúvidas em relação ao facto de na freguesia haver grandes opositores ao
salazarismo. Penso que não há qualquer fundamento, mas poderei estar
redondamente enganado.
O sábado, dia 22, foi um dia de muito trabalho
que durou cerca de 12 horas. Escrita, trabalhos domésticos diversos e um
regresso ao quintal, onde estive a mondar algumas ervas e a transplantar
algumas plantas ornamentais.
Depois de muitos anos, verifiquei que a
ameixeira-natal (Carissa macrocarpa) frutificou pela primeira vez. A
ameixeira-de-natal é um arbusto nativo da África do Sul, cujos frutos podem ser
comidos frescos ou então em tortas, doces, geleias e molhos.
22 de novembro de 2025
sábado, 15 de novembro de 2025
Apontamentos sobre a escravatura nos Açores
Apontamentos
sobre a escravatura nos Açores
O
tema da escravatura nos Açores, ou mesmo no todo nacional, é quase tabu. Na
sociedade quase não se fala no assunto e ainda não foi devidamente tratado nas
nossas escolas. Com efeito ao longo de 11 anos de escolaridade, primária,
segundo ciclo, terceiro ciclo e ensino secundário, nunca ouvi falar no assunto
e este ano tendo perguntado aos meus alunos do 9º ano de escolaridade da disciplina
de Cidadania e Desenvolvimento, a resposta foi a de que não tinham conhecimento
da existência de escravos nos Açores.
Pelos
vistos, o silêncio mantinha-se apesar da legislação que proibia que se falasse
em escravos, referida por Ana Barradas, no seu livro “Ministros da noite- Livro
negro da Expansão Portuguesa”, que abaixo se transcreve, ser muito antiga e não
estar em vigor:
“Todo
o português como todo o indivíduo de outra nacionalidade residente no
território português que intencionalmente, por discursos pronunciados em
reuniões públicas ou por manifestos, brochuras, livros, jornais, ou outras
publicações destinadas a ser vendidas ou distribuídas gratuitamente ao público,
difundam falsas informações a fim de demonstrar a existência da escravatura ou
do tráfico de escravos nas colónias portuguesas, será punido com multa de
2 000$ a 20 000$ ou com prisão maior até dois anos, e poderá ainda se
expulso do território português. (Código de Trabalho dos Indígenas das Colónias
Portuguesas da África, 6 de dezembro de 1928)”
Na
qualidade de professor da disciplina referida, onde um dos temas a abordar é o
dos direitos humanos, comecei a pesquisar sobre o assunto, tendo no passado mês
de dezembro assistido à gravação do 7º Encontro com História, promovido pela
Históriasábias-Associação Cultural, sobre a “Escravatura nos Açores (séculos
XV-XIX).
Ao
ouvir a Professora Doutora Margarida Vaz do Rego Machado falar sobre o
testamento de um dos maiores negociantes dos Açores do seu tempo, NMRA-Nicolau
Maria Raposo do Amaral (1737-1816), onde este pedia que uma sua escrava fosse
mantida e bem tratada pelos seus filhos nas suas enfermidades, lembrei-me que
possuía alguns documentos que me foram cedidos para consulta por um descendente
daquele homem de negócios.
Todos
os exemplos referidos abaixo, foram extraídos da documentação referida.
Em
carta de 7 de fevereiro de 1777, dirigida a Manuel Correia Branco, NMRA lamenta
não poder ser útil porque não existe na ilha uma mulata como a pretendida, mas
que fará as diligências para “comprar alguma que não eceda (?) de 14 anos, e
que não seja feia, e se a puder comprar a mandarei ensinar nesta sua Casa de
forma que fosse servir a Fidalga Minha Senhora.”
Num
documento intitulado “Do 4º Copiador de NICOLAU MARIA RAPOSO DO AMARAL (PAI) cópia
em 25 de Julho de 1782) a propósito das instalações do “Colégio que foi dos
denominados Jesuítas da ilha de São Miguel”, aquele homem de negócios
queixava-se de que “vem a ficar dos sobreditos 18 cubículos, 12 para acomodação
da minha família”.
E
para ele o que era a família?
Aqui
fica a resposta: “minha mulher, cinco filhas, quatro filhos, uma ama, duas
criadas, quatro escravas, e criados e três escravos…”
A
12 de maio de 1784, em carta dirigida a João Filipe da Fonseca, NMRA escreve
que poderá mandar um navio de Angola para o Rio de Janeiro com escravos.
No
dia 6 de agosto de 1785 NMRA, em carta dirigida ao mesmo destinatário, depois
de escrever que sentia “que o espírito da lei deve ser conservado nestas Ilhas
para a liberdade dos Negros conduzidos da nossa América” acrescenta o seguinte:
“É incomparável o incómodo que aqui se padece com a falta dos Escravos: a minha
casa não pode servir-se doutro modo, e visto que V.M. me diz, parece que estou
na rigorosa obrigação de dar a liberdade a uns poucos que me acompanharam do
Brasil há anos debaixo da boa fé.”
Numa
carta datada de 6 de agosto de 1785, dirigida a João Filipe da Fonseca, NMRA
volta a referir-se à escravatura na ilha de São Miguel, do seguinte modo:
“Sinto
a notícia que V.M. me deu, que o espírito da Lei deve ser conservado nestas
Ilhas para a liberdade dos Negros conduzidos da nossa América.
É
incomparável o incómodo que aqui se padece com a falta dos Escravos: a minha
casa não pode servir-se doutro modo, e visto que V.M. me diz, parece que estou
na rigorosa obrigação de dar liberdade a uns poucos que me acompanharam do
Brasil há 17 anos debaixo de boa fé.”
Numa
carta datada de 20 de março de 1796, dirigida a José Inácio de Sousa Melo, da
ilha da Madeira, a dado passo pode-se ler o seguinte:
“Remeto
mais a V.M. uma Negra minha escrava, por nome Rosa, que se criou de pequena
nesta Casa donde aprendeu todo o serviço, cuja Negra comprei a uma filha de
Dionísio da Costa o Marchante, como consta da Escritura que remeto a V.M. com a certidão da sua idade, e Procuração
para que faça esta Venda, ou na Praça, ou por ajuste particular o mais breve
que V.M. puder, e logo que ela chegar.
Esta
escrava não teve vício algum até agora: mas eu a mando vender porque me consta
que ela se desonestou com um escravo desta Casa de que penso vai pejada, e a
não lhe acontecer esta desgraça, eu a não venderia por todo o dinheiro que, por
ela me oferecessem, e seria forra por minha morte, e de minha Mulher.
O
que eu digo a V.M. é a mesma verdade, e estimarei que ela ache uma boa Casa que
a compre.
O
seu líquido rendimento empregará V.M. na receita que peço, podendo mandar-me
tudo por este Navio, ou por outro que fique a partir para esta Ilha: aliás: o
remeterá V.M. em letras para Lisboa como lhe recomendo. Se V.M. quiser ficar
com esta Escrava, o pode fazer por menos dez mil reis do maior preço que por
ela lhe oferecerem: isto é, no caso que ela lhe agrade.”
A
6 de outubro de 1797, em carta dirigida a Jerónimo José Carvalho, menciona que
possui três escravos. Caso contrário seria ele obrigado a varrer a cavalariça e
a carregar água para a sua casa.
A
8 de março de 1800, em carta dirigida a João Filipe, NMRA menciona a libertação
de escravos “pelo indulto da Lei não obstante algumas Sentenças do Tribunal da
Relação que os obriga à escravidão, fundadas em que a Lei se não estende para
estas ilhas, mas só sim para o reino” e prossegue afirmando que ninguém se
arrisca a mandar vir negros do Brasil pois correm o risco de os perder.
Em
1802, em carta de 8 de agosto, dirigida a Manuel Tomás, escreve que “pensa
mandar a Lisboa um escravo pardo para aprender a boleeiro.”
Em
carta enviada para João do Rego Falcão, de Pernambuco, escreve sobre dois
escravos que comprou na Ribeira Grande pedindo que os venda, porque
“degeneraram no vício de amancebados com diversas concubinas” e porque passaram
a querer revoltar-se contra ele.
Em
carta dirigida ao já referido João do Rego Falcão, datada de 14 de novembro de
1804, faz uma série de encomendas, como
mel, algodão, paus de jacarandá, etc. e “um escravo Molecão bem feito de pé, e
perna , e que possa carregar já um barril de água: sendo de boa Nação, que não
seja Cabondá, Moxecongo ou Mujólo e outras Nações reprovadas, mas sim das
melhores Nações, bem como “três negras moleconas de boa cara, raparigas de doze
a quinze anos de idade pouco mais ou menos, para que possam amassar pão, e
servir bem uma casa, sendo de boas Nações como levo recomendado, e nada das
raças reprovadas.”
A
6 de outubro de 1805, NMRA escreve a João do Rego Falcão acusando a receção dos
escravos pedidos. Assim, segundo ele “o Moleque, e Negrinhas chegaram vivos. O
Moleque não se sabe da sua pátria, e só sim que é da Costa da Malagueta ou
Cafraria. Uma Negrinha Cabondá, sendo das mais péssimas nações, e duas com
efeito Benguelas”.
Em
1807, continuava o tráfico de escravos. Com efeito, NMRA em carta dirigida a
Joaquim José da Fonseca, escreve que “quer vender uma escrava negra porque
desatendeu a uma neta”. Não quer que a mesma fique na ilha e pede que aquele “a
venda para casa caridosa ainda que seja por menos do seu valor”.
Quando
se aborda a questão da abolição da escravatura, o primeiro passo terá sido dado
em Portugal, em 1761, através de um
alvará que ordenava a libertação de todos os escravos negros que chegassem à
metrópole. A abolição completa, em todo o território controlado por Portugal,
pelo menos no papel, só ocorreria a 25 de fevereiro de 1869.
Apesar da legislação aprovada, na prática a
exploração extrema da força de trabalho humana continuou de tal modo que num
livro publicado em 1944, Norton de Matos que foi governador de Angola, escreveu
o seguinte: “Manteve-se (…) a escravatura em Angola e noutras colónias
africanas, quase até aos presentes dias. Encoberta, camuflada, sofismada, ela
continuava a existir, e por certo, desmereceria se não afirmasse que a fui
encontrar sob diversos nomes ou disfarces na província do Ultramar português
que, em 1912 e anos seguintes, governei”.
A
história não pode ser apagada, nem julgada com os olhos de hoje, tanto mais que
a escravatura continua existindo, havendo nos nossos dias mais pessoas em
situação de escravidão do que no passado. De acordo com a associação
ACEGIS-Associação para a Cidadania, Empreendedorismo, Género e Inovação Social,
no mundo existem 40,3 milhões de pessoas vítimas da escravatura moderna, sendo
um quarto delas crianças.
Se
não podemos corrigir os erros do passado, podemos agir de modo a impedir que os
mesmos se perpetuem no presente e evitar que continuem no futuro, o primeiro
passo a dar é estudar a história, não esconder nada às novas gerações e
denunciar todas as situações de escravidão mais ou menos camufladas.
Para
saber mais:
Barradas,
A. (1991). Ministros da noite-Livro Negro da Expensão Portuguesa. Lisboa: Antígona.
Casas,
B. (1990). Brevíssima Relação da Destruição das Índias. Lisboa: Antígona.
Mendes,
L. (1977). Memória a respeito dos escravos e tráfico da escravatura entre a
Costa d´África e o Brasil. Porto: Publicações Escorpião.
Imagem: https://ensina.rtp.pt/explicador/a-escravatura-nos-seculos-xv-e-xvi-h47/
Virusaperiódico (141)
Virusaperiódico (141)
No dia 10, continuei os meus trabalhos sobre o
ano de 1975 e li mais umas páginas do livro “Histórias da PIDE-
Volume 1: Quando Salazar mandava”.
Entre as 2 h e as 4 h da madrugada do dia 11, acabei um
PowerPoint sobre as minhas memórias do ano de 1975. Espero dar a conhecer algo
muito pouco conhecido ou mesmo desconhecido da maioria das pessoas na próxima
segunda-feira. De manhã, encontrei-me com um amigo que os “fachos” da Terceira
queriam que fosse expulso da sua terra (C.R.). De tarde, continuei a leitura do
livro mencionado e recebi a triste notícia da morte de uma antiga colega
professora da Escola Secundária das Laranjeiras (T.V.).
No dia 12 voltei à Biblioteca Pública de Ponta Delgada e
estive a pesquisar no Diário dos Açores. Verifiquei a parcialidade dos seus
redatores quando descrevem acontecimentos do ano de 1975. São sempre populares
a confrontar elementos de partidos de esquerda (essencialmente PCP ou MES) e
nunca mencionam que são elementos de partidos da direita ou membros do MAPA ou
da FLA. Depois aparecem pessoas a dizer que o problema da desinformação ou das
informações distorcidas surgiram com as redes sociais. É preciso recordar que
muitas vezes ler jornais é também saber menos.
No dia 14 estive a contatar várias pessoas que viveram alguns
acontecimentos ocorridos em 1975 para confrontar com as minhas memórias. De tarde, estive em Vila Franca e voltei a
verificar que fui roubado. É triste esperar um por algumas frutas e verificar
que há gente canalha que se limita a comer o que é trabalho dos outros. Mas são
gente do bem que vai à missa e vota em partidos do bem ou próximos.
O dia 15 foi muito proveitoso, mas também muito cansativo, de
tal modo que tive de cancelar uma visita a uma quinta que tinha muito gosto em
visitar no dia seguinte. Comecei a fazer alterações no Powerpoint já referido,
depois ajudei a plantação de meninas-para-a-escola, ajudei estive a fazer a cresta
e acabei por iniciar a extração do mel. Foi trabalho das 6 às 17 horas.
Continuam as boas podas…Haja paciência, pois formação aos
podadores não há.
15 de novembro de 2025
domingo, 9 de novembro de 2025
Virusaperiódico (140)
Virusaperiódico (140)
No dia 5, voltei à Biblioteca Pública de Ponta Delgada, desta
vez para consultar o Correio dos Açores sobre as manifestações de 13 e 19 de
março de 1975, de apoio ao MFA e contra o golpe falhado de 11 de março dirigido
pelo general António Spínola. De tarde fiquei a saber que o meu livro “As
plantas na medicina popular nos Açores” está esgotado e fui desafiado a fazer
uma revisão com vista à impressão da 3ª edição.
Comecei muito cedo o dia 6, isto é, pelas 3h 30 min estive a
fazer uma leitura do livro referido, tendo sinalizado algumas gralhas e tirado
algumas notas sobre alterações que pretendo fazer. De tarde, depois de um
período de descanso, estive algum tempo a preparar um texto que servirá de base
a uma apresentação oral.
No dia 7, andei por Vila Franca do Campo, a pesquisar imagens
para uma apresentação e a ler sobre a atuação de algumas forças partidárias
açorianas durante o PREC.
Comecei o dia 8 e estive quase todo o dia a fazer um resumo
de um texto de 40 páginas. Numa saída que fiz a Ponta Delgada, um amigo meu
ligado ao Conservatório de Ponta Delgada perguntou-me se sabia a razão da substituição
do maestro da FAP-Filarmónica Aliança dos Prazeres. Respondi-lhe que nada sabia,
que apenas tinha visto uma publicação numa rede social a comunicar a sua saída
e a elogiar o seu desempenho. A direção da FAP terá conseguido outro de qualidade
semelhante e menos oneroso para os cofres da associação?
No domingo, dia 9, passei grande parte da manhã numa reunião onde
se falou sobre um projeto da Câmara Municipal da Ribeira Grande que poderá
destruir cerca de 1/3 da Praia do Monte Verde. De tarde, para além de trabalhos
domésticos, li uma parte do livro “Histórias da PIDE- Volume 1: Quando Salazar
mandava”. Fiquei a conhecer melhor a vida de três presos políticos, um dos
quais tive o prazer de com ele falar um pouco.
9 de novembro de 2025
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Virusaperiódico (139)
Virusaperiódico (139)
De madrugada, li, no livro “A Contra-revolução no
25 de Abril”, de Maria José Tíscar, que “no movimento independentista dos
Açores, entre 1975 e 1976, houve também intervenção de antigos elementos
ligados à OT-OACI e à Aginter Presse”. A sigla OT significa Ordre et
Tradition e OACI, Organization Armée contre le Communisme International e
“Aginter Presse” tratava-se de uma falsa agência de notícias ligada à PIDE que
“era na realidade uma organização de mercenários anti-comunista, com subsidiárias por
todo o mundo. Treinava os seus membros em técnicas de operações clandestinas,
incluindo ataques à bomba, eliminação de personalidades, guerra psicológica,
comunicação e infiltração clandestinas e contra-insurreição (Wikipédia).
A manhã do dia 4 de novembro foi passada na Ribeira Grande,
na Praia de Santa Bárbara e no litoral do Bandejo, acompanhado de um amigo
biólogo.
Comecei por ir à PSP levar um cagarro que o meu amigo havia
recolhido na Praia do Monte Verde. Na Praia de Santa Bárbara apenas encontramos
dois cagarros mortos e vivos vários pilritos (Calidris alba) e gaivotas (Larus michahellis atlantis). No que diz a plantas não observei nada de especial, para
além da vidália (Azorina vidalii).
No litoral do Bandejo, observei as entradas para
as casamatas, duas delas sem qualquer proteção e algumas plantas endémicas,
como o bracel (Festuca petraea) e a erva-leiteira (Euphorbia azorica).
Nunca tinha visto uma área tão grande coberta de perrexil (Crithmum
maritimum), planta usada na alimentação, em saladas e em curtume.
De tarde, passei muitas horas no computador a
selecionar textos para uma comunicação a fazer na segunda quinzena deste mês. A
grande dificuldade será sintetizar informação para a poder transmitir em 20
minutos.
No início da noite, comecei a rever alguns textos
de uma revista que sairá no próximo mês e que será distribuída no final do ano
ou no início de 2026. Talvez seja o
último número a ser publicado, o que será uma pena.
4 de novembro de 2025







