segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Virusaperiódico (201)

 


Virusaperiódico (201)

 

O dia 21 foi destinado a tratar de burocracias relacionadas com os canídeos que vivem cá em casa e a algumas leituras. Aproveitei para fotografar a primeira e penso que única fachada de uma casa, no Pico da Pedra, que esteve ornamentada com urtigas (cóleos) durante as festas da padroeira.

 

No dia 22 voltei à ilha Terceira para participar num colóquio sobre Jaime Brasil (https://www.youtube.com/watch?v=PvDvJ-PLzqg&t=3755s). Em Angra tive a oportunidade de observar pela primeira vez uma monumental Ficus microcarpa que merece ser classificada como árvore de interesse público.

 

O dia 23 foi dedicado a preparar todo o material para um próximo livro que vai dar muito que falar. Comecei a leitura de “Histórias da PIDE-vol. 2”, de José Pedro Castanheira.

 

No dia 24 entreguei na tipografia o texto e as imagens do livro já referido e voltei às pesquisas para confirmar a origem de algumas fotografias. No início da noite, vi, sem pegar no sono, um fraco jogo da seleção nacional de futebol.

 

No dia 25 passei pelo Jardim Botânico José do Canto quase exclusivamente para observar o crescimento dos bambus-gigantes e estive o resto da manhã a consultar jornais na Biblioteca Publica Regional de Ponta Delgada.

 

No sábado, dia 26, estive em Vila Franca do Campo a limpar bananas e bananeiras e a arrancar e cortar conteiras. Colhi as primeiras batatas yacon, alguns jambos e feijoas.

 

No domingo, dia 27, em casa estive a fazer pesquisas nos primeiros jornais A VILA publicados depois de 25 de Abril de 1974. Continuei a leitura do livro de José Pedro Castanheira e voltei às pesquisas sobre as plantas e as suas utilizações nos Açores.

 

27 de setembro de 2026

sábado, 26 de setembro de 2026

Jaime Brasil

 

Diário Insular, 22 de setembro de 2026

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Homenagem a Jaime Brasil

 

Avatar de A IDEIA: Revista de Cultura Libertária

Por A IDEIA: Revista de Cultura Libertária em setembro 23, 2026

No âmbito do 130.º aniversário do nascimento e do 60.º da morte de Jaime Brasil, a Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro (Ilha Terceira) organizou uma exposição e um colóquio com participação de Ricardo Alves e Teófilo Braga.

Para assistir ao colóquio, basta clicar no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=PvDvJ-PLzqg&t=3755s

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Virusaperiódico (200)

 


Virusaperiódico (200)

 

No dia 11, estive a ler alguns textos de Jaime Brasil publicados no Suplemento d’A Batalha, nos anos 20 do século passado. Confirmei que Brasil era desalinhado da maioria dos pensadores do seu tempo, mesmo dos que estavam na sua área ideológica.

 

O dia 12 de setembro foi passado quase todo na Ribeira Nova a mondar e a arrancar infestantes. Aproveitei a oportunidade para “inspecionar as colmeias”, tendo verificado que até agora há muito pouco mel.

 

A manhã do dia 13 foi passada no Porto Formoso a apreciar a maior exposição de urtigas (cóleos) que conheço e que merece ser classificada como património cultural municipal. A tarde foi para preguiçar, pois todos temos o direito, pouco reivindicado, à preguiça.

 

No dia 14 estive a preparar alguns vimes para depois usá-los em “empalhar” uma garrafa ou fazer um pequeno cesto. Recebi a oferta de cerca de uma centena e meia de livros. Terei tempo útil para ler algumas dezenas que me despertaram a atenção?

 

No dia 15 passei pelo Jardim Botânico José do Canto para acompanhar o crescimento dos novos rebentos do bambu-gigante e tentar localizar os jambeiros existentes. Verifiquei que há duas plantas adultas que ou não frutificam ou produzem muito poucos frutos  talvez por estarem em locais com muito pouca luz solar.

 

No dia 16, estive a ler os primeiros textos da revista “Flauta de Luz”, recentemente chegada e a reler uma publicação sobre o Dr. José Pereira Botelho.

 

Na quinta-feira, 17, e na sexta-feira, 18, andei por Vila Franca do Campo a conviver com familiares e amigos e a fazer algumas (poucas) colheitas.

 

No dia 19, estive a fazer algumas limpezas no quintal e a reler alguns textos sobre o escritor injustamente esquecido Jaime Brasil.

 

Finalmente, no domingo, 20, li alguns textos da revista “Ecossocialismo”. Como é dia de festa no Pico da Pedra, também foi dia de convívio familiar.

 

20 de setembro de 2026

sábado, 19 de setembro de 2026

Jaime Brasil e o seu tempo

 



Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro

𝗖𝗼𝗹𝗼́𝗾𝘂𝗶𝗼 | 𝗢 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝗮𝗶𝗺𝗲 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹 (𝟭𝟵𝟮𝟲-𝟭𝟵𝟲𝟲)
No ano em que se celebram 50 anos da autonomia dos Açores, a BPARLSR organiza uma exposição e um colóquio em torno da personalidade de Jaime Brasil, um defensor intransigente da liberdade de pensamento, da justiça social e do espírito crítico — pilares fundamentais que também sustentam o percurso histórico e identitário dos Açores.
Embora tenha vivido grande parte da sua vida fora do arquipélago, Jaime Brasil encarnou o inconformismo e a abertura ao mundo característicos da alma açoriana. A sua trajetória como jornalista, escritor e opositor à censura reflete a autonomia intelectual e cívica que as comemorações dos 50 anos da autonomia visam celebrar, mostrando como o pensamento livre e a resistência cultural são essenciais para a construção de uma sociedade democrática e emancipada.
𝗢 𝗰𝗼𝗹𝗼́𝗾𝘂𝗶𝗼 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿𝗮́ 𝗻𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝘁𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼, 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 (𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹), 𝗻𝗼 𝗮𝘂𝗱𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗕𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝘁𝗲𝗰𝗮, 𝗲 𝘀𝗲𝗿𝗮́ 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗺𝗶𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗼. 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮𝗿𝗮́ 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝗰̧𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀 𝗲 𝗧𝗲𝗼́𝗳𝗶𝗹𝗼 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮.
𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗔𝗻𝘁𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀 nasceu em Lisboa, em 1964, e é licenciado em História. É autor de 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992; 2.ª ed., 2007), Ferreira de Castro / Roberto Nobre: Correspondência (1922–1969) (1994), Eça e os Vencidos da Vida em Cascais (1998), José da Cunha Brochado na Corte de Luís XIV (1999), Eça no Egito (2001), Anarquismo e Neorrealismo: Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século (2002), Roberto Nobre: Uma Vida por Imagens (2003), Poezz: Jazz na Poesia em Língua Portuguesa (2004), Museu Ferreira de Castro: Catálogo (2005), Viajar com… Ferreira de Castro (2005; 2.ª ed., 2016), Jaime Brasil: Cartas a Ferreira de Castro (2006) e Fernando Lopes-Graça e a Presença (2013). Publicou ainda diversos artigos sobre estes autores, bem como sobre Almeida Garrett, Assis Esperança, Camilo Castelo Branco, Jaime Cortesão, Jorge Amado, Luís Cardim, Raul Brandão e Reinaldo Ferreira (Repórter X), entre outras figuras e temas da história cultural portuguesa, incluindo a revista Seara Nova.
𝗧𝗲𝗼́𝗳𝗶𝗹𝗼 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮 nasceu em Vila Franca do Campo, a 22 de outubro de 1957. Foi professor de Física e Química no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário. É bacharel em Ciências Físico-Químicas/Matemática pela Universidade dos Açores, possui o Curso de Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho, do Porto, e é mestre em Educação Ambiental pela Universidade dos Açores.
Foi delegado sindical e membro dos órgãos sociais do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores. Defensor do cooperativismo, esteve ligado à delegação de Ponta Delgada da Cooperativa Semente e presidiu à Cooperativa de Consumo do Pico da Pedra.
Ligado, desde 1982, aos movimentos ecologista e de defesa dos animais, foi um dos fundadores e presidente da direção dos Amigos dos Açores – Associação Ecológica. Coordena o Núcleo Regional dos Açores da IRIS – Associação Nacional de Ambiente.
É autor e coautor de diversos roteiros de percursos pedestres e de várias publicações dedicadas à energia, ao ambiente e ao património natural. Entre as suas obras destacam-se Lagoas e Lagoeiros da Ilha de São Miguel (coautor), Património Espeleológico da Ilha de São Miguel: Grutas, Algares e Vulcões (coautor), Vidas Exemplares, Jardim Botânico José do Canto: 100 Árvores (coautor), Árvores dos Açores: Ilha de São Miguel (coautor), Mata do Dr. Fraga: Herança Viva de um Madeirense (coautor), Plantas Usadas na Medicina Popular nos Açores, A Família Miranda e os Açores: Resistência e Multiculturalismo (coeditor), Resistência e Liberdade: Dicionário de Opositores ao Estado Novo nos Açores, Plantas Maravilhosas e Açores: 500 Flores (coautor).
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Fonte: https://www.facebook.com/BPARLSR

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Virusaperiódico (199)

 


Virusaperiódico (199)

 

O dia 6 de setembro foi passado na Courela e na Ribeira Nova, na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo. Na Courela limpei bananas e bananeiras e estive a tirar algumas guias dos quivis. Na Ribeira Nova, arranquei alguns feitos, tabaqueiras e conteiras que em poucos meses estavam a cobrir as plantações de endémicas.

 

Apesar da desgraça deste ano em termos de frutas, colhi poucas bananas e os primeiros jambos.

 

Porque me deitei muto cedo, na madrugada de domingo dediquei algum tempo ao ativismo ambiental no âmbito da IRIS, corrigi algumas informações do texto de um livro que irá para a tipografia em breve e reli algumas partes do livro de João Freire: “Quatro Itinerários anarquistas- Botelho, Quintal, Santana e Aquino”. Adriano Botelho era natural da ilha Terceira, Emídio Santana e Tomás de Aquino estiveram presos na mesma ilha.

 

Cansado do trabalho no sábado, para além da leitura, semeei chocalheiras e estive a descascar vimes.

 

O dia 7 foi atípico, não consegui fazer nada de jeito a não ser correr roupa. Nada de jeito também foram as notícias que recebi. A primeira, foi a de um ex-PCP (será que alguma vez foi comunista?) era agora figura com algum destaque num partido de protofascistas em que alguns nem sabem que o são. A segunda foi que na Ucrânia a prostituição iria ser legalizada por uma boa causa, financiar a guerra.

 

No dia 8 passei pelo Jardim Botânico José do Canto, onde observei o crescimento dos bambus (Bambu-gigante- Bambusa bambos) e um cogumelo galinha-da-floresta (Laetiporus sulphureus).

 

O dia 9 foi passado a cobrir (ou melhor a ver cobrir) um frasco de mel com vimes. Não ficou como o esperado, pois não tínhamos a matéria-prima adequada.

 

No dia 10, comecei a leitura do jornal MAPA e li alguns textos de Jaime Brasil publicados no Suplemento Ilustrado d’A Batalha.

 

10 de setembro de 2026

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Virusaperiódico (198)

 


Virusaperiódico (198)

 

No dia 29 de agosto, trabalhei no quintal, no Pico da Pedra, onde estive a arrancar uma trepadeira invasora e a fazer algumas podas. Em Vila Franca do Campo, estive a limpar bananas e bananeiras, na Courela, e a arrancar rícinos na Ribeira Nova, onde colhi alguns jambos.

 

Li num jornal que alguém considerou que havia pontos comuns entre o futebol e a tauromaquia. Esqueceu-se de dizer que uma coisa é massacrar uma bola e a outra é torturar um animal para pazear de alguns sádicos. Que rica tradição!

 

Comecei o domingo, dia 30, a acabar de rascunhar um texto sobre Jaime Brasil e os Açores e depois tentei identificar um  inseto que estava numa fotografia enviada por uma pessoa amiga. Trata-se de uma borboleta da espécie Agrius convolvuli que em criança conhecia como flintintim, mas que  também é conhecida como borboleta-da-batata-doce ou borboleta-caveira.

 

Ainda de manhã, antes de dar o passeio habitual com o Max, estive a divulgar mais uma planta melífera, desta vez as sécias que eram características dos enfeites das casas por ocasião das festas do Senhor da Pedra, em Vila Franca do Campo.

 

Comecei o dia 31 a ler um texto de Jaime Brasil sobre a educação sexual e depois a reescrever um texto sobre o seu trabalho como biógrafo e tradutor.

 

Hoje, 3 de setembro, de manhã fiz uma caminhada involuntária em Ponta Delgada, sendo a maior parte do percurso no litoral. As pernas acharam que 7 km era demasiado, para a idade ou para a falta de treino.

 

Para descansar um pouco a mente que anda atarefada com Jaime Brasil, estive a descascar vimes, numa maquineta que fiz.

 

3 de setembro de 2026