Virusaperiódico (158)
Este sábado, dia 24 de janeiro, foi uma exceção
à regra, não estive em contato com as plantas em Vila Franca do Campo. De
manhã, estive a trabalhar sobre o Jardim Botânico José do Canto. De tarde, fiz
alguns trabalhos domésticos e li mais algumas páginas da revista “A Ideia”.
Comecei o domingo, dia 25 de janeiro, com a
leitura de alguns textos de Antero de Quental que estão no livro “Antero de
Quental Prosas I”, edição de Ana Maria Almeida Martins.
Num dos textos Antero escreve: “Que os meus
quase patrícios de Portugal não se aterrem!” Esta frase tem servido de
argumento para alguns independentistas açorianos para justificar a sua causa.
Mas, Antero de Quental nunca é lido no seu todo, por exemplo no mesmo livro
Antero de Quental afirma o seguinte: “Somo português, e de português, nos
prezamos”. Eu, que considero “a minha pátria é o mundo inteiro” acho que se
devem procurar e expor sempre os melhores argumentos.
Se a vida e a obra de Antero é, em geral,
divulgada truncada, o famoso jornalista açoriano Jaime Brazil é praticamente desconhecido
na sua terra, talvez devido aos seus ideais libertários.
Através da leitura da revista “A Ideia”, fiquei
a saber mais pormenores sobre a sua prisão pelo regime salazarista que alguns, sobretudo
quem nele não viveu, pretendem que regresse, embora com roupagens populistas. Com
efeito Jaime Brazil, natural da ilha Terceira, ao regressar a Portugal no final
de 1940, depois do seu exílio em Paris, foi preso no dia 14 de janeiro de 1941,
tendo saído em liberdade, depois de cumpridos 600 dias de prisão correcional.
Que crime(s) cometeu? Escrevia o que lhe ia na alma!
25 de janeiro de 2026






