Virusaperiódico (156)
Comecei o dia 15, em Vila Franca do Campo, em
contacto com a natureza, na Ribeira Nova e na Courela, sobretudo em colheitas
diversas. De tarde, continuei as minhas pesquisas sobre a violência ocorrida
nos Açores a seguir ao 6 de junho de 1975.
No dia 16 andei pela Biblioteca Pública de
Ponta Delgada em pesquisas sobre jardins e estive a conversar com um professor
universitário do IST, natural das Capelas. Nas pesquisas, confirmei que foi a
SPEA a responsável pela introdução da endémica vidália (Azorina vidalii)
no ilhéu de Vila Franca do Campo. Boa iniciativa? Há quem ache que não!
O dia 17 foi dedicado por inteiro ao trabalho
na terra em Vila Franca do Campo. De manhã, na Courela, estive a cortar ramos
secos em laranjeiras e a limpar bananas e bananeiras. De tarde, estive na
Ribeira Nova a podar novelões e a ajudar a colocar na terra estacas de
tamarilhos ou mamonas e de roseiras-do-japão ou camélias. Quando as forças me
faltaram regressei ao Pico da Pedra, mas passei pela Ribeira Chã, onde fui
observar uma colónia de arália-do-papel ou planta-do-papel-de-arroz (Tetrapanax
papyrifer), espécie que apresenta um comportamento invasor. Por agora
desconheço quando foi introduzida nos Açores e com que fim ou fins, se é que
existiram para além do ornamental.
No dia 18 de janeiro, recordei o que aconteceu em
1934 na Marinha Grande e em outras localidades de Portugal continental, isto é
a chamada “Revolta da Marinha Grande”, um evento importante da luta dos
trabalhadores contra o Estado Novo de Salazar. Nos Açores, a comunicação social
apenas elogiou o ditador.
Hoje, democraticamente parece que estamos a
caminhar para uma ditadura par(a)lamentar, pois democracia económica, isto é,
sem exploração da força de trabalho, nunca houve.
Se neste não é fácil, não me apetece nada
voltar a viver num regime fascistoide!
18 de janeiro de 2026

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