segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Virusaperiódico (156)

 


Virusaperiódico (156)

 

Comecei o dia 15, em Vila Franca do Campo, em contacto com a natureza, na Ribeira Nova e na Courela, sobretudo em colheitas diversas. De tarde, continuei as minhas pesquisas sobre a violência ocorrida nos Açores a seguir ao 6 de junho de 1975.

 

No dia 16 andei pela Biblioteca Pública de Ponta Delgada em pesquisas sobre jardins e estive a conversar com um professor universitário do IST, natural das Capelas. Nas pesquisas, confirmei que foi a SPEA a responsável pela introdução da endémica vidália (Azorina vidalii) no ilhéu de Vila Franca do Campo. Boa iniciativa? Há quem ache que não!

 

O dia 17 foi dedicado por inteiro ao trabalho na terra em Vila Franca do Campo. De manhã, na Courela, estive a cortar ramos secos em laranjeiras e a limpar bananas e bananeiras. De tarde, estive na Ribeira Nova a podar novelões e a ajudar a colocar na terra estacas de tamarilhos ou mamonas e de roseiras-do-japão ou camélias. Quando as forças me faltaram regressei ao Pico da Pedra, mas passei pela Ribeira Chã, onde fui observar uma colónia de arália-do-papel ou planta-do-papel-de-arroz (Tetrapanax papyrifer), espécie que apresenta um comportamento invasor. Por agora desconheço quando foi introduzida nos Açores e com que fim ou fins, se é que existiram para além do ornamental.

 

No dia 18 de janeiro, recordei o que aconteceu em 1934 na Marinha Grande e em outras localidades de Portugal continental, isto é a chamada “Revolta da Marinha Grande”, um evento importante da luta dos trabalhadores contra o Estado Novo de Salazar. Nos Açores, a comunicação social apenas elogiou o ditador.

 

Hoje, democraticamente parece que estamos a caminhar para uma ditadura par(a)lamentar, pois democracia económica, isto é, sem exploração da força de trabalho, nunca houve.

 

Se neste não é fácil, não me apetece nada voltar a viver num regime fascistoide!

 

18 de janeiro de 2026

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