Virusaperiódico (161)
6 de
fevereiro
O dia foi horrível. Parecia que São Pedro andava a açambarcar água
e decidiu despejá-la toda nos primeiros dias deste mês. Só saí de casa para
tratar do Max e do Rex. De resto, fiquei recolhido, a ler um magnífico texto
sobre o país que se julga dono do mundo, para desgraça de todos nós.
7 de fevereiro
Finalmente apareceu o bom tempo — ou talvez tenha sido apenas uma
trégua no mau. Assim, permitiu-me trabalhar na Ribeira Nova. Consegui abrir um
acesso que liga duas áreas que até agora estavam separadas e colocar estacas de
leucena e de amoreira. Soube bem poder mexer na terra depois de tantos dias de
chuva.
Uma semana depois, reparei que a armadilha para a vespa asiática,
felizmente, não apanhou nenhuma. Em compensação, estava cheia de
moscas-da-fruta.
Ao atravessar a ribeira, dei conta dos estragos causados pelo
vento: um dragoeiro e uma enorme acácia tinham caído e, com eles, um abacateiro
e um jambeiro. Já não tenho forças para limpar tudo como antes. Vou limitar-me
a retirar os ramos que dificultam o acesso ao resto do terreno. Há que aceitar
os limites do corpo.
Ao final do dia, apenas tive ânimo para ler o texto “Genocídio, obra de Israel”. O autor,
norte-americano, confirma algo que já tinha lido noutras fontes: o Hamas foi,
em grande parte, uma criação de Israel. Há, de facto, Estados terroristas.
8 de fevereiro
O dia foi passado entre tarefas domésticas e algum tempo dedicado
ao ativismo ambiental. Li também um texto notável sobre a mentira da chamada
transição energética. O greenwashing
tornou-se uma especialidade dos governantes.
8 de fevereiro de
2026

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