quinta-feira, 13 de março de 2025

Panorama do associativismo ambiental nos Açores

 


Panorama do associativismo ambiental nos Açores

 

(Apontamentos para o 1º Webinar “Biodiversity on the Islands 4 ALL” - Voluntariado e Conservação da Natureza nos Açores, iniciativa da Associação Portuguesa de Educação Ambiental, realizado no dia 12 de março de 2025)

 

2º slide- O povoamento dos Açores terá começado por volta de 1439 (a descoberta terá sido em 1427) e um século e meio depois já Frutuoso referia a escassez de algumas plantas como o teixo devido à sua excessiva utilização em São Miguel. Tinha de vir da ilha do Pico.

 

3º slide- Do total de 4,5 milhões de portugueses residentes no estrangeiro, cerca de 1,5 milhões são emigrantes açorianos e seus descendentes. E basta acrescentar que residem nos Açores cerca de 250 mil pessoas, para se ter a noção da importância da diáspora açoriana para o arquipélago. (habitantes nos Açores- 236 413 habitantes (censo de 2021). Saída de açorianos da sua terra mantém-se essencialmente por razões económicas

 

4º slide- 1 - Entende-se por ONGA, as associações dotadas de personalidade jurídica e constituídas nos termos da lei geral que não prossigam fins lucrativos, para si ou para os seus associados, e visem, exclusivamente, a defesa e valorização do ambiente ou do património natural e construído, bem como a conservação da Natureza.

2 - Podem ser equiparados a ONGA, para efeitos dos artigos 5.º, 6.º, 13.º, 14.º e 15.º da presente lei, outras associações, nomeadamente socioprofissionais, culturais e científicas, que não prossigam fins partidários, sindicais ou lucrativos, para si ou para os seus associados, e tenham como área de intervenção principal o ambiente, o património natural e construído ou a conservação da Natureza.

No Registo Regional das ONGA Constam várias associações que não obedecem ao estipulado na legislação em vigor. Qual o objetivo principal das seguintes associações:  Associação Empresarial para a Sustentabilidade dos Açores, AFAMA - Associação Faialense dos Amigos dos Animais, Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da Graciosa, Associação de Surf da Ilha Terceira, Norte Crescente - Associação de Desenvolvimento Local?

 

5º slide- Nos Açores há mais de 300 grutas e algares. As mais conhecidas são: Gruta das Torres (5 150 m) Algar do Carvão e Gruta do Natal, na Terceira, Furna do Enxofre, na Graciosa, e Gruta do Carvão (1 650 m; terá mais de 5 km)

 

8º slide- Tarphius pomboi Borges, 1991 é uma espécie de coleóptero da família Zopheridae endémica  da ilha de Santa MariaAçores[

 

10º slide- Posição sobre a caça de algumas associações de defesa do ambiente: “ Desta forma, não foram retiradas da lista espécies como a narceja, que possui apenas cerca de 300-400 casais reprodutores nos Açores, mas por exemplo apenas uma dezena de casais na ilha de São Miguel, muitíssimos menos casais que por exemplo o priôlo. Não foram retiradas da lista espécies como o pato-real e a marrequinha, espécies migratórias das quais já existiram no passado registos de reprodução na nossa região.  (2018) Deviam ser retiradas das aves cinegéticas todas as nativas dos Açores e as migratórias.

 

11º slide- Existem nos Açores 788 líquenes, 480 briófitos e 1110 plantas vasculares. Das vasculares, cerca de 200 são nativas e cerca de 80 são endémicas.

Segundo Luís Silva e outros (Flora Vascular dos Açores. Prioridades em Conservação), em 2009, “o número de taxa indígenas sujeitos a algum tipo de ameaça continua a subir, sendo hoje de aproximadamente 90, ou seja, mais de 50% do que há duas décadas. 52 das 72 plantas vasculares endémicas encontram-se ameaçadas, tendo este número subido, em apenas duas décadas, de 23 para 52, ou seja cerca de 113%.

Nota- Vasculares são plantas terrestres que apresentam tecidos especializados destinados ao transporte dos solutos que alimentam as suas células.[

 

15ª slide A recuperação e preservação dos ecossistemas tem um impacto positivo no ambiente. Por exemplo, as turfeiras conseguem armazenar cerca de 30% do carbono global do solo. Restaurar as turfeiras drenadas pode ajudar a evitar 25% das emissões de gases de estufa dos terrenos europeus.

 

21º slide- AVIFAUNA- Razões da sua importância dos Açores:

1-    Em 2010, era de 370 o número de espécies de aves observadas nos Açores (a avifauna residente/nidificante não ultrapassa as 40 espécies)

2-    Existem 12 subespécies endémicas: milhafre, galinha-d’água, codorniz, pombo-torcaz, melro-negro, alvéola, toutinegra, estrelinha (3), estorninho e tentilhão (Carlos Pereira, Aves dos Açores, SPEA)

3-    Priôlo

 

29º slide - No tempo de Rachel Carson era usado o DDT, mas julgo que sem subsídios. Agora pesticidas mais tóxicos, como os neonicotinoides ou os piretroides muito ou extremamente tóxicos para insetos auxiliares como as abelhas, ou o glifosato também tóxico para abelhas e causador de várias doenças crónicas graves em animais e no ser humano, têm subsídios agrícolas e ambientais/ ecológicos. Uma vergonha nacional.

 (Jorge Ferreira, in “Rachel Carson 60 anos - A criança, a ciência, a natureza, Campo Aberto, 2024))

 

 

terça-feira, 11 de março de 2025

Virusaperiódico (85)

 


Virusaperiódico (85)

 

No dia 10, de manhã, continuei as minhas pesquisas no jornal “Bandeira Vermelha” e comecei a ler o livro “Trotsky e a Segunda Guerra Mundial”, uma edição da Arcádia, de 1975. Recordo que só recentemente comecei a ler aquele autor, pois na minha juventude era considerado um “traidor”. De tarde, farto de estar à secretária, estive a fazer limpezas no quintal e li dois textos das “Prosas” de Antero de Quental.

 

No dia 11, estava a fotografar textos do “Bandeira Vermelha” quando um sismo veio perturbar o meu dia. Embora não muito preocupado, continuei o meu trabalho sempre à espera de sentir alguma réplica. No resto do dia estive a fazer pesquisas sobre plantas.

 

Fez 90 anos o senhor George Hayes. A ele devo a minha iniciação nos percursos pedestres que me tornou dinamizador dos mesmos nos Amigos dos Açores. Os Amigos dos Açores a ele devem a organização dos passeios pedestres, a iniciação à espeleologia, a tradução de inúmeros roteiros de percursos pedestres e a sua participação nos órgãos sociais da associação.

 

11 de março de 2025

Seda

 



Seda ou sumaúma

 

No passado dia 5 de fevereiro, depois de mais de 40 anos a viver no Pico da Pedra, percorri pela primeira vez, a pé, a Rua do Alecrim, tendo encontrado uma planta trepadeira sobre um dos muros. É sobre esta espécie o conteúdo do presente texto.

 

A seda, árvore-da-seda ou sumaúma (Araujia sericifera Brot.), que na Madeira é conhecida por falsa-sumaúma, corriola-de-seda e planta-cruel, é uma trepadeira, da família Apocynaceae, oriunda do sudeste da América do Sul.

 

A seda foi descrita, em 1818, por Félix de Avelar Brotero (1744-1828), botânico português que, entre outras obras, escreveu o livro “Flora Lusitânica”, onde identificou cerca de 1800 espécies. O nome genérico, Araujia, é uma homenagem ao botânico amador António de Araújo e Azevedo que fazia estudos e experiências no seu jardim botânico e a designação específica, sericifera, que significa “produtora de seda”, está relacionada com uns “fios” sedosos que envolvem as sementes no interior dos frutos.

 

Não se sabendo quando nem quem a introduziu nos Açores, a seda já fazia parte das plantas do Jardim de José do Canto, em 1856.

 

Todas as fontes consultadas apontam para o facto de a planta ter sido introduzida com fins ornamentais, tal como aconteceu na Madeira, onde, segundo Raimundo Quintal, terá sido para lá levada “nos finais do século XVIII ou princípios do século XIX”, com os objetivos referidos, tendo-se “adaptado ao clima e aos solos das zonas de menor altitude”.

 

Em 1966, Ruy Telles Palhinha, no Catálogo das Plantas Vasculares dos Açores mencionava a presença da seda como subespontânea nas ilhas de São Miguel e Terceira. Na atualidade, segundo o Portal da Biodiversidade dos Açores, a planta já se encontra em todas as ilhas dos Açores, com exceção do Corvo.

 

A seda apresenta caules que podem atingir os 10 m de comprimento ou um pouco mais. As folhas são opostas, aproximadamente triangulares, com a superfície lisa na página superior e pubescente na inferior. As flores em forma de funil ou campânula são brancas, com uma ligeira coloração rosada, e surgem nos meses de junho a setembro. Os frutos apresentam uma forma aproximadamente ovoide, podendo ser confundidos com os das caiotas.

 

A seda é uma planta considerada invasora, isto é, afeta negativamente os ecossistemas naturais e seminaturais, em várias regiões do mundo. Nos Açores, a seda é uma das plantas que figura no livro “Flora e Fauna Terrestre Invasora na Macaronésia-TOP 100 nos Açores, Madeira e Canárias”, editado pela Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores, em 2008, sendo editores Luís Silva, Elizabeth Ojeda Land e Juan Luis Rodriguez Luengo.

 

Embora nos Açores o fruto não seja usado na alimentação, o mesmo é “comida muito importante dos índios Payaguás”. De acordo com a página “Colecionando frutas” (1): “Quando verdes a carne do folículo sem casca e sem a pele interna com as sementes pode ser cosida e usada da mesma forma que o chuchu [caiota], em pratos salgados ou como mamão verde em doces.”

 

De acordo com Urbano Bettencourt, os “fios” sedosos dos frutos desta planta, que era conhecida, na Piedade do Pico, por sumaúma, eram usados para encher almofadas.

 

Em São Jorge, segundo José Guilherme T. Machado, a sumaúma também era usada nas almofadas e de acordo com a tradição oral teria sido trazida do Brasil por emigrantes.

 

(1)https://www.colecionandofrutas.com.br/araujiasericifera.htm

 

Pico da Pedra, 15 de fevereiro de 2025

 

Teófilo Braga

(Voz Popular, nº 211, março de 2025)

domingo, 9 de março de 2025

Virusaperiódico (84)

 



Virusaperiódico (84)

No sábado, Dia Internacional da Mulher, li algumas páginas do livro “A Morte da Natureza- As Mulheres, a Ecologia e a Revolução Científica”, da historiadora Carolyn Merchant.
Continuando as minhas pesquisas no jornal “Bandeira Vermelha”, órgão do Partido Comunista Reconstruído, um partido que pretendia ser o “verdadeiro” partido comunista de Portugal e que implodiu, vi algumas páginas dedicada à mulher, mais propriamente à UMAR, uma criação sua, que antes de mudar de nome, se denominava União das Mulheres Antifascistas e Revolucionárias. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Ainda no sábado, na companhia do Max, estive na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, a colher alguma fruta e a mondar algumas ervas que se encontravam junto das plantas nativas e endémicas. Observei várias nespereiras, nas margens da ribeira carregadíssimas de frutos que ninguém colhe. No passado eram vendidas, hoje parece-me que perderam valor comercial.
No início da noite, numa visita que fiz, fiquei a saber que o secretario da agricultura e de mais alguma coisa só é rápido em proferir asneiras e a apoiar a tortura de bovinos.
No domingo continuei as minhas pesquisas no jornal Bandeira Vermelha. Encontrei textos fabulosos escritos por crianças dos Açores e da Madeira, bem como algumas informações sobre a nossa terra que já havia esquecido.
Para além do passeio com um dos cães e do tratamento dos animais, cães e gatos, estive “preso” em casa, tendo acabado de ler o romance “Milagre na Rocha Negra”. Recomendo.
No fim do dia recebi a notícia da publicação de mais um livro de Judite Canha Fernandes, uma madeirense-açoriana, filha de Liberato Fernandes e de Clarisse Canha. Trata-se do romance “O Mel sem Abelhas”. Os meus parabéns à Judite.
9 de março de 2025

Castanheiro-da-índia

 


Castanheiro-da-índia

 

O castanheiro-da-índia ou castanheiro-dos-cavalos (Aesculus x carnea Hayne) é uma planta de origem hortícola (um híbrido entre o Aesculus pavia L., oriundo a América do Norte, e o Aesculus hippocastanum L., originário da Grécia, Albânia e Bulgária. A designação castanheiro-dos-cavalos deve-se ao facto de os turcos darem de comer os frutos da espécie hippocastanum aos cavalos com afeções pulmonares.

 

A designação Aesculus é o nome latino de azinheira e carnea provém do latim e significa da cor da carne, que é a cor das suas flores.

 

Sobre a origem do híbrido, que é fértil, há quem afirme que foi descoberto na Alemanha em 1812. Saraiva (2020), por sua vez, informa que o mesmo terá sido obtido antes de 1818 e que é desconhecida a data da sua introdução em Portugal.

 

Em 1849, no nº 13 d’ “O Agricultor Michaelense”, referente ao mês de janeiro, foi publicada uma notícia onde se afirma que é possível fazer pão a partir do castanheiro-da-índia e que se pode extrair da farinha dos seus frutos “uma gomma tão branca e pura como a da batata e que por não ter travo algum, de certo virá a substituir aquela”. No mesmo texto é afirmado que existiam poucos castanheiros-da-índia nas ilhas, mas que em Portugal continental eram muito vulgares.

 

Em 1856, a espécie Aesculus hippocastanum já existia no Jardim Botânico José do Canto e, entre maio de 1865 e setembro de 1867, foi plantada no mesmo jardim a espécie Aesculus californica nativa da Califórnia e do sudoeste do Oregon. 

 

O castanheiro-da-índia é uma árvore de folha caduca, que tem um crescimento lento ou médio, podendo atingir 25m de altura. O tronco tem fissuras rosadas, ficando gretado com os anos e apresenta uma casca verde-cinzenta escura. A copa é arredondada e as folhas são opostas, grandes, verde-escuras na página superior e mais claras na página inferior, rugosas, palmadas, compostas por cinco a sete folíolos ovais, com a margem serrilhada, ficando amarelo-acastanhadas antes da queda no Outono. A floração ocorre de abril a junho e as flores são rosa-avermelhadas. Os frutos são capsulares com espinhos, com duas a três sementes pequenas.

 

De acordo com Saraiva (2020) a multiplicação desta planta pode fazer-se por semente, por enxerto em Aesculus hippocastanum ou por estaquia.

 

O castanheiro-da-índia é usado essencialmente como planta ornamental e de sombra. A madeira também pode ser aproveitada e as sementes podem ser usadas no consumo humano, mas podem ser tóxicas se forem ingeridas em grandes quantidades. A espécie possui propriedades ansiolíticas.

 

Vários autores fazem referência às propriedades medicinais e usos da espécie Aesculus hippocastanum. Cunha, Silva e Roque (2003) referem como principais utilizações o tratamento de hemorroidas e varizes e indicam os seguintes usos etnomédicos e médicos: “Na insuficiência venosa crónica dos membros inferiores, hemorroidal, edemas, luxações. A casca e as folhas, mais em diarreias e inflamações orofaríngeas. Externamente em dores musculares, nevralgias e varizes”. Lyon de Castro (1981) refere que a planta também se emprega no tratamento da hipertrofia da próstata.

 

A farinha da espécie referida no parágrafo anterior, segundo os autores do livro “Segredos e virtudes das plantas medicinais” editado em 1983, pelas Selecções do Reader’s Digest, “é utilizada em cosmética, pois torna a pelo brilhante, e a polpa, no fabrico de sabões. Misturado na água das regas, o pó de castanhas afasta as minhocas dos vasos de flores. Da casca da árvore obtém-se uma tinta vermelha.

 

Na ilha de São Miguel é possível encontrar o Aesculus x carnea no Jardim António Borges, no Jardim Padre Sena Freitas-Ponta Delgada, no Jardim do Palácio de Santana, no Jardim Botânico José do Canto, no Pinhal da Paz e na Mata-Jardim José do Canto, na margem sul da Lagoa das Furnas, bem como noutros jardins públicos e privados. Só identificamos a presença do Aesculus pavia no Parque Terra Nostra e o Aesculus hippocastanum pode ser observado, entre outros locais, na Mata do Dr. Fraga, na Maia, e na Mata-Jardim José do Canto- Lagoa das Furnas.

 

9 de março de 2025

sábado, 8 de março de 2025

Virusaperiódico (83)

 



Virusaperiódico (83)

 

Este terceiro dia do mês de março, foi um dia diferente. Depois de vários anos sem pôr os pés num, a manhã foi quase toda passada numa visita a bancos para atualização de dados. Penso que, com a informatização, o tempo de espera e de alteração de dois ou três dados aumentou. Bancos? Só os de jardim.

 

Depois de um bom período de repouso, estive a recolher informações sobre a conservação da natureza, sobretudo em relação às plantas e às aves.

 

O Dia de Carnaval foi aproveitado para a realização de trabalhos domésticos e para algumas leituras com destaque para o romance “Milagre na Rocha Negra”, de José Carlos Costa. Ampliei um texto sobre a sevadilha.

 

Comecei o dia 5 com a pesquisa sobre o que havia sido publicado, sobre os Açores, no jornal Bandeira Vermelha. Até agora tenho encontrado textos sobre a Base das Lajes. De tarde, andei por Vila Franca do Campo onde fui colher (poucas) bananas e inspecionar as colmeias que me parecem, por enquanto, bem. Neste momento as abelhas andam felizes com a fartura de “alimento”, pois flores não faltam, com destaque para as do incenso.

 

No dia 6, passei pela ESRG onde fui levar meia dúzia de plantas para enriquecer a coleção que a escola já possui, estive na Biblioteca Pública de Ponta Delgada e fui comprar o primeiro volume das “Prosas” de Antero de Quental. Comecei a leitura do prefácio.

 

Comecei o dia 7 a ler uma fabulosa entrevista dada por Jorge Paiva, biólogo jubilado da Universidade de Coimbra, que com 91 anos ainda passa diariamente no seu local de trabalho 13 horas por dia. Aqui fica um extrato: “Quando se noticia, não se pode olhar só para um lado. As alterações climáticas estão aqui. Aliás, o engenheiro Guterres, ele até brada, mas está numa entidade, a ONU, que não é democrática. Basta haver o veto, o veto dos países mandões, de maneira que não lhe ligam nenhuma, porque esses países não se importam com estes problemas. Só lhes interessa o poder económico, e esquecem-se, como eu costumo dizer sobre essas pessoas que só sofrem por causa do dinheiro, que há uma coisa que a gente nunca compra: a morte. Eles também vão morrer como os outros.”

 

7 de março de 2025

domingo, 2 de março de 2025

Virusaperiódico (82)

 


Virusaperiódico (82)

 

“março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão”

 

Hoje, 1 de março, foi todo o dia de verão. Estive, na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, a trabalhar duro na terra. Comecei por plantar um castanheiro na Ladeira e lá podei novelões, ajudei a podar goiabeiras e colhi as últimas laranjas.

 

Na Ribeira Nova, voltei a podar novelões e reutilizei recipientes de plástico para proteger umas pequenas plantas do chá que haviam sido traçadas pelo nosso amigo coelho. Estive a monitorizar as colmeias e observei que necessito de numa delas  colocar muito em breve mais uma alça.

 

No fim do dia, muito cansado, ainda tive forças para acabar a leitura do livro “O Desejo de Revolução: Materiais para a História do PREC”, de Fernando Pereira Marques. O livro ajuda a compreender o papel da LUAR, durante aquele período da história portuguesa, denunciando as mentiras que se continuam a difundir sobre aquela organização e sobre o chamado Período Revolucionário em Curso.

 

No domingo, dia 2, de manhã continuei as minhas pesquisas sobre o PREC nos Açores e a atividade separatista que continuou após aquele período. A tarde foi destinada ao Carnaval, a observar o desfile que no Pico da Pedra começou em 1979 e que vai resistindo à erosão dos tempos. Um dos temas abordados este ano foi o caso do roubo de malas, apesar de outros roubos terem acontecido, mas menos vistosos apesar de mais volumosos. Fascistas (?), democratas (?), socialistas (?) são especialistas em irem aos nossos bolsos ou a usarem os dinheiros públicos em seu proveito ou de amigalhaços. Os tribunais que se pronunciem!

 

2 de março de 2025