sábado, 19 de setembro de 2026

Jaime Brasil e o seu tempo

 



Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro

𝗖𝗼𝗹𝗼́𝗾𝘂𝗶𝗼 | 𝗢 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗝𝗮𝗶𝗺𝗲 𝗕𝗿𝗮𝘀𝗶𝗹 (𝟭𝟵𝟮𝟲-𝟭𝟵𝟲𝟲)
No ano em que se celebram 50 anos da autonomia dos Açores, a BPARLSR organiza uma exposição e um colóquio em torno da personalidade de Jaime Brasil, um defensor intransigente da liberdade de pensamento, da justiça social e do espírito crítico — pilares fundamentais que também sustentam o percurso histórico e identitário dos Açores.
Embora tenha vivido grande parte da sua vida fora do arquipélago, Jaime Brasil encarnou o inconformismo e a abertura ao mundo característicos da alma açoriana. A sua trajetória como jornalista, escritor e opositor à censura reflete a autonomia intelectual e cívica que as comemorações dos 50 anos da autonomia visam celebrar, mostrando como o pensamento livre e a resistência cultural são essenciais para a construção de uma sociedade democrática e emancipada.
𝗢 𝗰𝗼𝗹𝗼́𝗾𝘂𝗶𝗼 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿𝗮́ 𝗻𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝘁𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼, 𝗮̀𝘀 𝟭𝟴𝗵𝟬𝟬 (𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹), 𝗻𝗼 𝗮𝘂𝗱𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗕𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝘁𝗲𝗰𝗮, 𝗲 𝘀𝗲𝗿𝗮́ 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗺𝗶𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗿𝗲𝘁𝗼. 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮𝗿𝗮́ 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝗰̧𝗮 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀 𝗲 𝗧𝗲𝗼́𝗳𝗶𝗹𝗼 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮.
𝗥𝗶𝗰𝗮𝗿𝗱𝗼 𝗔𝗻𝘁𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀 nasceu em Lisboa, em 1964, e é licenciado em História. É autor de 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992; 2.ª ed., 2007), Ferreira de Castro / Roberto Nobre: Correspondência (1922–1969) (1994), Eça e os Vencidos da Vida em Cascais (1998), José da Cunha Brochado na Corte de Luís XIV (1999), Eça no Egito (2001), Anarquismo e Neorrealismo: Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século (2002), Roberto Nobre: Uma Vida por Imagens (2003), Poezz: Jazz na Poesia em Língua Portuguesa (2004), Museu Ferreira de Castro: Catálogo (2005), Viajar com… Ferreira de Castro (2005; 2.ª ed., 2016), Jaime Brasil: Cartas a Ferreira de Castro (2006) e Fernando Lopes-Graça e a Presença (2013). Publicou ainda diversos artigos sobre estes autores, bem como sobre Almeida Garrett, Assis Esperança, Camilo Castelo Branco, Jaime Cortesão, Jorge Amado, Luís Cardim, Raul Brandão e Reinaldo Ferreira (Repórter X), entre outras figuras e temas da história cultural portuguesa, incluindo a revista Seara Nova.
𝗧𝗲𝗼́𝗳𝗶𝗹𝗼 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮 nasceu em Vila Franca do Campo, a 22 de outubro de 1957. Foi professor de Física e Química no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário. É bacharel em Ciências Físico-Químicas/Matemática pela Universidade dos Açores, possui o Curso de Estudos Superiores Especializados em Administração Escolar pelo Instituto Superior de Educação e Trabalho, do Porto, e é mestre em Educação Ambiental pela Universidade dos Açores.
Foi delegado sindical e membro dos órgãos sociais do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores. Defensor do cooperativismo, esteve ligado à delegação de Ponta Delgada da Cooperativa Semente e presidiu à Cooperativa de Consumo do Pico da Pedra.
Ligado, desde 1982, aos movimentos ecologista e de defesa dos animais, foi um dos fundadores e presidente da direção dos Amigos dos Açores – Associação Ecológica. Coordena o Núcleo Regional dos Açores da IRIS – Associação Nacional de Ambiente.
É autor e coautor de diversos roteiros de percursos pedestres e de várias publicações dedicadas à energia, ao ambiente e ao património natural. Entre as suas obras destacam-se Lagoas e Lagoeiros da Ilha de São Miguel (coautor), Património Espeleológico da Ilha de São Miguel: Grutas, Algares e Vulcões (coautor), Vidas Exemplares, Jardim Botânico José do Canto: 100 Árvores (coautor), Árvores dos Açores: Ilha de São Miguel (coautor), Mata do Dr. Fraga: Herança Viva de um Madeirense (coautor), Plantas Usadas na Medicina Popular nos Açores, A Família Miranda e os Açores: Resistência e Multiculturalismo (coeditor), Resistência e Liberdade: Dicionário de Opositores ao Estado Novo nos Açores, Plantas Maravilhosas e Açores: 500 Flores (coautor).
Ver menos

Fonte: https://www.facebook.com/BPARLSR

Sem comentários: