NO LANÇAMENTO DO LIVRO "AÇORES 500 FLORES"
Boa tarde,
Saúdo e agradeço a
presença de todos.
Falar
em último lugar é uma vantagem, pois tudo o que de importante havia para dizer
já foi dito.
Assim,
resta-me agradecer a todas as pessoas que tornaram esta obra possível.
Este
livro, tal como os três anteriores, “Jardim Botânico José do Canto -100
árvores” (2018), Árvores dos Açores-Ilha de São Miguel”(2019) e “Mata do Dr.
Fraga -Herança Viva de um Madeirense” (2022) é o resultado da parceria de um
cidadão “endémico” da Madeira e de outro “endémico” dos Açores.
Tal
como os anteriores, este não seria possível sem a colaboração de outras pessoas
que aproveito para agradecer reconhecidamente. Destaco os seguintes nomes: José
António Pacheco que nos honrou com a escrita do prefácio e com o “arranjo
floral da sala”, Helena Melo Medeiros e Segismundo Martins pela leitura atenta
do texto e das provas tipográficas bem como pelas sugestões apresentadas,
Carina Costa, Francisco Ribeiro, Jean-Claude Maret, Lúcia Ventura, Manuel Moniz
da Ponte e Maria Helena Câmara pela generosa cedência de fotografias.
Não
podíamos também deixar de referir a
Editora Letras Lavadas, na pessoa do seu timoneiro Ernesto Rezendes, que
prontamente acedeu à publicação do livro, bem como a equipa de trabalho da Nova
Gráfica, em especial a Pedro Melo, pela paginação do livro e Jaime Serra, pela
bela capa do mesmo.
Um
agradecimento especial às pessoas que convidamos para apresentar o livro, o Dr.
Gualter Furtado e o Eng. José António Pacheco.
Este
livro, resultado de investigação histórica e de muito pesquisa de campo, não
seria possível sem a colaboração de largas dezenas de pessoas que responderam a
um inquérito sobre o uso ornamental das plantas realizado em 2025 e de muita
conversa sobre o assunto que mantivemos com muitas outras, ao longo dos últimos
anos. A todos o nosso muito obrigado.
Este
“Açores 500 Flores”, foi o livro que mais prazer e talvez sofrimento me deu. Só
refiro o agradável, recordei a minha infância, sobretudo a procissão dos
Enfermos na Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, nomeadamente a ornamentação
da Rua do Jogo, que era totalmente coberta com verdura de criptoméria e cujo
tapete central era feito exclusivamente com flores, a esmagadora maioria de
azáleas. Como não havia flores suficientes em Vila Franca, a maioria era
colhida nas Furnas, nas bermas das estradas e em prédios privados. Lembro-me de
há cerca de 60 anos ter ido com ninha avó Maria dos Santos Verdadeiro, na
camioneta do Varela, colher azáleas na Grená, pois por respeitarmos as plantas,
era-nos dada permissão pelo senhor Manuel que era quem tomava conta da mesma.
Termino
com a citação do texto “Amar as flores” que encontrei no nº de abril de 1849 do
Agricultor Michaelense:
Quando
me perguntam para que servem as flores ou arbustos, o meu primeiro desejo é
examinar o comprimento das orelhas d’ um tal.
Pesa-me
o coração estar a medir tudo pelo padrão da mera utilidade e proveito; e do
coração me compadeço de todos os que não acham na vida outro prazer senão no
lucro pecuniário, ou no gozo puramente animal de comer e beber.
Espero
que o livro seja do agrado de todos.
Muito
Obrigado!
3 de junho de 2026

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