segunda-feira, 4 de maio de 2026

Virusaperiódico (177)

 


Virusaperiódico (177)

 

Comecei o dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, a fazer investigações sobre a minha terra natal, a Ribeira Seca de Vila Franca do Campo.

 

De manhã, ainda tive tempo para percorrer o Pico da Pedra para fotografar os maios. Infelizmente só encontrei três, o que significa que a tradição está em declínio.

 

De tarde, estive a fazer a limpeza de algum material apícola e a retirar algumas ervas do quintal.

 

No fim do dia estive a ler “Xeque-Mate a Goa”. Tanta mentira aprendi na escola salazarenta e tanta mentira dizem os filhos ideológicos de Salazar.

 

O sindicalismo anda pelas ruas da amargura. Serão independentes do poder político e económico sindicatos que comemoram o 1º de Maio com o apoio do Governo Regional, de uma Câmara Municipal e de mais de uma dezena de empresas privadas.

 

No dia 2, o trabalho começou pelas 8 h e terminou depois das 19h. Foi dia de semear  açafroa e girassóis e fazer a cresta em Vila Franca do Campo. Para além do mel fui premiado com uma dose de apitoxina numa perna. No Pico da Pedra, estive a extrair o mel com a ajuda de uma centrifugadora e de uma prensa.

 

Comecei o dia 3 a selecionar fotografias relacionadas com a Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, nomeadamente com as marchas de São João e a procissão dos enfermos. De manhã li mais umas páginas do livro sobre os territórios portugueses da Índia e sobre as mentiras do fascismo salazarista.

 

De tarde, voltei à extração do mel. Acabei o dia exausto! A idade está a pesar.

 

3 de maio de 2026