Virusaperiódico (177)
Comecei o dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, a fazer
investigações sobre a minha terra natal, a Ribeira Seca de Vila Franca do
Campo.
De manhã, ainda tive tempo para percorrer o Pico da Pedra
para fotografar os maios. Infelizmente só encontrei três, o que significa que a
tradição está em declínio.
De tarde, estive a fazer a limpeza de algum material
apícola e a retirar algumas ervas do quintal.
No fim do dia estive a ler “Xeque-Mate a Goa”.
Tanta mentira aprendi na escola salazarenta e tanta mentira dizem os filhos
ideológicos de Salazar.
O sindicalismo anda
pelas ruas da amargura. Serão independentes do poder político e económico
sindicatos que comemoram o 1º de Maio com o apoio do Governo Regional, de uma
Câmara Municipal e de mais de uma dezena de empresas privadas.
No dia 2, o trabalho começou pelas 8 h e terminou depois
das 19h. Foi dia de semear açafroa e
girassóis e fazer a cresta em Vila Franca do Campo. Para além do mel fui
premiado com uma dose de apitoxina numa perna. No Pico da Pedra, estive a
extrair o mel com a ajuda de uma centrifugadora e de uma prensa.
Comecei o dia 3 a selecionar fotografias relacionadas com
a Ribeira Seca de Vila Franca do Campo, nomeadamente com as marchas de São João
e a procissão dos enfermos. De manhã li mais umas páginas do livro sobre os territórios
portugueses da Índia e sobre as mentiras do fascismo salazarista.
De tarde, voltei à extração do mel. Acabei o dia exausto!
A idade está a pesar.
3 de maio de 2026

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