quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Virusaperiódico (197)

 



Virusaperiódico (197)

 

Depois de alguns dias a repousar, passei o dia 22 de agosto nas Furnas num workshop de fibras a aprender a empalhar uma garrafa com recurso a vimes. Estou a preparar-me para morrer “sábio”.  No início da noite assisti a um concerto dado por dois pico-pedrenses, no Largo da Juventude.

 

Ainda de madrugada, no dia 23 de agosto, estive a ler sobre Jaime Brasil um libertário terceirense que foi um dos maiores jornalistas portugueses do seu tempo, que lutou contra o conservadorismo da ditadura salazarista em Portugal e que se correspondeu com o autonomista que aderiu ao Estado Novo, José Bruno Tavares Carreiro. De manhã, dediquei algum tempo ao ativismo ambiental que para uns tansos é a causa de todos os males.

 

Durante a tarde, estive a preparar tomates para serem desidratados e coloquei na terra, sementes de chocalheira, de papaeira e de uma planta ornamental cujo nome comum desconheço, mas que apresenta o seguinte nome científico: Diploglotis cunninghamii.

 

No dia 24 li alguns capítulos do romance autobiográfico de Vitorino Nemésio intitulado “Varanda de Pilatos” e fiz algumas limpezas no quintal. Li que na sociedade portuguesa as desigualdades aumentam, um dos sinais está no facto de apenas 3% dos estudantes pobres terem conseguido entrar para a universidade.

 

O dia 26 foi ocupado na sua totalidade com leituras diversas de textos de ou sobre Jaime Brasil.

 

Comecei o dia 27 a fazer um rascunho sobre a correspondência entre Jaime Brasil, libertário, e José Bruno Carreiro, autonomista conservador. De manhã voltei a trabalhar na terra, no quintal. Mondei, rocei e podei uma sebe de sabugueiros.

 

27 de agosto de 2026

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