Virusaperiódico (179)
No dia 9, continuei em descanso forçado. O raio do corpo
acha-se cansado, mas, felizmente, a alma não o acompanha. Não podendo trabalhar
na terra, o computador que agora tem a mania de não querer ligar é que foi a
vítima.
Apesar de “coxo”, ainda foi possível semear no quintal,
durante escassos minutos, milho de vassoura e açafroa.
Comecei o dia 10 a elaborar um “PowerPoint” sobre a flora
dos Açores e introdução de espécies ao longo dos tempos. Depois, ainda de
manhã, dediquei algum tempo ao ativismo ambiental, mais propriamente à educação
ambiental, usando as redes sociais disponíveis, pois os jornais estão mais
interessados em tricas partidárias.
Acabei a leitura do livro “Quarenta Árvores em discurso
directo”, editado pela Porto Editora.
Na manhã do dia 11, passei a maior parte do tempo a
recordar o que aconteceu em Vila Franca do Campo em 1974, nomeadamente sobre a
substituição do elenco salazarista/marcelista da Câmara que continuou com
filhos ideológicos do Estado Novo por muitos anos. Viraram a casaca, mas
continuaram autoritários como sempre foram.
O dia 12 foi dedicado à revisão do livro “Açores 500
Flores”. Não houve tempo para mais nada.
Comecei o dia 13 pelas 3h 45 min a trabalhar na revisão
do livro mencionado, tendo despendido cerca de 8 horas. De manhã, passei pela
Biblioteca Pública de Ponta Delgada onde me encontrei com um amigo que já não via
há mais de 45 anos.
Fiquei satisfeito porque depois de cerca de 10 dias sem
poder conduzir, hoje já o fiz. As pernas é que ainda não voltaram ao normal.
O dia 14 foi quase de repouso absoluto, mas ainda
dediquei algum tempo à revisão do livro que terá 316 páginas e 1211 fotografias
de flores.
14 de maio de 2026

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