Virusaperiódico (199)
O dia 6 de setembro
foi passado na Courela e na Ribeira Nova, na Ribeira Seca de Vila Franca do
Campo. Na Courela limpei bananas e bananeiras e estive a tirar algumas guias
dos quivis. Na Ribeira Nova, arranquei alguns feitos, tabaqueiras e conteiras
que em poucos meses estavam a cobrir as plantações de endémicas.
Apesar da desgraça
deste ano em termos de frutas, colhi poucas bananas e os primeiros jambos.
Porque me deitei muto
cedo, na madrugada de domingo dediquei algum tempo ao ativismo ambiental no
âmbito da IRIS, corrigi algumas informações do texto de um livro que irá para a
tipografia em breve e reli algumas partes do livro de João Freire: “Quatro Itinerários
anarquistas- Botelho, Quintal, Santana e Aquino”. Adriano Botelho era natural
da ilha Terceira, Emídio Santana e Tomás de Aquino estiveram presos na mesma
ilha.
Cansado do trabalho
no sábado, para além da leitura, semeei chocalheiras e estive a descascar
vimes.
O dia 7 foi atípico,
não consegui fazer nada de jeito a não ser correr roupa. Nada de jeito também foram
as notícias que recebi. A primeira, foi a de um ex-PCP (será que alguma vez foi
comunista?) era agora figura com algum destaque num partido de protofascistas
em que alguns nem sabem que o são. A segunda foi que na Ucrânia a prostituição
iria ser legalizada por uma boa causa, financiar a guerra.
No dia 8 passei pelo Jardim
Botânico José do Canto, onde observei o crescimento dos bambus (Bambu-gigante-
Bambusa bambos) e um cogumelo galinha-da-floresta (Laetiporus sulphureus).
O dia 9 foi passado a
cobrir (ou melhor a ver cobrir) um frasco de mel com vimes. Não ficou como o
esperado, pois não tínhamos a matéria-prima adequada.
No dia 10, comecei a
leitura do jornal MAPA e li alguns textos de Jaime Brasil publicados no Suplemento
Ilustrado d’A Batalha.
10 de setembro de
2026

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