Virusaperiódico (202)
No dia 28, o mau
tempo não me deixou trabalhar na terra para cuidar das plantas. Aproveitei para
continuar a ler o livro sobre a PIDE, que mesmo depois de passar a designar-se
DGS continuou a sua obra de torturar os opositores ao marcelismo. Fico triste
por ver que ainda hoje são muitos a chorar pela ditadura
salazarista/marcelista.
No dia 29, passei
pelo Jardim Botânico José do Canto para observar o crescimento do
bambu-gigante, tendo verificado que um dos rebentos aumentou a sua altura, em
15 dias, em 20 cm. Continuei a leitura do livro sobre a PIDE que é recordada
com saudade por muitos filhos biológicos e ideológicos dos torcionários e que
andam por aí disfarçados de democratas de vários matizes.
No dia 30, voltei à
Biblioteca Pública de Ponta Delgada para consultar os últimos jornais “A Vila”
que fechou as portas no dia 30 de novembro de 1974, apresentando como
justificação o estado de saúde do Dr. Simas e razões financeiras, que me parecem
serem “falsas”, pois na altura existiam jovens que pretendiam dar continuidade
ao jornal.
No dia 1 de outubro,
li o prefácio e o posfácio do livro “Ilhas Desconhecidas”, edição Fac-simile
comemorativa do centenário da primeira edição, da responsabilidade da editora
Letras Lavadas e ainda antes do Sol nascer escrevi um curto texto sobre as
sementes de duas espécies de araucárias. De tarde, na companhia do D. e do J-C,
estive no Parque Urbano a fotografar a bela-sombra. Observei muito menos
coelhos do que na visita anterior. Cansei-me muito, será da idade?
No dia 2, li as
primeiras páginas do livro “A las barricadas: Os portugueses na Guerra Civil de
Espanha”, de Maria José Costa e levei o Max a uma consulta.
No dia 3, devido ao
estado do tempo não foi possível trabalhar em Vila Franca. Fiquei pelo Pico da
Pedra, onde ajudei a fazer limpezas no quintal. Comecei a leitura de “A
Independência Açoriana e seu fundamento”, da autoria de António d’Avila Gomes.
3 de outubro de 2026
