quarta-feira, 22 de abril de 2026

Virusaperiódico (174)

 


Virusaperiódico (174)

 

Dia 17

O dia começou com uma visita à Nova Gráfica para acompanhar a paginação de um novo livro. Houve ainda tempo para uma conversa, em Ponta Delgada, sobre os tempos conturbados vividos nos Açores entre 1975 e 1978. A tarde foi quase inteiramente dedicada à revisão de provas, com atenção aos detalhes e ao registo de falhas a corrigir.

Dia 18

Iniciei o dia a trabalhar no novo livro e a acrescentar conteúdos noutro que será publicado mais tarde. Li também mais algumas páginas da obra da historiadora Raquel Varela sobre o 25 de novembro de 1975.

Dia 19

Continuei o trabalho nos livros em preparação para publicação. Dediquei parte do tempo à análise e confronto de depoimentos sobre o chamado “verão quente” nos Açores — tempos difíceis, que acabaram por se dissipar com a habitual distribuição de cargos.

Dia 20

O dia foi novamente ocupado, quase por completo, com o estudo das flores dos Açores. Passei por Vila Franca, mas não consegui subir à Ladeira devido ao caudal elevado da ribeira Nova. Fica a visita adiada para o próximo sábado, caso o tempo permita.

Dia 21

Passei pelo Jardim Botânico José do Canto, onde observei duas plantas ainda por identificar e aproveitei para fotografar várias flores. À tarde, participei numa reunião dedicada ao tema do arvoredo de interesse público e retomei o trabalho no livro sobre flores.

Entretanto, a polémica do momento centra-se na proposta de alteração do CESA, que passaria a incluir uma estrutura com chefe de gabinete, três adjuntos, secretário pessoal e motorista. Será isto razoável? Interessante o parecer da UGT, que sugere aumentar o número de representantes do governo para avaliar propostas do próprio governo. Talvez, levado ao extremo, o mais simples fosse mesmo que todos os membros do CESA fossem indicados pelo governo — ficaria tudo, sem dúvida, em família.

21 de abril de 2026

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