Virusaperiódico (180)
No dia 15, estive a ler sobre o conceito de terrorismo e
sobre atividades terroristas em Portugal. Nos Açores de 1974 a 1980 existiu
terrorismo ou apenas ações violentas?
No final do dia, estive a recordar o último dia de Antero
de Quental. Aqui vão as notas que tirei :
Antero de
Quental (18 de abril de 1842 – 11 de setembro de 1891)
11 horas- Almoçou com José Bensaúde.
14h 30 mim- Saiu de casa e foi ao Governo Civil onde entregou à
irmã “umas dúzias de libras, pedindo-lhe que lhas guardasse, porque o
preocupava tê-las”.
18 horas- Depois de visitar alguns amigos, comprou um revólver na
loja de quinquilharias de Benjamim Ferin.
20 horas- Depois de visitar o primo Augusto Arruda Quental e de
ter passado pelo Governo Civil, onde entregou à irmã o dinheiro que restou após
a compra do revolver, com dois tiros suicidou-se.
Nota- O nome do jardim “Antero de Quental”, foi aprovado pela
Câmara Municipal de Ponta Delgada no dia 11 de abril de 1942.
No dia 16, andei na
Ribeira Seca de Vila Franca em contacto com a terra. Na Ribeira Nova estive a
trabalhar no apiário e semeei milho de vassoura. Verifiquei que 8 anos depois
de plantada a guabiroba-de-folha-crespa (Campomanesia reitziana)
frutificou.
Na Courela, foi dia de podar abrigos, trabalho
que já não consigo fazer. A produção de bananas está fraquíssima.
No regresso a casa
ouvi que o meu antigo aluno, João Afonso, foi o guarda-redes do Santa Clara no
jogo com o Porto. Bom miúdo, espero que tenha uma boa carreira profissional.
Comecei o dia 17, a
ler e a refletir sobre as festas do Espírito Santo que hoje perderam o
significado que já tiveram. A solidariedade passou para segundo lugar, tendo
dado lugar ao espetáculo. Permanece alguma autonomia em relação às instituições
estatais.
Fiquei a saber que a Câmara da Ribeira Grande vai
desperdiçar 13 000 euros na compra de confetes a usar na Festa da Flor.
Autarcas sem tarelo, pois uma coisa é defender o ambiente e outra é dizer que o
fazem.
17 de maio de 2026

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